Pov Bárbara
Primeiro dia de aula é um cu. E eu me sentia na pior ainda porque estava sozinha, a Marina não chegou e a Júlia fugiu, pra esperar ela ou sei lá pra que. As aulas são tão ruins no primeiro dia, cara...
Só fiquei reparando nas caras novas, nada demais, e viajando legal.
Anteontem eu dormi entre as pernas da Ju e acordei de madrugada já sem ela, que dormiu num colchão ao lado da minha cama. Além de ter acordado respirando quase perfeitamente, eu tinha certeza de que não dormiria mais, aí fiquei na internet e ouvi música até sentir muita fome e acordar a Ju.
Nessas horas eu descobri que: a Júlia fala enquanto dorme (nada que tenha sentido, pelo menos pra mim não), e ela geme também, não gemidos de prazer, tipo, não sei explicar, ela emite sons, que às vezes, lembram gemidos, e outras vezes não lembram. Além de que é tão linda quanto acordada e tem mal dormir, se mexe pra caralho.
Também descobri que ela não deve dormir de bruços porque aquilo é um crime pra sanidade, aquela bunda.
Enfim, durante o domingo, a gente só comeu, deu risada, e lembramos de momentos das férias, ela deitada com a cabeça no meu colo e eu brincando com as mechas do seu cabelo loiro.
Meu pai havia ligado os pontos, e sabia que eu havia beijado a Ju mesmo que fosse só um selinho. Mas não fez nada, espero que isso seja um bom sinal. Ju foi super simpática com ele, eles até conversaram e tal, ele não me encheu e nem foi mal educado, apenas disse pra não fecharmos a porta.
Sabe de nada, inocente.
Não gente, eu e a Ju não fizemos safadagens, eu ainda tenho o vírus da gripe. Brincadeira, mas não fizemos nada mesmo. Também me falta atitude, e eu ainda morro de medo do que pode acontecer depois. Sim, eu deixo vocês me chamarem de cagona, covarde, frangote, e derivados.
Epa, eu não estou fazendo cu doce! Isso não!
Mas vamos voltar pro agora, pro primeiro dia do terceiro ano, que tá um saco. Eu não quero nem pensar em... Lá vem a Júlia.
Pov Júlia
É, ouvi algumas coisas da Marina sobre como ela se divertiu na festa ontem ficando com uma garota só. Essa tal garota tem poderes, só pode.
Uh, será o fim da lésbica das lésbicas? Será que a nossa querida Mari vai se apaixonar?
Falando em se apaixonar...
- Bom dia, Bárbara. – sorri. Ela já estava boa do resfriado, ainda bem. Dei um beijo na sua bochecha.
- Bom dia, Júlia II. Não me chame de Bárbara.
- Ok. E aí, Babi, fez o que ontem depois que eu fui embora?
- Nada...
- Ficou pensando em mim sozinha no seu quarto, né?
- Para com isso. – toda vermelhinha, que fofa.
- Sua mãe shippa a gente, sabia?
- Olha a Mari com o Lucas.
- Foda-se, olha pra mim. – parece uma desesperada, tsc – Eu tenho a aprovação da minha sogra, só falta você. – ela ficou meio pensativa, meio "o que essa mina quer hoje?".
- O que aconteceu contigo hoje? – não falei?
- Nada, é só aquela vontade de fazer tudo diferente. Você sabe, eu sou assim, só que fico boba quando tô do seu lado. Você é meu ponto fraco, mulher. – ela ficou olhando pro chão, envergonhada. Que menina é essa? De onde ela saiu, assim tão perfeita? – Não quero mais ficar tão boba, sabe? Quero estar no meu normal e esse é o meu normal. – ela, ainda corada, murmurou algo sobre não fazer preferência entre eu no meu normal e eu fofa, boba e apaixonada.
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Mine
Dragoste"É porque eu já tive mulheres, digamos assim, isso parece idiota e clichê, mas com nenhuma delas foi como é com você. Estar apaixonada, pra mim, é novidade. Você diz que é minha, e que gosta de ser. Então, quer ser minha pra sempre? - mas o que? Que...
