Rawr, uma pantera macho alfa!

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Pov Júlia

- Mari, eu tô com a sensação de que esqueci alguma coisa.

- Agora que a gente já tá aqui, esquece de vez e curte a praia, ué.

- Não são nem 10 da manhã, por que estar aqui tão cedo mesmo? – levantei meus óculos até o topo da cabeça, vendo sem empecilhos a Mari sentada numa toalha, em seu biquíni preto de bolinhas brancas e na parte superior. Usando ainda um short azul e um boné preto com a aba reta branca virada pra trás. O propósito do boné não era proteger do sol, então.

- Pra dar tempo de armar a rede de vôlei antes que o sol fique forte demais, quero aproveitar pra me bronzear nem que seja só um pouco.

- Não sei o que mais faz os olhos doerem: olhar para o sol ou pra você de tão branca que você é. – ela deu um muxoxo e um vento balançou seus cabelos para trás, exibindo a marca de chupão que eu havia deixado, agora num roxo clarinho. – Que belo chupão você tem aí.

- Nem vem, o seu também tá roxo. – revirei os olhos. – Enfim, eu quero me bronzear, botar uma cor nesse corpinho gostoso. Você também deveria. – olhei pras minhas coxas e minha barriga, reparando que estavam mais claras que o resto do corpo. Putz, eu estava bicolor, que coisa horrorosa.

- Pega o bronzeador, correndo, pra eu tirar essa merda daqui. – ela me jogou o bronzeador, passei na barriga e ouvi uns risinhos um pouco a frente. Quando olhei, tinham duas meninas me encarando descaradamente, e quando perceberam que eu as tinha visto, me lançaram sorrisos maliciosos. Dei apenas um aceno e um sorriso meio sem graça e voltei a olhar pra Mari.

- Gostosas, elas. Gamaram na oncinha. – Mari riu, zoando meu biquíni de oncinha. Olhaq, tô sexy tá? Tá.

- Sou uma pantera. – rimos – É melhor que esse seu biquíni de bolinha. Só faltava ser de bolinha amarelinha, porque pequenininho já é.

- Não é nada, é normal. E larga de ser chata, você tá gostosa nesse biquíni como estaria em qualquer outro e eu também.

- Agora gostei. Me ajuda com essa rede aqui, por favor.

- Ok.

Depois de uns minutos a rede estava pronta e firme, as pessoas que passavam já olhavam com certa curiosidade pra nós. Peguei a bola.

- Agora Mari.

- Calma deixa-me ver uns bons alvos... – ela olhou pelo mar, pela areia, e passaram duas meninas que pareciam ter acabado de chegar. Quando elas olharam pra nós (ou pra nossa rede) Marina acenou e fez sinal pra que elas esperassem. Levantou e foi até as duas.

Apenas observei sentadinha lá enquanto ela se fingia de inocente e chamava as duas meninas pra uma partida de vôlei. Ouço uma melodia distante que não se encaixava com o momento, e percebi ser o meu celular na bolsa. Peguei-o, vendo "Babi" piscar no visor.

Eita, eu tinha esquecido dela. Tratei de atender rapidinho.

- Júlia falando.

- Ju?

- Eu mesma.

- Você ainda vem passar a tarde aqui? Tô tentando falar contigo há horas, sei que é meio cedo, mas nem seu whats tá recebendo mensagem.

- É, mal não ter te ligado, mas eu tô na praia com a Marina.

- Mesmo? Então você não vem.

- Não, e foi bom eu ter vindo pra cá tomar um sol, percebi que estava bicolor e, bom, isso é uó. – ela deu um risinho – Desculpa pelo furo Babi, prometo te recompensar depois.

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