Nicolle Carter, Charlotte Backer, Alexandra Cameron e Angel Clark são inseparáveis. Quatro garotas completamente diferentes que, por motivos distintos, acabam se encontrando no mesmo colégio interno e desde então vivem como uma verdadeira irmandade...
Meu nome é Scott Peterson, tenho dezenove anos, e, honestamente, ainda estou tentando entender em que ponto a minha vida virou de cabeça pra baixo. Moro com o meu pai há algum tempo. A decisão não foi minha, foi da minha mãe. Ela disse que seria melhor assim, que ele tinha mais "condições" de cuidar de mim, como se dinheiro compensasse presença. Na época, eu só concordei. Achei que era o certo. Mas no fundo, acho que ela só queria se livrar de mim. Meses depois, descobri que ela tinha fugido pra Austrália. Fugido, essa é a palavra. Sem aviso, sem bilhete, sem explicação. Um dia ela tava aqui, reclamando do barulho da TV, e no outro... sumiu do mapa. Quando meu pai me contou, eu fiquei em silêncio. Mas por dentro? Eu tava em chamas. Fiquei puto. Não só com ela, comigo mesmo, por ter acreditado que a distância entre nós era temporária, que ela ainda se importava. Meu pai tentou me consolar, mas ele nunca foi bom com palavras. É o tipo de homem que acredita que o silêncio resolve tudo. E, no fundo, acho que ele também ficou aliviado — um problema a menos pra lidar. O tempo passou, e agora ele tá namorando Alyssa, a mãe da Alex. Eles planejam se casar, e, por mais estranho que pareça, eu tô feliz por ele. Meu pai merece um recomeço. Ele passou tempo demais tentando juntar os cacos da própria vida depois que minha mãe foi embora. Mas eu... eu ainda tô preso lá atrás. Preso no dia em que ela fez as malas e sumiu. Preso em cada pergunta que nunca foi respondida. Preso na sensação de que eu devia ter feito algo pra impedir. Às vezes, à noite, fico imaginando o que ela tá fazendo agora — se pensa em mim, se sente alguma culpa, ou se apagou tudo como quem troca de canal. E o mais irônico? Enquanto o meu pai reconstrói a vida dele ao lado da Alyssa, eu vou acabar sendo o meio-irmão da filha dela, a Alex — a garota que parece ter tudo o que eu perdi: afeto, estabilidade, e alguém que a proteja. Eu deveria estar bem com isso. Deveria estar feliz por ter uma nova família se formando ao meu redor. Mas, às vezes, quando olho pra Alex, sinto uma pontada estranha no peito. Não é ciúme, nem inveja — é algo mais profundo, como se eu estivesse vendo um reflexo distorcido daquilo que nunca tive. E talvez... só talvez... seja por isso que eu ainda não consegui perdoar a minha mãe por ter ido embora.
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