POV GIZELLY
Virava de um lado para o outro sem conseguir dormir, por mais que eu tentasse, assim que eu fechava o olho, a imagem de Ivy com a arma apontada pra minha cabeça, vinha em minha mente.
Flashback on:
-Ivy Morais, você está presa. – A voz da agente Torres preencheu o ambiente. – Abaixe a arma devagar e coloque as mãos na cabeça.
A gargalhada de Ivy preencheu o local, me causando um frio horrível na espinha. Uma parte de mim estava feliz por terem me encontrado, mas eu ainda temia pela minha vida e pela vida da minha família.
-Isso não vai acabar tão fácil assim, Agente. – Ivy me segurava pelo cabelo de forma firme. – Meu docinho e eu vamos embora e vocês não vão nos impedir.
-Ivy, larga a arma. – Giovanna insititia, havia mais três policiais dentro do quarto. – Acabou pra você.
-Acho que não. – A agente dava passos curtos em nossa direção e cada vez mais eu temia pela minha vida.
-Ivy, pelo nosso filho. – Foi a única coisa que eu consegui dizer. – Me deixa ir embora, se entrega. Eu consigo um bom advogado pra você, me deixa ir embora.
-Sem o meu dinheiro? – Ela abaixou bem próximo ao meu ouvido. – Você acha mesmo que vou deixar você ir embora sem dar o que prometeu? A sua amante vai me dar o acesso do banco e eu vou sair daqui em segurança, você vai ser meu escudo, docinho.
-Do que ela está falando, Gizelly. – A voz de minha esposa se fez presente, me deixando ainda mais apreensiva.
-Amor, vai embora, por favor.
-Que delicia te receber aqui, Senhora Kalimann Lemann. – Ivy sorriu ainda mais. – Pois é Rafa, não queria te dar essa notícia, mas parece que sua mulherzinha, tem um caso com a secretária dela e acredita que as duas andam desviando dinheiro da vovozinha.
-Gizelly? Isso é verdade? – Levantei o olhar e Rafa me encarava confusa. – Você e a Natalie.
-Rafa... – Tentei negar com a cabeça, mas Ivy estava de olho em meus movimentos. – Vai embora por favor.
-Agora que a brincadeira está ficando legal? – Ela não parava de empurrar o cano do revólver em minha cabeça.
-Ivy, eu não vou pedir de novo. – Giovanna falou firme mais uma vez. – É o meu último aviso, não me faça usar a força.
-Você não teria coragem?
-Mas eu tenho.
De repente o barulho do tiro ficou mais alto do que todos os meus pensamentos. Fechei os olhos com medo de onde veio a bala e com medo de ver onde ela acertou. A mão de Ivy afrouxou meu cabelo e por fim abri os olhos vendo a morena levar a mão na barriga. Tereza surgiu de trás de Giovanna, carregando um revólver pequeno, minha avó tinha o olhar intenso e eu nunca a vi daquela maneira.
-Eu posso ir pra cadeia, mas você não vai me tirar a coisa mais importante que já aconteceu na minha vida.
Flashback off:
Aquele dia horrível perturba minha mente todos os dias. Ver Ivy ensanguentada e ter minha vó algemada, sendo levada para a delegacia era algo que eu queria tirar da minha mente. Mas se não fosse por Tereza, eu acredito que não estaria aqui hoje em dia. Ivy foi levada às pressas para o hospital, o tiro não foi letal, em partes eu agradeci, pois minha avó não iria suportar responder por um crime de assassinto. Graças a Giovanna e a Bella, Tereza alegou legítima defesa e nesse momento ela responde o processo em liberdade, enquanto Ivy está na cadeia por tudo que fez.
