Pov Marina
Sabe o que eu acho?
Nem importa tanto assim o que eu acho, mas se eu tô aqui é porque alguém se importa.
Eu acho a Júlia e a Babi duas sem-noção. Elas poderiam simplesmente ficar juntas logo. E a Júlia, uma tapada, porque é muito mais fácil dar o pé na Luana e reatar com a Babi. Além de elas combinarem muito mais, a mídia não ia fazer muito caso em cima disso, ela namoraria uma completa desconhecida pra eles e seria feliz mesmo assim. Seria mais feliz inclusive.
Mas tô dizendo isso pelo que tô vendo, sem ouvir nada além do mimimi da Júlia que ouço sempre, porque ela sempre fala. Não sei nada da Babi, e não sei quem ou o que está no caminho, impedindo essas duas de voltarem.
Sinto pra caralho pela Sabrina, mas sei que até ela sabia do que a Babi sentia (a Babi fez questão de contar isso pra nós) e que ela seria compreensiva se estivesse viva, e quer a felicidade da Babi onde quer que esteja. Quero acreditar nas palavras da Babi, pois não conhecia Sabrina.
- Elas só estão conversando, deixa de nervoso. – Yasmin me dá um tapinha pra me acordar desses pensamentos. Estávamos sentadas em cadeiras acolchoadas que mais pareciam poltronas, a minha propositalmente colada à dela. Pra compensar o tapa, ela deixa a mão sobre a minha e a acaricia com os dedos, fazendo desenhos aleatórios. – Eu sei que elas deveriam estar juntas, eu também acho, mas só elas podem resolver isso.
- Quando a gente brigou, a briga não durou mais por causa delas. Lá na primeira vez, do Lucas. – falei.
- Mas se não fosse assim, você custaria a acreditar em mim. E talvez não estivéssemos aqui. – ela segura minha mão. Nego com a cabeça.
- E da segunda vez, a Babi também estava lá.
- Ela te aconselhou, Marina. E graças a Deus que fez isso, porque quando eu te via eu me sentia tão mal por você estar com aquela aparência. Eu achei que fosse perder você.
- Eu me sentia morta, acabei parecendo com uma. Legal que o exterior refletia perfeitamente o interior. Mas desculpa por ter feito você se sentir mal.
- Eu também tinha culpa, e já passou. Você é transparente, amor. – ela me beija na bochecha. – E eu te amo muito mais por isso. Você nem consegue mentir pra mim. – diz, rindo.
- Ah é, você é muito espertinha. – aperto sua cintura, a fazendo dar um pulinho na cadeira e rir.
- E você é uma gostosa. – sussurra no meu ouvido, me fazendo rir. Safada num segundo, fofa no outro. Ela deita a cabeça no meu ombro. – Olha, acho que vai rolar entre os dois ali.
- O Nicholas e o Erick? – ela assente.
- Erick é o nome dele? Já vi esse rostinho.
- Talvez nas revistas de fofoca de Madri com a Júlia, ou no meet do seu show... – ela deu de ombros.
- Ele é gay?
- Boatos que não. – ri. Os dois conversavam mais afastados, e pareciam descontraídos. O Nick era um dos mais cansados ali, mas o Erick parecia animá-lo com o que falavam. Seja lá o que for. O outro rapaz, que Yasmin disse se chamar Will, estava deslocado. – Mas não vamos ficar olhando, né?
- Quem é esse menino com o Nick? – chega a mãe da Babi já perguntando, e sentando-se na outra cadeira livre. Naquela sala de espera só tinha a gente. Era bem próximo do quarto da Babi.
- É o Erick, amigo da Júlia. – ela se surpreende.
- Ah, a Júlia chegou. Me deixe adivinhar: as duas estão sozinhas lá dentro. – assentimos. – Tsc. Espero que ela tome cuidado, a Babi está sensível e dolorida ainda. – não entendi muito bem por que ela disse isso, mas a Yasmin deu uma risadinha. – E esse outro? – discretamente sinaliza o Will, que estava distraído.
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Mine
Romance"É porque eu já tive mulheres, digamos assim, isso parece idiota e clichê, mas com nenhuma delas foi como é com você. Estar apaixonada, pra mim, é novidade. Você diz que é minha, e que gosta de ser. Então, quer ser minha pra sempre? - mas o que? Que...
