Deusa do amor

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POV RAFA

Os dias seguintes passaram muito rápido, quando demos conta já era véspera de Natal e com isso a fazenda estava toda no clima natalino. Minha mãe e Gedeon vieram com meu irmão e minha cunhada e o Theo, dona Madah e minha sogra, Gabi e Manu vieram dois dias depois, e eu estava amando tê-los ali. Nem preciso dizer como todos ficaram felizes pelo meu noivado, até mesmo meu irmão nos parabenizou com um abraço sincero em mim e em Gizelly.

Tereza era uma ótima anfitriã, acomodou toda a nossa família muito bem e agora estávamos aqui nos preparando para comemorar o Natal, todos juntos. Gizelly estava tão feliz, acho que como eu nunca vi antes, pois mesmo quando começamos a namorar, eu sentia uma obscuridade nela e agora isso não existe mais, ela passa a maior parte do tempo sorriso e eu agradeço por isso, pois sei sorriso é a coisa mais linda do mundo.

-Sua vó tá amando a casa cheia, né? — Gizelly estava escorada na certa do estábulo, enquanto eu abraçava seu corpo por trás. — Ela e a dona Madah estão vivendo o sonho de toda avó.

-Sim, mimando nossos filhos até dizer chega. — Sua fala saiu divertida. – Quero só ver quando voltarmos pra casa.

-Estava mesmo pensando nisso. – Gizelly e eu sempre fomos muito intensas e se depender de mim, ela mudaria para o meu apartamento o mais breve possível. – Como faremos? Estamos noivas agora.

-Eu ando procurando uma casa maior, Bella esta me ajudando com isso. – Gizelly se virou, me abraçando pela cintura. – Agora, podemos fazer isso juntas, podemos escolher a casa que iremos morar, pois não quero passar mais nem um dia longe de vocês.

-Vou amar fazer isso. – Sorri e beijei seus lábios. – Mas enquanto isso, ficamos no seu apartamento, ele é maior que o meu e assim eu posso entregá- lo ao proprietário, o contrato encerra em breve, mas acho que ele não me cobraria a multa.

-Eu pago qualquer valor se for pra acordar com você todos os dias. – Gizelly disse de um jeito engraçado, me fazendo cair na risada.

-Assim que voltarmos, vamos organizar minha mudança. – Ela assentiu com a cabeça, me abraçando mais forte. – As crianças vão amar isso.

-Eu já disse que te amo? – Minha noiva deslizou os dedos pelo meu rosto.

-Hoje não. – Sorrimos juntas e senti seus lábios tocando os meus.

-Eu te amo! – Todas as vezes que eu ouvia isso, meu coração faltava sair pra fora do peito. – Eu te amo muito, Rafa! Obrigado por me salvar.

-Eu te amo, meu amor. – Me afundei ainda mais em seus braços, beijando seu pescoço de forma carinhosa.

Ficamos ali mais um tempinho, até que vimos aquele peão mal encarado se aproximando. Desde o dia em que ele nos interrompeu, Gizelly pegou birra dele e com isso eu também estava começando a me estressar, pois a sensação que eu tinha era que ele ficava nos vigiando.

-Boa tarde, senhoritas. – Ele cumprimentou, mas Gizelly nem fez questão de responder. – Dona Gizelly, quer que eu prepare seu cavalo?

-Eu mesmo faço isso. – Gizelly fechou a cara. – Pode ir fazer outra coisa, de preferência, longe da casa.

-Gi...– Pedi com carinho, pois não queria que ela tratasse mal o funcionário. – Assim não, amor.

-Tá tudo bem, dona Rafa. – Ele sorriu falsamente. – Eu tenho que ir até a cidade mesmo.

-É Rafaella, não se esqueça. – Gizelly interrompeu o homem. –Agora vai.

Ele saiu visivelmente irritado e Gizelly mantinha a expressão fechada. Segurei seu rosto, fazendo com que ela me encarasse.

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