Acordei às 7:30h. Sentei na cama devagar para não fazer barulho e saí do quarto lentamente para usar o banheiro do corredor. Quando retornei Alex estava sentada em sua cama à espera para usar o banheiro. Beijei-a nos lábios rapidamente e fiz sinal indicando que desceria depois de me arrumar. Ela faria o mesmo.
Desci as escadas e ouvi vozes saindo da cozinha. Fiquei na sala e vi pela janela que Herbert e Shrid estavam lá fora perto do celeiro. Fui para a cozinha e Angia e outra indiana mais jovem faziam o café, enquanto Shelley andava por lá e cá.
— Bom dia – cumprimentei
—Bom dia. – as indianas disseram em coro
— Ora, ora, bom dia! – Shelley pôs as mãos na cintura — Para quem fez uma longa e cansativa viagem você acordou cedo.
— Eu acordo cedo naturalmente. – olhei para a pia — Querem ajuda?
— Absolutamente não! Você é hóspede e para isso eu tenho empregados. Vá para o salão que levarei seu café.
— Deixe-me então ao menos preparar a mesa!
— Nada disso! Não sou chamada de grande anfitriã desmerecidamente. Vá para o salão e não desobedeça! – sorriu divertida.
Fui para o salão e Alex acabava de chegar.
— Que milagre é esse que você desceu tão rápido?
— Engraçadinha! – fez careta — Eu sei ser uma mulher rápida e eficiente quando quero.
— Eu sei. – puxei uma cadeira — Sente-se querida!
— Obrigada meu bem. Assim é que eu gosto. – mexeu comigo.
— Alex?! – Shelley aparece com as indianas trazendo toalhas de mesa com motivos natalinos — Você anda mudada mesmo! Acordada a esta hora depois de viagem e tudo.
— Hábitos que eu estou adquirindo por influências.
— Percebo. – sorriu
Alex e eu tomamos café com Shelley e Henry. Todos os outros ainda dormiam, e os indianos desapareciam como por encanto. Os ingleses gostam de muita carne e gordura, inclusive no café da manhã, então me detive no chá com leite, torradas, cereais e maçã. Alex seguiu a mesma linha e eles estranharam isso da parte dela. Brazilian influence, disseram.
Saímos para andar pela fazenda e Alex me mostrou cada parte de lá. Conheci o celeiro, o local onde nascem os girassóis, o pomar e a pequena estufa. Corremos por um pequeno campo de trigo e caminhamos na beira do lago. Chegamos ao estábulo e Alex pediu a um rapaz que preparasse dois cavalos.
— Alex, você tá brincando! Eu não vou montar não!
Ela riu divertida.
— Como pode alguém tão destemida como você ter medo de andar a cavalo? – segurou minha mão — Eu estarei do seu lado. Não confia em mim?
— Em você eu confio! Agora, em um bicho que tem mais pernas do que eu, corre mais do que eu e que pode me matar só com uma leve pisadinha no crânio eu não confio de jeito nenhum!
Riu novamente.
— Deixe de ser boba! Cavalos não vivem dando pisadinhas no crânio das pessoas, Sammy. – puxou-me pela mão — Vamos! (N/A: Imaginar cavalos fazendo isso foi muito, muito estranho)
O rapaz me ajudou a montar e Alex montou sozinha. Segurava as rédeas dos dois animais, que caminhavam tranquilamente e solidários. Eram duas éguas negras, bem tratadas e muito bonitas.
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TUDO MUDA, TUDO PASSA
RomanceProntos(as) pra conhecer um AMOR que ultrapassou barreiras? Leia até o fim. Sem julgamentos.
