71. Hansen

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Camila Cabello | Point Of View


Eu estava fazendo umas provas para a “promoção” dos militares e a porta da minha sala é quase arrombada.

— Tenente Hansen se apresentando!

— Tenente... – Falei em tom de alívio. Era bom vê-la bem. Caminhei até ela e a abracei.

— Você sorri? Isso é novidade.

— Claro que eu sorrio.

— Pensei que minhas piadas fossem ruins.

— Elas são, mas não deixam de ser engraçadas.

— General? Você não faz idéia de como fico feliz por você, Cabello.

— E eu por você ter aceitado vir me ajudar.

— Você jogou pesado.

— Sente-se. Depois te apresento o QG.

— Ok. E essa aliança aí?

— Estou casada.

— Sério?

— Sim. Ela é incrível.

— Cabello... você me recebeu sorrindo e está falando como uma pessoa apaixonada. O que fizeram com você? – Eu gargalhei.

— Eu a amo muito, Hansen. Ela está grávida. – Ela levou as mãos à boca.

— Um pequeno militar? Tipo... Nosso mascote. – Ela disse um pouco emocionada.

— Sim! É um garotão! – Falei empolgada e ela limpou uma lágrima que escorreu por sua bochecha.

— Desculpe a emoção... Passamos por tanta coisa, é bom saber que estamos bem.

— Estamos ótimas, Hansen. Devemos isso uma a outra.

— Sim. Perdi as contas de quantas vezes nos salvamos.

— Sim.

— Então... Sua mulher não tem uma irmã solteira? – Gargalhei. — É sério!

— Ela tem um irmão...

— Afs não. Não gosto de macho. Pau me enoja. – Ela me olhou rápido. — Sem ofensas. Se ele tiver um pau e for gostosa como você, talvez eu pense.

— Não me deixe sem graça, Hansen. – Falei completamente vermelha. Nos acampamentos, ela não podia me ver que começava a me cantar, mas de brincadeira, pois realmente ela tem aversão a pau.

— Incrível você não se achar gostosa.

— Vamos logo. Vou te apresentar o QG. – Ela gargalhou.

— Sua autoestima não mudou muito. – Neguei.

— Vai morar aqui por um tempo?

— Sim. Até achar uma casa legal.

— Vou pedir para organizarem meu quarto para você.

— O quarto do General? Isso não é proibido?

— Aqui não. O quarto é meu.

— Ah é. Esqueço que você é chefe agora... Sua bunda apertada nesta farda me deixa tonta...

— Hansen!

— Cabello!

Depois de mostrar tudo para ela, a levei aonde ocorria os treinamentos.

— Eu estou tentando uma coisa nova aqui. O antigo general era...

— Preocupado com mandar os militares varrer?

— Como você sabe?

— Onde eu estava também era assim.

— Pois então... Estamos promovendo uns treinos para suportar as pressões de uma guerra mesmo.

— Isso é excelente.

— Nosso QG não era organizado por patentes estreladas...

— Como assim? Quem era o imbecil que dirigia está quartel?

— Meu pai. – Ela arregalou os olhos e ficou vermelha. É a primeira vez que a vejo desconsertada.

— Desculpe... ãm... ér...

— Eu sei que ele não foi um bom oficial. Estou colocando isso em ordem aos poucos.

— Claro que está. – Ela disse colocando a mão no meu ombro. – É bom te ver, Cabello.

— É bom te ver, Hansen.

— Agora me anuncia como tenente que eu quero fazer esses maricas se mijaram nas calças. – Eu gargalhei.

Depois de apresentá-la, eu mal virei às costas e ela já estava gritando. Até o Major estava com medo.

Depois que as provas ficaram prontas, as tranquei na minha gaveta e fui ver como estava o quarto que Hansen ficaria. Os atrasados estavam limpando. Eles fizeram menção em me honrar, mas eu neguei.

— Podem continuar. – Eles assentiram. Liguei a TV e ela estava sem sinal. Disquei o numero da TV a cabo. — Alô?

— Bom dia.

— Bom dia. Eu gostaria da liberação da linha a cabo do Quartel General, base 24 da cidade.

— Qual linha, Sra? – Os cabos começaram a se cutucar e um empurrar o outro para frente. Tapei o microfone do celular com a mão.

— Algum problema?

— Queríamos que liberassem a TV do refeitório, General Cabello!

— Não é liberada? – Eles negaram. Voltei a colocar o celular perto da boca. — Todas as linhas, Sra.

— Ok. Em alguns minutos o sinal voltará.

— Obrigada.

— Disponha.

Encerrei a chamada.

— Obrigada, General Cabello! – Assenti e voltei para minha sala.

Quando às seis horas chegou, acompanhei Dinah aos seus aposentos. Um quarto de luxo. Entreguei a chave da cozinha e uma lista telefônica, caso ela quisesse pedir algo.

— Agora que estamos fora do horário de serviço, vou fazer uma coisa que sempre tive vontade. – Ela disse.

— O que... – Ela pegou na minha bunda.

— Oh céus, Cabello. É durinha.

— Para com isso, Hansen. – Ela apertou mais e eu tentei me desvencilhar, mas ela correu atrás de mim e a agarrou mais forte.

— Que bundinha gostosa, Cabello. Sério mesmo. Porque ela é tão dura?

— Eu malho. Agora para!

— Tudo bem.

— Vou indo. Tenha uma boa noite. Até amanha!

— Você também. Até. – Eu virei as costas e ela deixou um tapão estalado em minha bunda. Olhei séria para ela e ela ergueu as mãos. — Você provocou. – Neguei com a cabeça e saí dali.

Cheguei em casa e Lauren estava sentada no sofá. Com a cabeça repousada na guarda.

— Algum problema, anjo? – Ela sorriu quando escutou minha voz.

— Não, amor. Só estou cansada. – Tirei meu casaco e a boina. Sentei na mesinha de centro e peguei um de seus pés, extremamente inchados. Comecei a massageá-lo. — Oh Camz!

— Você usou a almofada hoje?

— Eu tive uma reunião hoje. – Ela se recostou melhor. — Isso! Bem aí! – Sorri com o desespero dela. — Sua amiga
chegou?

— Sim.

— Agora você pode descrevê-la? – Caminhei até minha pasta e tirei o registro dela. O entregando para Lauren. — Huum... Ela é muito bonita. – Acho melhor não responder, peguei o outro pé e segui com a massagem. — Vocês ficaram no Iraque?

— Não. Não! Somos só companheira de guerra, Lo. Ela é uma pessoa legal. Você vai gostar dela.

— Huum... Não devo gostar das amiguinhas da minha esposa. Essa é a regra.

— Existem regras?

— Várias, amor. Várias.

— Eu nunca ficaria com a Hansen. Mesmo que não estivesse apaixonada por você. – Ela sorriu.

— Se saiu bem desta, Cabello.

Eu sorri e depois da massagem, preparei nosso jantar.

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