Pov Júlia
- Chuta, que eu pego, bora. Mas chuta forte! – ele chuta, eu seguro. – Muito fácil, moleque. – ele cruza os braços e faz cara de indignado. Fofo.
- Você falou que ia me ensinar a dar bicicleta hoje. – malditas coisas que eu falo quando chego levemente alcoolizada e essa criança está a me esperar ou está acordada na cama sem conseguir dormir e eu estou praticamente dormindo em pé/sentada. – Você falou, mãe, ontem mesmo.
- Mas é muito difícil.
- Você faz facinho.
- Não tão facinho porque eu estou um pouquinho enferrujada, não acho que ainda acerto um voleio de primeira.
- Mas você disse que ia me ensinar a fazer um boleiro. – ri. Tão amorzinho.
- Voleio, filho. – sentei na grama do quintal. – Vem cá.
- Não vou.
- Vem aqui, Ângelo!
- Não vou. Eu quero jogar.
- Moleque descarado. – levantei correndo e peguei ele no colo, mordendo (carinhosamente, claro) a barriguinha dele, que dá aquela gargalhada gostosa de bebê. – O que você é meu?
- Seu filho, né.
- O que? – engrossei a voz e ameacei mordê-lo novamente, ele riu de novo.
- Seu filho!
- Tá aprendendo a ironia da sua mãe, né pivete? – coloquei-o no chão e sentei de novo.
- Eu não sei o que é ironia, mamãe.
- Pergunte a sua mama, ela sabe. – ri. Ele pula no meu colo, finjo que doeu. Fiz bastante drama.
- Desculpa, mamãe. Dói muito? – assenti, fazendo careta de dor. – Quer beijinho pra sarar? – assenti novamente. Ele beijou minha bochecha. – Melhor?
- Sim, meu amor. – falei, abraçando-o com força. Eu não consigo com a fofura do meu pequeno.
- Não me aperta, mãe.
- Aperto, porque você é meu leãozinho.
- Eu sou um homem!
- Meu leãozinho. – eu e o Ângelo = Mufasa e Simba. – O que você é meu?
- Seu filho. Homem.
- Você ama ser meu leãozinho. O que aconteceu, pirralho?
- Mama disse que eu sou um homenzinho e não um leãozinho. – ele adora leões desde que comecei a chamá-lo assim, a gente brinca de leão inclusive. A Bárbara deve ter dito "você é meu homenzinho" ou algo do tipo aí ele acha agora que não pode mais ser meu leãozinho. Claro que pode.
- "Mama disse"... – imito ele – "Mama" é uma chata. – ele riu, sapeca. – Não conte pra ela.
- Eu vou contar.
- Não vai, porque se você contar, eu não jogo mais com você.
- Hm... Aí eu não aprendo voleiro.
- Voleio, Ângelo.
- Vo-lei-o.
- Isso, amor. Pois é, você não vai aprender.
- Tá bom, eu não conto.
- Eu ouvi tudo. – disse a Bárbara, nos dando um susto enorme.
- Eita, fodeu.
- Mamãe! Palavra feia! – foi completamente sem querer.
- Desculpa, leãozinho.
- Anjo, vá brincar na piscina com a sua irmã e me deixe falar com sua mãe.
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Mine
Romance"É porque eu já tive mulheres, digamos assim, isso parece idiota e clichê, mas com nenhuma delas foi como é com você. Estar apaixonada, pra mim, é novidade. Você diz que é minha, e que gosta de ser. Então, quer ser minha pra sempre? - mas o que? Que...
