Pov Júlia
Cara, que casa foda que o Luís arrumou pra essa festa.
Ok, era uma mansão, me perguntei de quem era. Um enorme espaço em volta da casa, gramado, onde já tinha gente se pegando, mesmo eu tendo chego no início. A festa não tinha área VIP como de costume, mas quem era VIP tinha uma pulseira cinza, e acho que podia subir aos quartos, ou sei lá. A mesa onde estava o Luís era bem ao fundo, mas tinham caixas de som tão fortes que era até meio difícil de chegar perto, espero que ele esteja usando protetor auricular.
Mas mesmo assim, eu fui lá perto dele, estranhando o porquê dele não estar caracterizado como todo mundo. Ele, ao me ver, me chamou.
- Oi Ju, como tá? – um beijo na bochecha, retribuí.
- Tô bem, e você? – falei no ouvido dele, por conta do barulho.
- Na boa. – ele virou alguma bebida que estava em seu copo.
- Por que não tá de fantasia?
- Duh, eu tô de DJ. – af. – Quer tentar alguma coisa, pirata? – ri.
- Claro, por que não? – assumi ali, pegando os fones e apenas fiz a música ir e voltar, reforcei graves, depois agudos, sorri com o resultado, a galera nem ligou pra intrusa mexendo na música. Depois apenas fiz aquele movimento típico do DJ (e de quem brinca de DJ rs), ri de novo pra ele e devolvi os fones.
- Gostou de brincar de DJ?
- Foi prazeroso, obrigada Luís. – ele riu, beijei sua bochecha antes de sair dali.
Peguei uma bebida qualquer e fui ver a casa sem compromisso, acabei perdendo a Marina de vista, onde será que ela foi e...
Eita caralho, a aposta! Estava na sala de estar, então corri até os fundos, pensando em pegar alguém logo e me bati de cara com uma menina, que por ser um pouco mais baixa, e por não estar correndo, caiu.
- Ai, desculpa, eu não deveria ter corrido. – ajeitei meu chapéu e estendi a mão pra ela, que por uma coincidência, estava vestida de pirata também, porém com tapa-olho, bandana e uma roupa diferente, claro. Sorri pra ela e por uns segundos ficamos nos olhando. – Júlia. – estendi a mão.
- Rebeca. – ela apertou. Nessa hora, começou a tocar a música Girlfriend, do Icona Pop. – Wow, eu adoro essa música.
- Também.
- Então vamos dançar lá. – apontou a "pista", era só uma parte na frente da mesa do Luís onde estavam passando aquelas luzes e a fumaça. E onde a galera curtia a música.
- Claro. – dei minha mão a ela, e fomos para a pista, onde eu achei a Marina e uma dança sensual da Rebeca, pra mim.
A Marina estava só sendo abraçada por trás por uma loirinha vestida de Sininho, e atracada, tipo, maior beijaço, com outra vestida de Viúva Negra, creio eu.
Eu estava em desvantagem. Puxei a Rebeca pra mais perto e tasquei um beijo em sua boca. Ela me correspondeu enfiando as mãos entre meus cabelos, apertei sua cintura e aprofundamos mais o contato, que logo eu desfiz porque não aguentava mais sem ar.
- Wow. – ela disse.
- A gente se esbarra, Rebeca. – falei e fui saindo, pra perto da Marina, que parecia uma só com a Viúva Negra, essa parecia que ia desmaiar nos braços dela, exceto pelas unhas cravadas nas suas costas, que demonstravam o nível de excitação em que ela estava.
- Com certeza, Júlia. Talvez lá em cima, quem sabe. – virei e dei uma simples piscada pra ela.
Ao chegar até a Marina, cutuquei a Sininho ainda ali, que ao virar me olhou curiosa.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Mine
Roman d'amour"É porque eu já tive mulheres, digamos assim, isso parece idiota e clichê, mas com nenhuma delas foi como é com você. Estar apaixonada, pra mim, é novidade. Você diz que é minha, e que gosta de ser. Então, quer ser minha pra sempre? - mas o que? Que...
