Pov Júlia
Estar de férias é tudo de bom. Porém elas deveriam ser impedidas de acabarem tão rápido, nossa.
Bom, eu passei de ano, e devo isso à Babi que me ensinou tudo de Sociologia, de Matemática e de Física. Sambei nas provas de recuperação na cara daqueles desgraçados (principalmente a mal comida de Sociologia) que ainda queriam me reprovar devido ao meu "comportamento não satisfatório" (fala sério, eu sou um anjo) durante o ano, mas, com notas como 8 e 9? Impossível.
Saí de lá tipo "not today, satan, not today".
E queria também sair chutando as paredes e as lixeiras pra demonstrar a minha felicidade, como também queria correr até o pátio onde a Babi disse que me esperaria, carrega-la no meu abraço e dar aquele beijo de língua em seguida com ela ainda em meus braços. Mas, claro, limitei-me ao abraço.
Nós duas sabíamos o que sentíamos, eu acho, mas ainda era muito cedo pra tentar algo. Ainda tenho uma promessa de não agarrá-la, (até porque eu não imagino sua reação, poderia ser das piores) e preciso de um sinal verde dela, então simplesmente resolvi espera-la pacientemente, apenas aproveitando de um toque de vez em quando, uma indireta às vezes...
Ainda carreguei-a em meu abraço quando ela perguntou qual foi o meu resultado nas provas de recuperação.
E parece que foi ontem, de tão rápido que as férias passaram. Tive ótimas férias, viajei, voltei, saí, curti, bebi, dormi... Fiz tudo o que tinha direito, com e sem as minhas amigas.
Último fim de semana de férias, be-ber-mo-rar! Só que não, até ia ter uma festa do Luís e tal, que a Marina até vai e me chamou, mas eu não quis ir, ela quase desistiu, mas eu não deixei. Ficar em casa por causa de mim? E depois encher meu saco? Não mesmo.
Preferi ficar em casa, descansando, sabe? Sexta-feira, à noite, em casa... O que farei? Ver uns filmes, umas séries, talvez. Ou jogar videogame, sem pensar em mais nada que me preocupe.
Era só meio de tarde, minha mãe não havia chego do trabalho ainda, me joguei no sofá e liguei a TV, pedi a Maria (nossa diarista) pra fazer uma pipoca pra mim. A pipoca dela é muito boa, cara. Quando comecei a zapear pelos canais em busca de um bom filme e um cheirinho de pipoca começa a tomar conta do ar, meu celular toca na cozinha.
Como diabos ele foi parar lá? Aah, quando eu estava... Não, não me lembro. Corri até ele, na bancada, abandonado, vi "Babi" piscar no meu visor. Atendo.
- Oi pequena nerd, legal ter lembrado da amiga! – ri.
- Oi Ju... – sua voz parecia derrotada.
- O que você tem, Babi?
- É só um resfriado bobo. – sua voz estava muito, muito nasal.
- Não parece só isso, tem certeza de que tá tudo bem?
- Aham.
- Cara, que coisa você ter esse resfriado no teu último fim de semana de férias antes do terceiro ano.
- É... Você me disse que era meio que imune a essas coisas, não é?
- Sim, é muito raro eu pegar uma gripe, resfriado ou coisa parecida, por quê?
- Passa o fim de semana aqui comigo? Eu não vou poder sair, por favor Ju...
- Sério que você gripada fica mais manhosa do que já é? – ri e ela murmurou "idiota". – Claro que sim, só preciso avisar à minha mãe, ela estava até estranhando que era o último fim de semana antes de voltarmos pro colégio e eu simplesmente ia ficar em casa enquanto o Luís dá a maior festa. Lembra do Luís, certo?
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Mine
Romance"É porque eu já tive mulheres, digamos assim, isso parece idiota e clichê, mas com nenhuma delas foi como é com você. Estar apaixonada, pra mim, é novidade. Você diz que é minha, e que gosta de ser. Então, quer ser minha pra sempre? - mas o que? Que...
