- não vai responder, moleque?!
Yuri apenas se calou, encarando o mais velho enquanto todos o olhavam. Não se intimidou em nenhum momento pelo pai de Fred, ao contrário.
- eu vim ver como tá o Fred...
- você não tem nada que fazer aqui e muito menos nada com meu filho. Mete o pé, anda logo...
- ei, ei, ei, calma lá quando falar com o meu filho hein - Aloísio enfrenta o homem que agora fixa os olhares em Giovanne: - e você tambem, veio fazer o que aqui? Pode ir embora com essa turma toda.
- Giovanne, Yuri! - Vindo do fundo do hospital, Nicolau se aproximou. Os olhos marejados quando vira Yuri e Giovanne: - venham, por aqui!
- eles não vão à lugar nenhum! - diz Miguel, agora se referindo ao pai. Nicolau ignora dura e secamente as palavras prepotentes do filho enquanto torna a dizer: - Yuri, Giovanne. Venham. É uma ordem - conclui entre dentes enquanto olha para Miguel, encarando a soberba e arrogância do filho. Miguel se cala, enfurecido enquanto assiste Yuri e Giovanne passarem: - ah, venham também. Por favor - diz Nicolau, se referindo à Kate, Jennifer e Aloísio. Todos passam por Miguel e Elisa enquanto os mesmos permanecem estacionados na entrada do hospital, tentando processar e entender a desvalorização de Miguel por Nicolau.
- olha me perdoem pela grosseria do meu filho, sim? - disse Nicolau enquanto guiava os visitantes até a sala de espera: - não queria que tivesse sido assim. Bem... sigam-me. Por aqui.
A sala de espera do hospital era um pouco menos angustiante. Pelo menos era assim que Yuri se sentia principalmente na companhia doce e agradável de seu Nicolau. Todos conversavam muito aflitos enquanto Kate e Jennifer tentavam distrair Yuri.
- mas esse pai do Fred hein sujeito escroto, deus que me perdoe...
- Kate! - Jennifer censura a amiga, apontando para Miguel que estava apenas há quinze passos de distância e olhava friamente para Giovanne e Yuri: - ah mas eu menti por acaso? Mas o avô dele é um amorzinho. Amei ele. Com certeza chamaria pra um churrasco.
Kate era sem dúvida a melhor companhia para uma situação daquelas. A menina era espontânea e tornava o ambiente mais leve mesmo com suas piadas fora de hora.
Mais tempo se passou. Quando Yuri foi se dar conta, o relógio marcava exatas duas e trinta e cinco da madrugada. A angústia era gritante e desesperadora. Logo seu Nicolau junto de seu amigo, Giovanne, se aproximaram do rapaz que quando os viu voltou a sentir seu corpo gelar achando que havia acontecido alguma coisa.
- calma, o médico ainda não nos procurou... - seu Nicolau se atencipa, vendo o olhar de pânico de Yuri refletir após ver sua aproximação.
- eu só queria saber o que aconteceu - diz Yuri, sua voz ainda embargada: - porquê ele saiu de casa aquela hora e o que levou a esse acidente - Yuri diz, praticamente despejando as palavras: - pelo que pude entender quando cheguei em casa foi que o Miguel praticamente humilhou o Fred sem dó nem piedade. Sabe, por mais carrancudo que meu neto possa parecer ele no fundo sempre foi um menino sensível. Só não sabe muito bem lidar nem expressar essa sensibilidade - Yuri se atenta às palavras do mais velho. "e antes de tudo isso rolar ele tinha acabado de dizer que me ama" as últimas palavras do playboy antes do acidente não saíam da cabeça de Yuri. Eram como um martelo torturante em sua mente. Quando ia responder o ancião um homem de jaleco naturalmente branco e uma máscara hospitalar bem colocada nas orelhas atravessara o pequeno salão.
- parentes do paciente Fred Monteiro, por favor.
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Razões e Emoções (A #Freuri Fanfiction)
FanfictionUma história abordando uma realidade paralela a da novela "Vai Na Fé", de Rosane Svartman, exibida atualmente na rede globo. Centralizada na narrativa e pontos de vista dos personagens Fred e Yuri, também de autoria de Rosane Svartman. Sinopse: Fred...
