Pov Babi
Virgem, inocente e hétero. Três palavras que eu pensava que fizessem parte de uma possível descrição que eu faria de mim mesma.
Das três, eu só sou virgem mesmo. Por qual motivo eu não sou mais nenhuma das outras duas? Dica: esse motivo tem nome e sobrenome.
Júlia Becker.
E por causa dela também, não serei mais virgem. Tenho certeza que de hoje não passa, ela me enrolou semana passada na casa de praia, no Skype, na escola, fugindo até do assunto. Essa semana ela até aceitava falar sobre desde que fosse rapidamente e que os nossos beijos não chegassem nem perto do pescoço. Achei que fosse manha de ciúmes por eu ter passado o domingo na casa do Nick e ter gostado de ficar lá, talvez fosse mesmo. Mas a Ju finalmente me convidou pra dormir na casa dela, hoje, sexta.
Como eu disse, tenho certeza que de hoje, não passa.
Ela chegou aqui por volta das quatro da tarde e ficou esperando eu me arrumar, sentadinha na sala.
Sei que vai ser hoje pelo sorriso que ela me deu quando eu descia as escadas. Apesar da ansiedade, estou relaxada, isso é o que importa.
Me desejem sorte.
Mas eu sei, vai ser perfeito, primeiro porque vai ser com ela, ela é ela e acabou. E segundo porque eu tô de lingerie e tô poderosa, não tem errada.
Pov Júlia
Pra trazer a Babi aqui em casa, eu tinha todo um plano prontinho pra ser executado.
Eu havia pedido ajuda à Marina com uma ideia pra algo romântico pra nossa noite, ela não ajudou diretamente, afinal, é nova nessa de romantismo. Mas serviu pra que eu pensasse nisso. Deu um pouquinho de trabalho pra mim, mas foi divertido e eu ia surpreender a Babi. Não era algo que ia terminar na cama, essa parte ficaria comigo e a minha lábia, ou não.
Bárbara sentou no sofá da sala e lá ficou. Subi para o meu quarto só pra checar se estava tudo nos conformes e se não tinha alguma bagunça. Tudo ok, desci e a surpreendi sentando ao seu lado e já passando o braço pelos seus ombros.
- E aí vidoca? – beijei seu rosto – O que quer fazer?
- O que você quiser, eu sou visita, né.
- Né nada. Você é a minha namorada, então é bem vinda na minha casa.
- Hmm... – ela sorri, fica de lado e acaricia meu rosto. Deito a cabeça sobre sua mão pra aproveitar o toque. – Cadê a minha sogra?
- Saiu agora há pouco e só volta amanhã. – ela morde o lábio inferior, atraindo meu olhar. – Eu fiz um planejamento e umas coisas pra nós mas...
- Mas...?
- Só me beija. – puxei-a pra mim e colei nossos lábios, ela me obedeceu e invadiu minha boca com sua língua um pouco tímida, um beijo calmo, mas ela colava o corpo no meu cada vez mais. Minhas mãos apertaram sua cintura, ela estava quase deitada sobre mim.
Foram uns bons 10 minutos só nessa posição dando amassos no sofá.
Ela finalmente desce os beijos pro meu pescoço, nós já estávamos deitadas no sofá, ela por cima. Aí lembro do que queria fazer.
- Babi, amor...
- O que? – ela diz com suas mordidas no meu ponto de pulso. Taporra.
- Tem certeza de que não quer fazer o que eu planejei?
- Não sei...
- Vamos, vai ser legal... Sai do meu pescoço, sabe que me destrói assim.
- Gosto da sensação de te morder. – dou um riso sem graça, completamente excitada e tentando disfarçar isso. – Vamos seguir teu plano então.
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Mine
Romance"É porque eu já tive mulheres, digamos assim, isso parece idiota e clichê, mas com nenhuma delas foi como é com você. Estar apaixonada, pra mim, é novidade. Você diz que é minha, e que gosta de ser. Então, quer ser minha pra sempre? - mas o que? Que...
