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Alexandra

A-Alex... me perdoa. Eu... eu não sei o que passou na minha cabeça. — Scott falou, completamente desesperado, as palavras tropeçando umas nas outras.
Não precisa se desculpar, Scott. — respondi baixinho, sentindo meu rosto esquentar.
É que eu não quero que você pense que eu quis te obrigar a fazer algo que você não queria. Foi só um impulso... eu juro. — ele explicou, aflito.
Scott, calma... — falei com voz suave, tentando acalmá-lo. — Não precisa se desesperar, está tudo bem.
Nos sentamos à beira da piscina, com os pés dentro d'água. Ficamos ali por um tempo, conversando sobre coisas aleatórias, rindo de bobagens, até que ele pegou minha mão de leve. Olhei pra ele e sorri.
Eu gostava do Scott. Ele era gentil, atencioso... mas Daren ainda ocupava um espaço enorme dentro de mim. Tudo estava acontecendo tão rápido que eu já nem sabia o que sentia direito.
Tá ficando tarde, Alex. — ele disse, levantando-se. — Eu te levo até o seu quarto.
Ele me ajudou a tirar os pés da água, e caminhamos juntos pelo corredor do hotel. Paramos em frente à minha porta. Scott me olhou por um instante, e então se inclinou, dando um beijo carinhoso na minha testa.
Até amanhã, Alex. — sussurrou.
Até amanhã, Scott. — respondi, abrindo a porta.
Assim que entrei, senti minhas bochechas queimando. Acho que nunca tinha ficado tão corada assim. Abri a mala e tirei meu pijama azul bebê, colocando-o sobre a cama. Tomei um banho demorado, vesti o pijama e me sentei diante do computador. Decidi fazer uma chamada no Skype com as meninas, já estava com saudades delas.
Skype – ON:
Nicolle: Oiiiiii!
Charlotte: Oiiii!
Me: Oi, gente! Tudo bem?
Nicolle: Tudo! E você, onde está?
Me: Em Paris. — falei, corando só de dizer.
Charlotte: Nossa, que incrível! Amei saber disso!
Me: Pois é... aqui ainda é meia-noite. — olhei o relógio na parede.
Nicolle: Aqui são sete da manhã.
Me: Sete?! Por que você acordou tão cedo, Nicolle? Você nunca faz isso... nem quando a sua loja favorita lança coleção nova!
Nicolle: Meus pais vão viajar, e eu estou ajudando com as malas.— falou revirando os olhos
Me: E você, Char?
Charlotte: Vou pra casa da minha vó. Meu pai só tem tempo pra me deixar lá essa manhã. — revirou os olhos, mas com um sorriso discreto.
Me: Char, isso é ótimo! Significa que ele está deixando você se aproximar da família da sua mãe.
Charlotte: Verdade. Fico feliz em ver que as coisas estão melhorando entre nós.
Nicolle: Já repararam que todas nós estamos resolvendo nossos problemas com a família? Alex, sua mãe ficou bem mais presente depois da sua cirurgia. E você, Char, conseguiu se abrir com seu pai.
Me: É... uma pena que precisei passar por uma cirurgia pra minha mãe perceber que eu existia.
Charlotte: E eu precisei colocar tudo pra fora pra ele me ouvir.
Nicolle: O importante é que agora eles estão presentes na vida de vocês.
Me: É... você tem razão. — sorri, cansada. — Meninas, eu tô exausta da viagem. Foi longa... preciso dormir. Amo vocês.
Charlotte: Também te amamos.
Nicolle: Amo vocês!
Skype – OFF.
Fechei o notebook e me deitei. O lençol estava frio, e o barulho distante da cidade me embalava. Mal percebi quando o sono chegou, eu apaguei em poucos minutos
[...]
Acordei sem saber direito que horas eram. O quarto estava silencioso, e a luz suave que atravessava as cortinas indicava que o dia já havia começado. Fui ao banheiro, fiz minha higiene e fiquei um bom tempo parada em frente ao espelho, tentando decidir o que vestir. No fim, escolhi algo simples, mas bonito, queria aproveitar o dia.
Assim que saí do quarto, dei de cara com Scott. Ele também acabava de sair do dele. Sorriu ao me ver e se aproximou, me envolvendo num abraço caloroso.
Bom dia, Alex — disse, se afastando um pouco, mas ainda com aquele sorriso gentil.
Bom dia, Scott — respondi, retribuindo o sorriso.
Meu pai ligou, disse que tem uma surpresa pra gente. Vamos? Eles estão no quarto deles.
Concordei e fomos juntos até a suíte master, no fim do corredor. Batemos na porta, e minha mãe abriu com um sorriso.
Bom dia, meus amores! — ela disse, me dando um beijo no rosto e depois em Scott.
Bom dia — respondeu Damian, animado. — Como hoje é o nosso primeiro dia na cidade, pensei que podíamos passar o dia juntos. Só no final da semana iremos pra Disney, ok? — completou.
Ele então pegou uma caixa e a estendeu pra mim.
Alex, sua mãe comentou que o seu celular não estava funcionando direito. Então... é pra você.
Abri a caixa e congelei. Era um iPhone 8 Plus, com 128 GB. Meus olhos brilharam.
Ai, meu Deus... obrigada! — quase gritei, pulando de alegria antes de abraçar Damian e minha mãe um milhão de vezes.
Damian riu.
Ficamos felizes que tenha gostado. Agora, venham tomar café conosco, o serviço de quarto acabou de chegar.
O café da manhã foi delicioso, croissants, frutas, panquecas e chocolate quente. Ficamos ali, rindo e conversando sobre os planos para o dia.
Mais tarde, quando estávamos prestes a sair para o cinema, Scott disse que não estava se sentindo bem. Damian quis cancelar o passeio, preocupado, mas eu o interrompi.
Eu posso ficar com ele, Damian. — me ofereci.
Tem certeza, Alex? — ele perguntou.
Tenho, sim. Nós nos damos muito bem, e vocês merecem aproveitar a cidade.
— Querida, qualquer coisa, liga pra gente — avisou minha mãe, e eu assenti com um sorriso.
Fui até o quarto de Scott e bati na porta. Ele abriu sem camisa. Senti meu rosto esquentar na mesma hora.
Vim ficar com você — falei, tentando disfarçar o constrangimento com um sorriso tímido.
— Que bom... já estava ficando entediado. — ele respondeu, aproximando-se devagar. Seu olhar encontrou o meu, e ele completou em voz baixa: — Gosto muito da sua companhia.
Antes que eu pudesse reagir, Scott segurou meu rosto e me beijou. Por um instante, o mundo parou. Ele já tinha feito isso antes, mas cada vez parecia diferente. Eu sabia que ainda não tinha superado completamente o Daren, mas Scott vinha sendo tão presente, tão gentil... que meu coração estava um pouco confuso.
Segurei de leve nos cabelos dele, e ele pousou as mãos na minha cintura. Retribuí o beijo com carinho, até que nos separamos, ofegantes.
Dessa vez eu não vou pedir desculpa — ele disse, encostando a testa na minha. — Porque eu quis muito fazer isso.
Sorri, corada.
Que tal vermos um filme? — ele sugeriu, e eu concordei.
Ele colocou um filme de ação, e nos sentamos na cama. Eu estava adorando o filme, era ótimo. Em certo momento, ele pousou a mão na minha perna e perguntou:
Você quer comer alguma coisa?
— Não, obrigada. Ainda estou digerindo o café da manhã. — ri.
Então... tenho algo pra você. — disse, pegando uma sacola na mala. De dentro, tirou uma pequena caixa com um colar de borboleta lindo.
Scott... é perfeito! — murmurei, encantada. Pedi que ele o colocasse em mim, e quando fez isso, depositou um beijo suave no meu pescoço. Senti um arrepio percorrer todo o corpo.
Ficamos mais um tempo conversando, até que descemos pra almoçar. Depois, decidimos dar uma volta de bicicleta pela cidade.
Paris era simplesmente mágica.
As ruas de paralelepípedos, os cafés cheios, o ar leve... tudo parecia um sonho.
Alex, quer tomar um sorvete? — perguntou ele, parando a bicicleta.
Não, quero continuar conhecendo a cidade. — respondi, animada.
Ele riu.
Sabe que vamos ficar aqui por duas semanas, né?
— Eu sei, mas é a primeira vez que saio de Connecticut. Quero aproveitar tudo!
Então vamos conhecer Paris. — disse, sorrindo, antes de pedalar novamente.
A tarde seguiu leve, com o vento bagunçando meus cabelos e o som das bicicletas ecoando pelas ruas estreitas de Paris. À medida que pedalávamos, o cheiro de pão fresco e café escapava das padarias, misturando-se ao burburinho das pessoas nas calçadas.
Paramos em frente a uma livraria antiga. As vitrines estavam cobertas por pilhas de livros gastos, e havia flores na janela. Entrei, curiosa, enquanto Scott encostou a bicicleta e me seguiu. Ele observava em silêncio enquanto eu folheava um livro de capa azul, e quando o vendedor ofereceu uma sacola, foi ele quem a segurou. Saímos de lá e continuamos o passeio, atravessando a Pont Neuf. O sol começava a se pôr, pintando o céu de tons dourados e alaranjados. A luz refletia no rio Sena, deixando tudo ainda mais bonito. Eu encostei o cotovelo no parapeito da ponte, admirando a vista, e senti quando Scott parou ao meu lado. Ficamos em silêncio por um tempo, apenas observando a cidade. Quando ele estendeu a mão, hesitei por um instante, mas acabei aceitando. Não havia nada dito ali, mas o gesto era suficiente
Voltamos para o hotel exaustos, mas felizes. Assim que entramos, encontramos Damian e minha mãe chegando também.
Você não estava doente, filho? — Damian perguntou, desconfiado.
Estava, mas a Alex me ajudou a melhorar. — respondeu Scott, sorrindo pra mim, e senti minhas bochechas corarem
— E o cinema? — perguntou ele.
O cinema estava quase vazio — respondeu Damian. — Eu e Alyssa quase que... — ele parou, vendo o olhar ameaçador da minha mãe. Rimos todos. — Alex, gostou do seu novo celular?
Amei! Amanhã vou sair pra comprar umas capinhas. — respondi, rindo.
Vou com você. — disse Scott. — Preciso comprar fones novos.
Ou — interrompeu minha mãe — a gente pode passar o dia juntos, como uma família.
— Podemos sim— falei. — As capinhas podem esperar.
— Perfeito! — ela sorriu. — Agora, vamos jantar. Estou faminta.
Descemos juntos pelo elevador, o som suave da música ambiente preenchendo o silêncio entre nós. A luz dourada refletia nas paredes espelhadas, e por um instante eu vi nossos reflexos lado a lado, minha mãe e Damian conversando baixo, enquanto Scott ajeitava o paletó e eu tentava, discretamente, domar uma mecha de cabelo teimosa. Quando as portas se abriram, o saguão do hotel estava calmo. O mármore claro reluzia sob as luzes, e o perfume das flores frescas no balcão da recepção enchia o ar. O motorista já aguardava do lado de fora.
Prontos? — perguntou Damian, abrindo a porta do carro.
Assentimos, e seguimos para o veículo. O caminho até o restaurante foi curto, mas encantador. As ruas de Paris estavam iluminadas, e os postes projetavam um brilho amarelado sobre as calçadas molhadas da noite anterior. As vitrines exibiam doces, vinhos e arranjos delicados, tudo parecendo um cenário de filme. Scott olhou pela janela e comentou, em voz baixa:
Essa cidade parece feita pra brilhar à noite.
Concordei com um sorriso discreto.
O carro parou diante de um restaurante elegante, com toldo vermelho e letreiro dourado. O cheiro de comida francesa escapava pela porta giratória, misturado ao som suave de um piano vindo lá de dentro. O maître nos recebeu com um sorriso cordial, conduzindo-nos por entre as mesas até um salão reservado próximo à janela. Daquele ponto, era possível ver a Torre Eiffel iluminada ao longe, cintilando como um diamante no meio da noite. Senti meu coração bater um pouco mais rápido. Era a primeira vez que eu via uma cidade assim, viva, brilhante, quase mágica.
Um garçom nos conduziu até uma mesa próxima à janela, de onde era possível ver a Torre Eiffel iluminada à distância. Senti um arrepio ao olhar para aquilo, parecia uma pintura viva.
Uau... — murmurei baixinho, sem conseguir tirar os olhos da vista.
Scott puxou minha cadeira antes de se sentar, e minha mãe o observou com um sorriso discreto. Damian, animado como sempre, começou a conversar com o garçom sobre os pratos típicos da casa, pedindo recomendações.
O chef recomenda o filé ao molho de vinho com batatas gratinadas — explicou o garçom com sotaque carregado.
Damian assentiu, pedindo o mesmo para todos. Logo as taças foram servidas com suco de uva e vinho para os adultos.
Enquanto esperávamos, fiquei observando os outros casais no restaurante, todos tão elegantes e tranquilos. Scott tamborilava os dedos na mesa, distraído, até que eu o cutuquei de leve, apontando discretamente para um garçom que quase deixou cair uma bandeja. Nós dois tentamos conter o riso.
Vocês dois estão impossíveis — comentou minha mãe, sorrindo.
Desculpa. — respondi, ainda rindo baixinho.
O jantar foi servido logo depois. O aroma era delicioso, e a comida, ainda mais. Ficamos conversando sobre as coisas que queríamos conhecer na cidade: museus, cafés, a Torre, os parques. Damian insistia que todos provássemos o crème brûlée da casa, e quando o garçom trouxe, o açúcar ainda fumegava na superfície dourada.
Cuidado, tá quente — avisou Scott, mas já era tarde demais. Eu toquei a colher e fiz uma careta. Ele riu e empurrou o pratinho na minha direção. — Pode ficar com o meu.
— Não precisa... — comecei, mas ele apenas deu de ombros, ainda rindo.
A noite correu tranquila. Minha mãe e Damian pareciam encantados um com o outro, conversando baixo, trocando olhares cúmplices. Scott brincava comigo com o guardanapo, e eu fingia ignorar, embora tivesse que morder o lábio pra não rir.
Quando terminamos, saímos caminhando pelas ruas já silenciosas. O ar frio da noite parisiense era revigorante. As luzes refletiam nas poças d'água da calçada, e o som distante de um saxofone preenchia o ar.
Damian e minha mãe iam à frente, de mãos dadas. Eu e Scott seguimos alguns passos atrás, em silêncio. Às vezes ele olhava pra mim, e eu fingia não perceber, ocupada demais tentando decorar cada detalhe daquela cidade.
Ao chegarmos ao hotel, nos despedimos no corredor. Ele levantou a mão, num aceno simples, e entrou no quarto. Eu fiquei parada por um instante, olhando a porta fechar.
Sorri sozinha antes de entrar no meu quarto. Paris ainda parecia acordada e eu também.
[...]
As férias em Paris passaram num piscar de olhos. Foram duas semanas que pareceram um sonho, ruas floridas, cafés com cheiro de baunilha, risadas despreocupadas e o brilho das luzes refletindo no Sena todas as noites.
No último dia, o ar parecia diferente. Talvez fosse o pôr do sol cor-de-rosa sobre a cidade, ou a sensação de que algo importante estava prestes a acontecer.
E realmente estava.
Damian pediu minha mãe em casamento no topo da Torre Eiffel. As luzes começaram a piscar no momento exato em que ele se ajoelhou, e ela levou as mãos ao rosto, surpresa. Eu não consegui segurar as lágrimas,  eles estavam tão apaixonados, tão certos um do outro, que tudo em volta parecia uma cena de filme. Mas aquele também foi o dia em que Scott me pediu em namoro.
E, ironicamente, foi no pior momento possível.
Flashback ON:
A manhã começou estranha. O café da manhã parecia delicioso, mas bastou duas garfadas pra eu sentir o estômago revirar. Passei o resto do dia trancada no quarto, tentando convencer a mim mesma de que era só algo que comi.
Quando bateram à porta, mal tive forças pra responder.
A maçaneta girou devagar e era o Scott.
Alex! — ele se aproximou rápido, alarmado. — O que aconteceu?
Eu estava sentada no chão frio do banheiro, pálida, com os cabelos presos de qualquer jeito.
Acho que tive uma intoxicação alimentar... — murmurei, apoiando a cabeça no azulejo.
Sem pensar duas vezes, ele ajoelhou ao meu lado e me ajudou a levantar.
Vem, escova os dentes. Vai se sentir melhor.
A voz dele era calma, mas dava pra ver a preocupação nos olhos. Fiz o que ele mandou, e depois ele me ajudou a voltar pra cama. Sentei-me, e ele ficou ali ao meu lado, em silêncio, enquanto eu respirava fundo.
Quer que eu vá comprar um remédio? — perguntou, a voz baixa.
Não precisa. Já tô melhor... um pouco. — sorri fraco, tentando disfarçar o mal-estar.
Ele passou a mão pelo cabelo, visivelmente nervoso. Os dedos tremiam.
Scott... você tá bem? — perguntei, notando o quanto ele suava.
Eu... — ele hesitou, respirando fundo antes de continuar. — Eu preciso te perguntar uma coisa.
Meu coração deu um salto.
Alex... — ele começou, fitando o chão por um instante antes de encarar meus olhos. — Eu gosto de você desde o dia em que te conheci. Eu sei que é confuso, e talvez esse não seja o melhor momento, mas... eu não consigo mais guardar isso. Namora comigo?
Fiquei paralisada por alguns segundos, sem saber se tinha ouvido direito.
Scott... — murmurei, tentando processar o que ele acabara de dizer. — Você me viu vomitando há dez minutos... tem certeza de que esse é o momento ideal pra isso?
Ele riu nervosamente, mas manteve o olhar firme.
Eu não me importo com isso. — disse, segurando minhas mãos entre as dele. — Eu só quero cuidar de você. Me dá uma chance de te fazer feliz, Alex.
Suspirei, sentindo o peso da sinceridade nas palavras dele. Ele estava sendo tão doce, tão transparente, que eu simplesmente não consegui dizer não.
Eu aceito. — respondi num tom suave, com um pequeno sorriso. — E você não precisa provar nada pra mim.
Ele sorriu, aliviado. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, senti o estômago se revirar novamente.
Ai, não... — murmurei, levando a mão à boca e correndo de volta pro banheiro.
Scott ficou do lado de fora, rindo baixinho e batendo de leve na porta.
Eu prometo que o segundo dia do nosso namoro vai ser melhor que o primeiro.
Mesmo enjoada, não consegui conter uma risada.
Flashback OFF.
Pra ser sincera, aceitei o pedido de Scott de forma impulsiva. Não porque eu estava pronta, mas porque ele parecia precisar ouvir aquilo e eu não quis magoá-lo. Ele sempre foi bom comigo, atencioso, e eu o admirava por isso. Mas, no fundo, sabia que o que sentia por ele ainda não era amor... não do tipo que ele merecia. A verdade é que Daren ainda ocupava um espaço enorme dentro de mim. Mesmo longe, mesmo depois de tudo. Eu tentei ignorar isso, mas cada vez que pensava em voltar pra casa, o coração apertava um pouco mais.
Amanhã voltamos pros Estados Unidos, e segunda-feira começam as aulas.
Não sei se estou pronta pra encarar o Daren, principalmente agora, com o Scott sendo meu namorado. Ele sempre teve essa ideia fixa de que o Scott gostava de mim... e, infelizmente, ele estava certo.
E eu?
Eu só queria entender o que realmente se passava dentro do meu coração.

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