Michael
A semana passou voando. Nem percebi e em dois dias a gente ia voltar para o colégio. Acordei com Jason me chamando, a voz dele ainda sonolenta. Abri os olhos e vi ele já vestido, mexendo no celular na cama.
—Para onde você vai assim? — perguntei, franzindo a testa.
—Sair com a Lexi. Queria saber se você vem — respondeu, sem levantar o olhar.
Balancei a cabeça, um pouco irritado. —Quero não. Eu vou sair com Charlotte.
Ele virou o rosto pra mim, surpreso. —Cara? Você nunca vai pedir a menina em namoro? Nicolle já sabe que vocês estão ficando.
—Eu falei pra você não contar pra ninguém, cara — retruquei, sentindo um calor de frustração subir pelo peito.
—Nicolle não é burra, Mikey... vocês estão dando muito nas vistas. Pede logo ela em namoro e acaba com o "mistério pouco misterioso" — falou, com aquele sorriso provocador que só ele sabia fazer.
—Vai se fuder — resmunguei, me levantando e indo para o banheiro, fechando a porta atrás de mim.
Tomei um duche rápido, sentindo a água quente escorrer pelo corpo e aliviar a tensão. Saí do box, amarrei a toalha na cintura e deixei o cabelo secar um pouco antes de me vestir. Escolhi uma calça preta, polo azul escura e meu par de Air Force branco, que sempre me faziam sentir... bem eu mesmo. Desci para o café da manhã e encontrei Jason, Lexi e Meredith sentados à mesa. Meredith me cumprimentou com um sorriso doce:
—Mikey querido, bom dia.
—Bom dia, mãe. Como você está? — perguntei, sentando ao lado de Lexi.
Meredith sempre quis que eu a chamasse de "mãe", assim como os filhos biológicos dela. No começo foi estranho, mas hoje eu acho lindo. Ela tinha esse jeito de nos incluir de forma igual, de fazer todo mundo se sentir parte de algo. Enquanto comíamos, pensei no que Jason tinha me dito mais cedo. Lexi olhou pra mim com aqueles olhos curiosos e perguntou:
—Você vem, Mikey?
Neguei com a cabeça, sem coragem de enfrentar a multidão de lojas e pessoas do shopping naquele momento.
—Ir para onde? — perguntou Meredith, levantando uma sobrancelha.
—A gente vai para o shopping, mãe — explicou Lexi.
—E por que você não quer ir? — Meredith me encarou, interessada.
—Porque já tenho coisas combinadas com Alex — inventei, tentando soar natural.
—Alex? Quem é Alex? — ela perguntou, inclinando a cabeça.
—Minha melhor amiga — respondi, rápido, tentando encerrar o assunto.
—Melhor amiga ou namorada? — Lexi cutucou, com aquele sorriso malicioso.
Revirei os olhos. —Me erra, garota.
Me levantei e beijei minha mãe no rosto. —Mãe, a gente se vê mais tarde. Beijos.
Jason e Lexi estavam na porta quando saí. Pedi carona até a casa da Alexandra, explicando o caminho, já que Jason não sabia a localização. Ele me olhou com aquele semblante sério antes de dar a partida:
—Pensa no que eu te falei, cara.
—Falou — murmurei, descendo do carro assim que chegamos.
Toquei a campainha e quem me atendeu foi Dona Sandra. —Alex está na sala de jantar tomando o café da manhã — disse, sorrindo.
—Não precisa me levar até lá, eu sei muito bem onde fica — falei. Ela assentiu e me deixou passar.
Caminhei até a sala e encontrei Alex sentada, com um suco na mão. Ela me olhou surpresa:
—Michael? O que faz aqui? — perguntou, confusa.
—Preciso da sua ajuda — respondi, me sentando na cadeira à frente dela.
—Não quer comer alguma coisa antes? — ofereceu, delicadamente.
—Não, obrigado — suspirei, sentindo o peso do que eu tinha para contar. —Não sei por onde começar.
—Pelo princípio, menino — disse ela, calma, olhando diretamente nos meus olhos.
—Eu e a Charlotte estamos... — comecei, mas Alex me interrompeu.
—Ficando, eu sei — falou, como se tivesse lido minha mente.
—Mano, a Nicolle é muito fofoqueira — reclamei, sentindo-me um pouco exposto.
—Nada a ver. Eu descobri sozinha e, convenhamos, estava muito óbvio. Todo mundo sabia — disse ela, sorrindo levemente.
—E por que você não me falou nada? — perguntei, um pouco mal por ter escondido isso até dela.
—Você quis brincar de ser misterioso — respondeu, simples, mas firme.
—Desculpa por não ter te contado — murmurei.
—Não faz mal. Agora me fala para que você precisa da minha ajuda.
—Eu quero pedir Charlotte em namoro e não sei como — disse, encarando a mesa, sentindo minhas mãos suarem.
—Você pode ir até a casa dela e pedir, sabe como nos filmes — sugeriu ela.
—Claro que não — revirei os olhos. —Alex, pensa...
—Então tá. Por que você não se declara? — disse ela, séria agora, tentando me fazer refletir.
—Eu quero que seja especial. Não quero que seja algo comum. O Daren levou você para comer e te pediu em namoro, Jason anunciou para todo o colégio... — comecei, baixando a cabeça.
—Verdade — disse Alex, pausando para pensar. —A desvantagem de ter um grupo grande é essa: você tem sempre que se superar. Mas você deveria fazer algo que combine com você e Charlotte. Não porque outro fez. O Jason é popular, por isso fez aquilo; o Daren sabia que eu gosto de comer e fez o que fez. Você sabe que Charlotte gosta de você, então faça algo a sua cara. Tenho certeza que ela vai amar porque foi você que fez.
Alex tinha razão. Ela sempre percebia o que eu precisava, antes mesmo de eu perceber.
—Obrigada, você é 1000 — falei, genuinamente grato. —Mas preciso da sua ajuda ainda assim.
—Pode contar comigo. Quando você quer pedir ela em namoro?
—Hoje — disse, corando.
—HOJE, MICHAEL? — espantou-se ela, arregalando os olhos.
—Não quero perder mais tempo, Alexandra. Me ajuda, vai, por favor — implorei, quase suplicando.
—Ok, vamos subir para o meu quarto para pensar em alguma coisa — disse, já se levantando, puxando-me junto.
Subimos as escadas e cada passo parecia ecoar dentro da minha cabeça. Eu estava nervoso, mais do que queria admitir. Quando entramos no quarto da Alex, me joguei na cama dela de costas, ficando com os braços abertos, encarando o teto. Ela, claro, cruzou os braços e me lançou aquele olhar crítico que só ela sabia fazer.
—Você parece mais um condenado indo pra forca do que um cara apaixonado prestes a pedir a menina em namoro — provocou, com um meio sorriso.
Levei a mão ao rosto, soltando um gemido.
—É porque eu não sei como fazer isso, Alex! Eu nunca pedi ninguém em namoro...
—Tá, relaxa. Vamos pensar juntos. — ela sentou na escrivaninha e começou a bater o lápis contra o caderno, concentrada. —Primeiro: onde você vai pedir?
—Não sei. Pensei em chamar ela aqui, mas não sei se seria bom... — respondi, meio perdido.
Alex suspirou, apoiando o queixo na mão.
—Você é impossível, Michael. Tá nervoso igual criança antes da primeira apresentação de teatro.
—Porque eu quero que dê certo, porra. — falei, me sentando na cama e encarando ela, sério. —Charlotte merece algo bonito, e eu... eu quero que seja inesquecível.
Ela abriu os olhos, animada. —Flores que ela adora, balões delicados, velas com cheiro suave... e, mais importante, pequenas surpresas que só vocês dois entendem. Algo que combine com o jeitinho dela e com o seu.
Sentamos no chão, cercados por papéis, canetas e algumas ideias que Alex trouxe. Ela começou a me orientar: onde colocar as flores, como distribuir os balões pelo quarto, a posição da carta e do chocolate que Charlotte ama. Eu estava nervoso, mãos tremendo levemente ao segurar a caneta.
—Michael, o segredo é ser você mesmo — disse Alex, percebendo meu nervosismo. — Olhe nos olhos dela, sorria, fale do coração. Ela vai perceber que é de verdade.
Respirei fundo. —E se eu gaguejar?
—Relaxaaa — respondeu Alex, sorrindo. — A gente ensaia. Eu vou ser sua plateia. E, acredite, a Char vai achar fofo.
Passamos a manhã ensaiando palavras, risadas e gestos. Alex me corrigia com delicadeza quando eu falava rápido demais, sempre lembrando que cada detalhe contava, mas que a naturalidade era mais importante. Ela sugeriu que eu escrevesse uma carta simples, mas sincera, e escolhesse o chocolate favorito dela para acompanhar.
—Michael, está pronto — disse Alex, . — Agora é só esperar. Ela vai adorar, eu garanto.
Sorri, aliviado por finalmente ter algo concreto em mente. —Você é incrível, Alex.
Nos despedimos e, no caminho para casa, passei numa floricultura. O cheiro doce e fresco me envolveu assim que entrei. Escolhi com calma: um buquê delicado de rosas claras para Charlotte, acompanhado de uma caixa de chocolates finos; um arranjo elegante com flores coloridas e bombons para Alex, como forma de agradecer pela ajuda; e, para Meredith, tulipas vibrantes com uma caixa de chocolates que lembrava o carinho dela por mim.
Voltei para casa carregando tudo, tentando não parecer tão nervoso quanto estava.
Quando entrei em casa, Alex estava sentada na sala, conversando animadamente com Meredith sobre a semana que estava por vir. O riso delas preenchia o ambiente, leve e contagiante, e me fez sentir um calor no peito. Respirei fundo, segurando os buquês que tinha comprado, tentando parecer natural.
—Oi, meninas — disse, me aproximando.
Alex virou o rosto e sorriu ao me ver. O olhar dela me deu coragem.
—Oi, Michael! — ela respondeu, com aquele brilho nos olhos que sempre parecia entender exatamente o que eu estava sentindo.
Entreguei primeiro o buquê para Alex. Ela ficou surpresa, os dedos tocando delicadamente as flores, o cheiro doce delas misturando-se com o perfume do chocolate que estava amarrado com uma fita delicada.
—Para você, Alex — falei, tentando soar casual, mas o nervosismo tremia na minha voz.
Ela levou uma das mãos até a boca, emocionada, e depois olhou para mim com um sorriso enorme, sincero, que fez meu coração disparar.
—Michael... isso é... muito fofo — disse ela, os olhos brilhando. — Obrigada.
Depois, me virei para Meredith e entreguei o buquê dela também, um arranjo colorido com chocolates. A expressão dela mudou imediatamente para uma mistura de surpresa e alegria.
—Meu querido... — murmurou, puxando-me para um abraço caloroso, apertando-me como se quisesse guardar aquele momento para sempre.
Alex me observava, sorrindo, e naquele instante senti que tudo o que estava fazendo valia a pena. O olhar dela dizia mais do que qualquer palavra: orgulho, carinho e aquela confiança silenciosa que só uma amizade verdadeira consegue transmitir.
—Vocês duas gostaram? — perguntei, sorrindo timidamente.
—Amei! — respondeu Alex sem hesitar, ainda segurando o buquê com cuidado. — Sério, Michael, você é incrível.
—E você também — murmurei, sentindo o peito se aquecer. Ela retribuiu o sorriso, um daqueles que ficavam na memória, e eu sabia que, com a ajuda dela, tudo o que eu tinha planejado para Charlotte ia dar certo.
Alex me ajudou a preparar o cenário perfeito, e Meredith também entrou na brincadeira. Eu tinha contado para minha mãe que estava completamente apaixonado por Charlotte e que precisava da ajuda delas para fazer o pedido de namoro ideal. Meredith sugeriu que eu fizesse o clássico pedido no quarto, com flores, balões e tudo que deixasse o momento mais especial, o que Alex também havia sugerido. Alexandra, sempre prática, ligou para Charlotte para se certificar de que ela estaria em casa e ainda combinou de buscá-la para levá-la até a surpresa. Juntas, elas arrumaram meu quarto, transformando-o em um lugar mágico. Cada detalhe era pensado: os balões coloridos flutuando pelo teto, o aroma suave das flores, a luz indireta criando um clima perfeito.
Quando tudo ficou pronto, não consegui segurar a gratidão:
—Obrigada de verdade — falei, abraçando Meredith primeiro e depois Alex. — Vocês são incríveis.
—A gente sabe — respondeu Alex, se gabando, mas sorrindo. — Agora preciso ir buscar a Charlotte antes que fique tarde.
—Eu levo você, querida — disse Meredith, com aquele sorriso tranquilo dela.
—E se ela perguntar quem é você? — perguntei, preocupado.
—Sou a Uber — respondeu Meredith, rindo. — Não sei, a gente inventa lá. Vamos, Alex?
—Sim, senhora Drummond — respondeu Alexandra, brincando.
—Nada de senhora! — retrucou minha mãe, rindo. — Já falei isso mais de mil vezes.
As duas saíram do quarto, deixando-me sozinho. Eu estava de banho tomado e optei por algo confortável: um moletom e chinelos, sem exageros, só para ser eu mesmo. Fiquei sentado no meio do quarto, segurando o buquê de flores, o coração acelerado, esperando Charlotte. Alex me avisou pelo telefone que já estavam entrando no condomínio. Senti meu estômago dar voltas de ansiedade.
Então, alguém abriu a porta devagar. As luzes estavam apagadas, e eu não conseguia ver quem era.
—Michael? — a voz suave dela fez meu coração perder uma batida. Era Charlotte. — Posso entrar?
—Pode sim, Char — respondi, tentando manter a voz firme. Ela entrou e fechou a porta atrás de si. Eu me aproximei e acendi as luzes.
Quando Charlotte abriu a porta do quarto, seus olhos se arregalaram. Ela ficou parada por um instante, absorvendo a decoração que eu havia preparado: balões coloridos flutuando suavemente pelo ar, velas aromáticas acesas nas prateleiras, o brilho suave refletindo nas paredes, e pequenos arranjos de flores espalhados de forma delicada, junto com chocolates cuidadosamente amarrados em fitas.
—Michael... o que é tudo isso? — perguntou, a voz trêmula de surpresa, enquanto caminhava lentamente pelo quarto, como se cada passo fosse absorver a magia do momento.
Eu respirei fundo, sentindo o nervosismo misturado com a empolgação me dominar. Minhas mãos suavam, o coração parecia querer saltar do peito, mas mantive o olhar fixo nela, tentando transmitir tudo o que sentia.
—Charlotte Backer — comecei, a voz um pouco trêmula, mas firme — eu gosto de você de verdade, e não posso mais ficar calado. Eu quero que você saiba que estou apaixonado por você desde o dia em que fomos fazer aquele trabalho de biologia.
Ela me olhou fixamente, os olhos brilhando, e eu continuei, sentindo meu corpo suar frio, cada palavra saindo com mais dificuldade do que eu imaginava.
—E-eu quero que você saiba que você merece mais do que uma ficada... você merece o mundo. O que eu não posso dar a você porque o Anthony já deu para Meredith — completei, tentando aliviar a tensão com uma piada, e ela soltou uma risada doce que me fez relaxar apenas um pouco.
Então, respirei fundo, engolindo o nó na garganta, e perguntei, com a voz carregada de emoção:
—Charlotte, você quer namorar comigo?
Ela piscou algumas vezes, surpresa, e depois um sorriso iluminou o rosto dela.
—Michael... sim, eu quero namorar com você! — falou com convicção, e antes que eu pudesse reagir, ela pulou no meu colo.
Dei um pequeno pulo, surpreendido, e deixei cair as flores que carregava no chão sem nem perceber. Segurei sua cintura, sentindo o calor do corpo dela colado ao meu, e a beijei com paixão. O beijo era intenso, cheio de emoção contida, e quando cessamos, trocamos selinhos suaves antes de colocá-la de volta no chão.
O coração ainda disparado, nos entreolhamos por alguns segundos, sorrindo sem falar nada. A sensação de felicidade pura era avassaladora, como se o tempo tivesse parado apenas para nós dois.
—Vamos para a sala de jantar? — sugeri, tentando equilibrar a euforia.
Descemos juntos e entramos na sala onde Alex e Meredith ainda conversavam, suas vozes ecoando levemente pelo ambiente iluminado.
—Ela disse que sim! — falei, mal conseguindo esconder o sorriso, entrando na sala com Charlotte ao meu lado.
Alex olhou para nós e soltou uma risada, balançando a cabeça.
—Já não era sem tempo — disse, provocativa, mas com um brilho divertido nos olhos. — A gente não aguentava mais fingir que vocês não saíam às escondidas para... — começou, mas fiz um gesto rápido com o olhar, repreendendo-a antes que completasse a frase.
—Parabéns! — completou, sorrindo, e todos rimos juntos.
Charlotte, ainda corada, virou-se para Alex, curiosa:
—Então quer dizer que você sabia de nós dois?
—Eu, Jason, Daren, Nicolle e Angel — respondeu Alex, fazendo minha namorada corar ainda mais intensamente.
—Gente... — Meredith interrompeu, franzindo a testa — vocês precisam me contar isso direito!
Alex começou a narrar como havia descoberto que Charlotte e eu estávamos ficando. Cada detalhe que ela contava me deixava mais surpreso e, ao mesmo tempo, orgulhoso da nossa amizade e da confiança que tínhamos. Charlotte escutava atentamente, a cada pausa da Alex, seu rosto alternando entre o rubor e o sorriso.
—Por isso que naquele dia você avisou que a Kathy estava rondando — perguntou Charlotte, olhando para mim com aquele sorriso de entendimento. Alex assentiu com um aceno discreto.
Passamos algum tempo conversando, rindo e compartilhando detalhes, até que Jason e Lexi chegaram. Quando contei que havia pedido Charlotte em namoro, Jason soltou aquele sorriso típico, fechando a porta com um estalo:
—Já não era sem tempo, mano! — disse, divertido, enquanto Lexi ria discretamente do meu nervosismo.
As meninas jantaram conosco, e a conversa fluiu leve, com risadas e histórias do dia a dia. Depois do jantar, Jason e eu levamos Charlotte e Alex para casa, as ruas iluminadas pelos postes criando um cenário perfeito.
—Ainda bem que você decidiu não perder mais tempo e pedir em namoro a Charlotte — comentou Jason, fechando a porta principal do carro.
—Cara, eu devo tudo a você — falei, virando-me para abraçá-lo — você me deu a coragem que eu precisava.
—Você sabe que estou sempre do seu lado — respondeu ele, sorrindo. Eu assenti, sentindo a confiança e o conforto que só uma amizade verdadeira pode dar.
De volta à casa, subimos para nossos quartos. Entrei no meu e não pude deixar de perceber o quanto o meu quarto estava cheio de flores e balões, lembrando-me de que ainda precisava de um descanso. Decidi, então, dormir no quarto de hóspedes, já que amanhã a empregada iria limpar tudo e também ja estaria no colégio.
Tomei um banho relaxante, deixando a água quente escorrer pelo corpo, aliviando a tensão e o cansaço do dia. Coloquei um calção de moletom confortável, sentei-me por alguns minutos apenas respirando, e depois me deitei na cama do quarto de hóspedes. O silêncio acolhedor me envolveu, e, sentindo meus músculos relaxarem, fechei os olhos. Capotei quase instantaneamente, mergulhando em um sono profundo, cheio de sonhos doces e tranquilos, ainda sentindo o calor da felicidade que Charlotte havia me proporcionado naquele dia inesquecível.
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Colégio Interno
Ficção AdolescenteNicolle Carter, Charlotte Backer, Alexandra Cameron e Angel Clark são inseparáveis. Quatro garotas completamente diferentes que, por motivos distintos, acabam se encontrando no mesmo colégio interno e desde então vivem como uma verdadeira irmandade...
