Amo abraços com direito a peitos.

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Pov Júlia

Nossa, eu estava nas nuvens. Como se tivesse recebido um telegrama de Aracaju (ou do Alabama) dizendo "nêga, sinta se feliz..." e aí acordado com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, beijar o português da padaria...

Provavelmente, ou com certeza, iam dizer que eu tô maluca.

Mas falando sério, dava pra ser melhor? Eu estava descrente que passaríamos do selinho, imagina chupão no pescoço, lábio inferior machucado, sentar no colo...

Porra, ela sentou no meu colo. Ela na verdade está sentada. Ela. Está. No. Meu. Colo.

Você tem noção do que é isso? Ela nunca tinha feito isso, cara. Sorte dela que sou eu. Sim, imagina se eu sou um garoto, daí ela senta e dá com suas... partes privadas no meu... celular, que eu esqueci no bolso. É, meu celular de formato diferente, vai encarar? (Sim, ignoremos o fato de que eu pedi a mesma pra sentar)

Falando nisso, garotos... a desculpa do "celular no bolso" pra disfarçar a ereção é péssima, vamos variar, por favor, obrigada. Façam isso pelas garotas héteros.

- Hmm, baby... Eu tenho que ir, tá escurecendo. – separei nossos lábios.

- Você... – ela desceu a boca pro meu pescoço, pescoço não... – Tem certeza disso, Júlia? – arfei com seus pequenos toques, ela era boa nisso e nem sabia.

- Não. Tenho certeza de outra coisa, mas seria meio ruim se eu falasse. – ela riu.

- Certo, vou te deixar ir, sei lá a quanto tempo a gente tá aqui se pegando.

- Tem um tempinho sim, seus lábios estão vermelhos.

- Fala como se os seus não estivessem.

- Levanta do meu colo.

- Não quero.

- Confia em mim, você vai ter muitas chances pra sentar. – ela riu, me deu um selinho e levantou. – Ah, eu disse a tua mãe que você estava me esperando quando cheguei aqui, então confirma essa pra mim, não quero que ela pare de gostar de mim agora.

- Minha mãe gostou de você antes de mim, Júlia.

- Ok, mas mesmo assim. – pus o celular no bolso e olhei pra ela, encostada na mesa me olhando com a melhor cara de "não quero que você vá". – Posso te pedir um negócio?

- Claro, Ju.

- Sábado tem a festa da Mari, você sabe, né? – ela assentiu e cruzou os braços contra o peito – Então, vai ter uma galera que você não conhece e tal, daí eu tô com um pouco de medo...

- Vá direto ao ponto, Júlia.

- Eu quero que você fique comigo. Na festa. Só comigo.

- Ah, você quer que eu seja sua exclusiva?

- Sim. – ela levantou as sobrancelhas. – Ér, na festa. Não quero marmanjos nem moças tentando ficar com você.

- Só topo com a condição de que você não vai ficar com ninguém.

- Vou sim. Você.

- Tá, mas só eu. Consegue? – aproximei-me e abracei-a pela cintura. Claro que eu consigo, ué.

- Considerando o fato de que você é tudo o que eu preciso, sim, eu consigo.

- Awwwn, amor... – ai meu forninho, não interpretei, ela me chamou de que? – Vish, desculpa, tô indo muito rápido?

- Relaxa, paixão. – sorri pra ela. – Pode me chamar do que quiser. – deixei um selinho em seus lábios.

- Ok, tá na hora de você ir pra casa, amor.

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