As visões começaram a se transformar como correntes de um rio furioso, fluindo e distorcendo a realidade. Mal sentiu o peso de cada cena que surgia diante de seus olhos, como se estivesse sendo transportada de um destino a outro, sem poder de controle.
A primeira cena se desenhou nas sombras da Floresta Encantada, onde os ventos traziam uma sensação de mistério. Heitor, com seu olhar sombrio e calculista, conversava com Elsa, a antiga rainha de Arendelle, agora governante do bosque encantado.
— Em breve vou mandar Mal para uma armadilha aqui. — Heitor falou com voz firme, seu olhar penetrante. — Ela deverá resgatar Ben na Caverna dos Desejos.
— Me avise o dia. — Elsa respondeu séria. — Enviarei Arkin para patrulhar a área.
Mas a névoa, densa e misteriosa, se espalhou e engoliu a cena, levando Mal a outro lugar.
Agora, estava em uma praia deserta, a brisa fria cortando seu rosto enquanto Heitor, Helena, Zezinho e uma índia estavam ali. Helena, com o olhar de uma guerreira experiente, falava de um plano que ainda estava em andamento.
— Vocês terão tempo de localizar Pan. Ele deve voltar a confiar em você, Tigrinha. — Helena avisou.
Zezinho, impaciente, questionou com uma expressão de dúvida e frustração.
— Por que eu tenho que ficar para trás? — Zezinho perguntou.
— Para ficar mais forte. Me prometa. Todos os dias, treine para ser mais forte do que hoje. Quando eu voltar, será para levar você nas aventuras do Capitão Gancho. Confio em você para liderar os meninos perdidos até lá.
A névoa verde engoliu a cena novamente, levando Mal para um outro cenário. Agora, ela se via em uma floresta densa, onde árvores gigantescas de folhagem esmeralda formavam um teto natural sobre suas cabeças. Helena e Heitor conversavam com Powan.
— Assim que Harry chegar aqui, cuidarei dele — Powan disse com uma calma imperturbável. — Quando ele estiver pronto, direi para ir até a Terra do Nunca. Helena, se cuida.
Helena, sem palavras, se aproximou dele e o abraçou com força, como se tentasse transmitir toda a sua força em um único gesto. Mal ouviu o baixo suspiro de gratidão que escapou dos lábios de Helena antes que a cena se desfizesse novamente.
Em um novo cenário, o ambiente era selvagem e imponente, com lobos ao redor observando silenciosamente. Heitor assistia a cena enquanto Will, com a mão firme, entregava a lança prata a Tenzo.
— Não terei tempo de ir deixar com Rafiki, você faz isso por mim. Obrigado. — Will agradeceu.
— Qualquer coisa por você, meu amigo. Tem certeza que não quer ficar?
— Você não precisa da minha ajuda.
— Aguardarei ansioso pelo nosso reencontro.
A névoa verde mais uma vez engoliu a cena, e a nova visão se abriu no Jolly Roger, onde Jim Hawkins estava falando com o grupo, seus olhos inquietos, preocupados com o futuro. Ele segurou os ombros de Helena com firmeza.
— Minha última aventura com você será a primeira de muitas que terei com Harry, eu prometo. Quando for a hora, me chame. Chegarei com reforços.
A cena mudou mais uma vez. Agora, Mal estava no submundo, onde Heitor estava deitado sobre uma pedra, as mãos servindo de travesseiro. Ao seu lado, o espírito de Beth, exatamente como Mal a tinha conhecido, a heroica Panqueca, sentava-se com um semblante tranquilo, como se o tempo não tivesse poder sobre ela.
— Por que não combina com seu pai? — Beth sugeriu.
— Não quero falar com ele. Conto com você para guiar Mal pelo Tártaro, ela precisará de um apoio.
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Descendentes 4
MaceraApós a destruição da barreira e a reconstrução da ponte, alguns vilões e seus descendentes encontraram um lugar no mundo e tentaram viver em paz. No entanto, nem todos ficaram satisfeitos com essa nova realidade - e com razão. A maioria dos vilões n...
