Yuri
Yuri não demorou muito para chegar em casa. Quando chegou, encontrou seus pais sentados ao sofá da sala com um pequeno livreto nas mãos repleto de fotografias. Os dois mais velhos riam enquanto observavam as fotos. Era o álbum de recordação da família: - ô filho, chegou? - seu Aloísio dissera: - senta. Vem. Tem algo pra te mostrar aqui.
Yuri logo se juntou aos pais e viu as fotos. "Meu deus", pensou sentindo seu rosto corar. Eram fotos dele. De bebê até os quatorze anos de idade: - olha como meu bebê sempre foi um rapaz lindo - dona Quitéria se gabou, toda prosa: - ah mãe tô nada. Olha essas fotos? Um mico só.
- que mico o quê, menino - Seu Aloísio disse: - um rapagão desse. Para de besteira - o homem dizia, retrucando a fala do filho. E os três permaneceram ali por um bom tempo. Relembrando bons momentos e recordando através das fotos. Yuri se constrangeu no início mas logo estava caindo em risadas com os pais. Um momento que era tão raro terem juntos mas tão genuíno. Nem viram as horas passarem: - meu Deus preciso adiantar a janta - dona Quitéria dizia: - até porquê vem gente de fora hoje.
Yuri se alarmou, uma expressão de dúvida.
- como assim, gente de fora? - perguntou inocentemente: - o vô e a vó vêm aqui é? - Yuri logo se prontificou a ajudar a mãe: - não não, sua mãe chamou seu namorado aqui. - seu Aloísio respondeu.
E o rapaz sentiu o coração parar. A naturalidade com a que seu pai se referiu a Fred. Sem repreensão ou preconceitos. Estava tão feliz que quase esquecera que ainda permanecia zangado com o playboy e também de corrigir o pai: - ele não é meu namorado. Quantas vezes vou precisar falar isso?
- ah filho para de graça vai - dona Quitéria respondeu: - um tipão daqueles. Garoto bonito, agradável e muito simpático.
- concordo com a sua mãe. Sem falar que gosta de futebol - Seu Aloísio dissera: - é dos meus. Tá aí, também torço pra virar meu genro...
- vocês querem parar? - Yuri dissera: - a gente não namora. E eu também nem queria ele aqui hoje. De onde vocês tiraram a idéia? - Yuri indagou aos pais: - na verdade ele acabou de me ligar, filho. Conversou com a gente e deu a idéia do jantar. Aí eu concordei. Adoro esse menino e torço muito por vocês - Yuri corou novamente enquanto ouviu a mãe falar. Se sentiu traído pelo mais velho. "Quê que ele tá pensando? Que é só me beijar e tá tudo bem?" Pensou. Mas permaneceu ali, ajudando a mãe com os preparativos para o jantar.
Logo a noite caiu. Yuri começou a ficar ansioso. Durante toda a preparação do jantar a mãe ficara cantarolando e soltando indiretas como se ele e Fred já estivessem enlaçados por um compromisso. Dona Quitéria e seu Aloísio logo estavam com tudo pronto e super bem vestidos, como se fossem à uma festa.
- gente cês tão sabendo algo que eu tô de fora? - o menino perguntou. Dona Quitéria logo respondeu: - não uai. Só não queremos receber seu... amigo né vestido de qualquer jeito.
Yuri logo se recompôs no sofá. As pernas se chocando uma contra a outra de nervosismo. Não demorou para que um carro estacionasse na porta. Mas o carro de Fred havia sido completamente arrasado no acidente. Há não ser...
- filho... - seu Aloísio dissera: - ...sua mãe não tinha me dito que viria seu amigo mais a família toda junto, meu Deus.
Os três estavam à porta, observando enquanto saíam do carro Fred e suas muletas apoiado pelo pai, a mãe dona Elisa, mais seu avô e Giovanne, o "amigo" de seu Nicolau, junto. Era definitivamente uma saia justa. "Eu vou te matar, playboy" pensara Yuri, queimando de vergonha.
- fala gente fina - Dissera Fred: - sogrinha... opa - o menino brincou, olhando para Yuri com uma expressão maliciosa e travessa: - dona Quitéria, foi mal - ele abraçou a mãe do rapaz e depois fora cumprimentar seu Aloísio: - fala aí vascaíno - o menino espalhou carisma e bom humor no ambiente enquanto Miguel e dona Elisa riam do jeito despojado do filho. Em outros tempos Yuri veria o militar acabar com o playboy ali mas se surpreendeu positivamente com a mudança na qual o homem vinha apresentando sobre o filho nos últimos dias: - hmmm cheirinho bom em dona Quitéria. Então pessoal, esses são meus pais. Seu Miguel e dona Elisa e aquele coroa ali gente fina é meu avô e do lado é o tio Giovanne. - seu Aloísio e dona Quitéria os cumprimentaram, sem jeito: - e aí, bora jantar?
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Razões e Emoções (A #Freuri Fanfiction)
FanfictionUma história abordando uma realidade paralela a da novela "Vai Na Fé", de Rosane Svartman, exibida atualmente na rede globo. Centralizada na narrativa e pontos de vista dos personagens Fred e Yuri, também de autoria de Rosane Svartman. Sinopse: Fred...
