Ethan Harris

255 11 2
                                        

Meu nome é Ethan, tenho 20 anos e, apesar da idade, ainda moro com meus pais e minhas duas irmãs, Eloise e Emma. Às vezes, as pessoas acham que viver com a família nessa fase da vida é complicado, mas, para mim, é como se fosse uma mistura de rotina confortável e caos inevitável. Meus pais sempre foram muito presentes — daqueles que perguntam sobre meu dia, que se preocupam com cada treino, cada partida, e que fazem questão de me lembrar, todos os dias, do quanto o estudo é tão importante quanto o futebol. Eloise, minha irmã mais velha, é prática, organizada e vive me cobrando responsabilidade. Parece que ela sente que é meio mãe quando nossos pais não estão por perto. Já Emma, a mais nova, é completamente o oposto: bagunceira, cheia de energia, vive espalhando suas coisas pela casa e me provocando o tempo inteiro. Apesar das brigas bobas, eu gosto desse equilíbrio. No fundo, é como se cada uma tivesse um papel que me mantém de pé.
O futebol, porém, é o que mais me define. Sou capitão do time do meu colégio, e isso não é só um título para mim. Carregar a braçadeira significa muito mais do que entrar em campo e jogar bem. Eu me sinto responsável por manter a união da equipe, motivar os caras quando as coisas ficam difíceis e ser o primeiro a levantar a cabeça quando perdemos. Não é sempre fácil, mas é uma das coisas que mais me dá orgulho. Desde moleque, a bola foi minha melhor amiga — eu treinava sozinho no quintal, chutando contra a parede até minha mãe gritar da janela que já estava tarde demais e eu precisava entrar. Hoje, cada treino, cada partida, é uma chance de mostrar que toda essa dedicação vale a pena. Minha rotina é quase sempre puxada. Entre aulas, treinos e jogos, sobra pouco tempo para relaxar. Mas, quando consigo, gosto de me desconectar um pouco — colocar os fones, ouvir música ou apenas ficar deitado olhando para o teto, pensando no futuro. Ser jogador do colégio me abriu muitas portas: gente que me admira, pessoas que esperam coisas de mim, mas também trouxe responsabilidades que às vezes pesam mais do que eu gostaria de admitir.
Ainda assim, quando entro em campo e sinto o cheiro da grama, o peso da bola nos pés e a vibração da torcida, tudo isso se mistura em uma sensação única. É como se o mundo inteiro se resumisse àquele instante, àquela jogada, àquele gol que pode mudar tudo. É nesses momentos que lembro por que amo tanto o futebol e por que, mesmo cansado ou cheio de dúvidas, continuo acreditando que esse é o meu caminho.
No fundo, eu sou isso: um cara de 20 anos, que ama a família, que tenta equilibrar o caos das irmãs e as expectativas dos pais, mas que vive mesmo para aquele instante em que a bola rola e a responsabilidade de ser capitão deixa de ser peso e se transforma em motivo de orgulho.

No fundo, eu sou isso: um cara de 20 anos, que ama a família, que tenta equilibrar o caos das irmãs e as expectativas dos pais, mas que vive mesmo para aquele instante em que a bola rola e a responsabilidade de ser capitão deixa de ser peso e se t...

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Colégio InternoOnde histórias criam vida. Descubra agora