Capítulo 64

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*Rio de Janeiro*

- ai não sei Guiga, e se...
- ah peraí né Isabela, depois de tudo que esse ridículo fez ainda vai sentir pena dele? - Guiga dizia enquanto asssitia Isabela entornar mais um copo de ice. Era uma pequena resenha na casa da influencer aquela noite e Isabela havia sido a única dos bolsistas convidada pela própria anfitriã. Claramente um interesse pessoal da rival de Jennifer para prejudicar Fred e, por sequência, Yuri.

- Guiga mas isso é muito grave. Uma coisa é você ter me enviado essas fotos e vídeos e eu te agradeço por isso. Tirou uma venda dos meus olhos mas outra é jogar isso na rede. E se os pais do Fred não souberem...
- ai sabe qual é o seu mal Isabela? Boazinha demais. Muito politicamente correta. E essa sua pena do Fred, na boa, preguiça...

- espera! - Isabela puxa Guiga pelo braço. Uma parte sua sabia que além de errado, jogar arquivos e fotos como aquelas, comprometendo a intimidade e vida pessoal de outra pessoa era crime e poderia responder um processo por isso. Mas por outro sentia que Fred havia pisado em seus sentimentos e que Yuri a havia apunhalado pelas costas de tal forma... para ela era mais que justo dar o troco: - tá. Eu aceito - a patricinha vibra de entusiasmo enquanto escuta as palavras da menina: - é assim que se fala, Isa. Já passou da hora desses homens entenderem que não podem pisar na gente e ficar por isso mesmo - dito isso e em tom de deboche, a influencer aperta um botão chave da nuvem de seu celular no qual envia todos os arquivos em questão automaticanente para todas as suas redea sociais: - nosso amigo Fred vai ficar bem famoso. E de quebra ainda dar uma visibilidade pro namoradinho fracassado e traíra dele - Isabela ao mesmo tempo que se sentia "vingada" olhava incrédula para o rosto de Guiga, desprovido sem quaisquer expressões de remorso ou culpa. Diferente da jovem, que apesar de ferida, sentia um enorme nó na garganta pressentindo algo extremamente ruim com a repercussão desses arquivos.

                      ***********

  Não muito longe dali e na manhã seguinte, dois jovens conversavam à beira de um quiosque na barra. Eram Kaíque junto de um outro rapaz.

- não sei mano... só sei que sei lá. Como vou falar isso pra ele? - o mais velho dizia, as palavras tomadas de angústia: - cara com a boca. Mano desde que a gente se conheceu, e isso já fazem o que, uns cinco anos? Tu me fala desse cara. Que tudo te lembra ele e tal tal tal. Velho, tá na hora de tu expressar isso pra ele. Aliás passou da hora. Vai morrer com isso aí entalado no peito? Do chão tu não passa meu parceiro - o outro rapaz o aconselhava. Não aparentava ser muito mais velho que Kaíque. A pele negra bem desenhada destacavam um brilho. Era alto e um pouco esguio porém o corpo se mantia bem definido e atlético. Tinha os olhos castanhos claros e uma expressão brincalhona na personalidade: - tu vai deixar acontecer outra merda que separe vocês?? Igual aconteceu quando ces eram moleques? - Kaíque apenas ouvia o que o amigo dizia. Estava aflito demais para dizer qualquer coisa naquele momento: - então cara pensa bem se tu quer desistir assim mesmo.
- não é questão de querer cara. Tu sabe que tem um tempo que eu lido bem com a minha sexualidade e eu sempre fui louco pelo Yuri. Eu tenho quase certeza que ele também curte mas mesmo assim, ele com certeza tá amarrado na daquele playboyzinho da faculdade dele.

  O rapaz se refere à Fred. Os olhos do outro jovem começam a se estreitar: - ue, tu não tinha me dito que tinha outro na parada porra...
- pois é Igor, mas tem - Kaíque diz: - não sei se tenho chance não cara, sinceramente. - o outro jovem, Igor, começa a rir: - ah tu tá de putaria comigo né? Olha pra você mano. Bonitão, boa pinta. Esse leque é maluco se não sentir pelo menos um negocinho quando ta contigo, meu bom - Kaíque revira os olhos: - pior que não cara. O Yuri é diferente. Ele nunca me viu dessa forma. - Igor analisa agora a situação de forma cética: - tá beleza, mano. Então me escuta. Só tenta pelo menos. Abre teu coração pro cara. Tu tinha me dito que quando foi procurar ele a mãe dele disse que ele foi viajar com esse leque aí né? - Kaíque confirma com a cabeça enquanto beberica mais um pouco de sua cerveja: - então espera o leque voltar e chama pra sair. Tenta envolver ele num papo que distraia e quando ele tiver perdido na conversa tu fala tudo. Tudo o que tu vem guardando desde que tu se entende por gente praticamente mano. Do chão tu não vai passar...
- e se ele tiver com esse outro cara mano? Eu não posso fazer isso com o Yuri - Kaíque questiona. Igor apenas o encara de forma impaciente e completa: - como eu te disse mano, do chão tu não passa. Mas tu tem que tentar.

- quer saber, talvez tu esteja certo - como num rompante, Kaíque toma uma espécie de injeção de coragem e levanta da cadeira decidido: - quando o Yuri voltar de viagem eu vou procurar ele. Vou falar com ele o que eu sempre senti e tentar lutar por ele. Tá decidido mano.

Razões e Emoções (A #Freuri Fanfiction)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora