Capítulo 8 "PRAZER"

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OLÁ PRINCESAS, BEM VINDAS NOVAMENTE!!

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Cheguei em casa e minha avó estava sintonizada na novela.

— Oi vó. Vou me arrumar e descer. Daqui a pouco o... vou sair e daí só volto amanhã.

— Está bem. – falou sem olhar para mim

Olhei para ela e imaginei como deveria se sentir. Ela que já foi rica vivendo em um barraco mal acabado no morro. Pensei no luxo do apartamento de Alex e como deveria ser a casa de minha avó na Bahia antes de perderem tudo. Ela deveria sentir muito. Eu nasci no morro e não tinha referências, mas para quem já viveu na riqueza... Nosso barraco tinha quatro pequenos cômodos e eram todos praticamente colados entre si: sala, quarto, cozinha e banheiro. A separação entre eles era feita por cortinas de plástico amarelo translúcido. Nossa sala tinha uma poltrona de dois lugares, o móvel da TV, onde guardava meus livros e uma mesinha entre eles, com um arranjo de flores de plástico. Na parede da janela, que era a mesma da porta, duas cadeiras de madeira. Entrei no quarto e pensei em como era pequeno. As paredes, que eu mesma ajudei a levantar, eram bastante irregulares. Havia pendurado um quadro feito pelo meu primeiro namorado. Presente de aniversário. Minha avó dormia numa cama velha de madeira, debaixo da janela, e eu, em uma cama que fiz e que era guardada embaixo da cama dela. Tínhamos um armário, que dividíamos, e havia também a mesinha onde estavam a Virgem Maria, o terço e a Bíblia de vovó. Nos dias quentes, a santa dividia seu espaço com o ventilador.

Abri o armário e olhei minhas roupas: poucas. Se não fosse a filha de dona Maria, uma das patroas de minha avó, ter 1,85m de altura e me dar as roupas que enjoava de usar eu nem teria como sair.

Alex tinha uma diarista. Era como minha avó, mas usava o tal uniforme azul de mangas compridas, coisa que vovó não tinha de usar. Será que Alex percebia que seus empregados estavam do mesmo lado que eu na vida? E talvez ainda melhor, pois não sei quanto eles ganhavam, mas deveria ser mais que vovó.

Separei um vestido azul de comprimento médio e fui para o banheiro. Nosso banheiro se resumia a um vaso sanitário, pia e um micro box. Quando faltava água, o que era comum, tínhamos de passar no seu Neneco e trazer no balde. Este homem era dono de uma quitandinha no Cantagalo e tinha três imensas caixas d'água. Por gostar muito de nós aliviava nossa barra nessas situações de "seca", sem contar às vezes em que nos vendia fiado. Fiz um teste e vi que água estava lá. "Oba! Hoje balde não rola!"

Acabei de me aprontar e esperei até às dez, que foi quando desci. Vovó estava quieta rezando no quarto. Às vezes eu passava dias sem ouvir sua voz.

— Tchau vó.

— Amanhã vamos consertar a parte de trás da cerca. Caiu uma pipa lá nos fundos e uns moleques acabaram com ela. Ainda tenho arame farpado suficiente.

— Pode deixar.

Saí e, como sempre, ouvi gracinhas e algumas zombarias na descida. Apesar disso, raramente alguém vinha me abordar ostensivamente e eu podia ir sossegada. Pensei em Alex e rapidamente desviei o pensamento. Esperei Cezar no ponto de ônibus e ele não tardou a chegar. Estava muito bonito!

— Oi gata! Você tá um arraso!

— Você idem. – aproximei-me e cheirei seu pescoço – E muito cheiroso também.

— Não faz assim que você me deixa louco... – e nos beijamos com paixão — Vamos.

Estávamos em uma cama redonda, em um motel cheio de espelhos. "Aliás, por que motel tem tanto espelho?" Cezar estava deitado sob mim, segurando minha cintura, enquanto cavalgava nele deslizando as mãos em seu peito cabeludo.

— Ah... Você é muito gostosa Sam... Mexe gostoso assim pra mim vem...

Desci as mãos até sua cintura e o puxei mais para mim. - Quero te sentir todo dentro de mim. Ah... Você é muito bom... – disse fechando os olhos.

Nossos movimentos ficaram mais fortes e acelerados; gozamos quase juntos. Ao final, saí de cima dele deitei ao seu lado.

— Você acaba comigo Sam. Tô arrasado... – fechou os olhos

— Já eu tô satisfeita, mas não arrasada.

Cezar virou-se de lado e ficou me olhando

— Então sou homem capaz de te satisfazer?

— Por que a pergunta Cezar? Sabe que a gente se dá bem na cama. – Sentei e olhei para ele — Vou tomar um banho e dormir um pouco. Amanhã tenho de fazer um monte coisas em casa.

Levantei e fui para o banheiro. Cezar entrou no Box enquanto me ensaboava, e se esfregou por trás. Colocou as mãos sobre meus seios e encaixou o pênis na minha bunda.

— Por que nunca me deixa comer esse cuzinho gostoso? – mordia minha orelha.

— Porque sexo anal não é muito legal pra mulher. – virei de frente — Pensei que táva arrasado... – percorri seu corpo e peguei o pênis. Estava relaxado.

— E tô. Só táva jogando com possibilidades para nosso próximo encontro. – passou as mãos na minha bunda.

— Então pense em outra coisa. – beijei-o.

Gastamos tempo no chuveiro em uma tremenda sacanagem até que saímos de lá.

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TCHAU ANJINHAS <3


:)



TUDO MUDA, TUDO PASSAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora