Camila Cabello | Point Of View
Eu estava fazendo umas provas para a “promoção” dos militares e a porta da minha sala é quase arrombada.
— Tenente Hansen se apresentando!
— Tenente... – Falei em tom de alívio. Era bom vê-la bem. Caminhei até ela e a abracei.
— Você sorri? Isso é novidade.
— Claro que eu sorrio.
— Pensei que minhas piadas fossem ruins.
— Elas são, mas não deixam de ser engraçadas.
— General? Você não faz idéia de como fico feliz por você, Cabello.
— E eu por você ter aceitado vir me ajudar.
— Você jogou pesado.
— Sente-se. Depois te apresento o QG.
— Ok. E essa aliança aí?
— Estou casada.
— Sério?
— Sim. Ela é incrível.
— Cabello... você me recebeu sorrindo e está falando como uma pessoa apaixonada. O que fizeram com você? – Eu gargalhei.
— Eu a amo muito, Hansen. Ela está grávida. – Ela levou as mãos à boca.
— Um pequeno militar? Tipo... Nosso mascote. – Ela disse um pouco emocionada.
— Sim! É um garotão! – Falei empolgada e ela limpou uma lágrima que escorreu por sua bochecha.
— Desculpe a emoção... Passamos por tanta coisa, é bom saber que estamos bem.
— Estamos ótimas, Hansen. Devemos isso uma a outra.
— Sim. Perdi as contas de quantas vezes nos salvamos.
— Sim.
— Então... Sua mulher não tem uma irmã solteira? – Gargalhei. — É sério!
— Ela tem um irmão...
— Afs não. Não gosto de macho. Pau me enoja. – Ela me olhou rápido. — Sem ofensas. Se ele tiver um pau e for gostosa como você, talvez eu pense.
— Não me deixe sem graça, Hansen. – Falei completamente vermelha. Nos acampamentos, ela não podia me ver que começava a me cantar, mas de brincadeira, pois realmente ela tem aversão a pau.
— Incrível você não se achar gostosa.
— Vamos logo. Vou te apresentar o QG. – Ela gargalhou.
— Sua autoestima não mudou muito. – Neguei.
— Vai morar aqui por um tempo?
— Sim. Até achar uma casa legal.
— Vou pedir para organizarem meu quarto para você.
— O quarto do General? Isso não é proibido?
— Aqui não. O quarto é meu.
— Ah é. Esqueço que você é chefe agora... Sua bunda apertada nesta farda me deixa tonta...
— Hansen!
— Cabello!
Depois de mostrar tudo para ela, a levei aonde ocorria os treinamentos.
— Eu estou tentando uma coisa nova aqui. O antigo general era...
— Preocupado com mandar os militares varrer?
— Como você sabe?
— Onde eu estava também era assim.
— Pois então... Estamos promovendo uns treinos para suportar as pressões de uma guerra mesmo.
— Isso é excelente.
— Nosso QG não era organizado por patentes estreladas...
— Como assim? Quem era o imbecil que dirigia está quartel?
— Meu pai. – Ela arregalou os olhos e ficou vermelha. É a primeira vez que a vejo desconsertada.
— Desculpe... ãm... ér...
— Eu sei que ele não foi um bom oficial. Estou colocando isso em ordem aos poucos.
— Claro que está. – Ela disse colocando a mão no meu ombro. – É bom te ver, Cabello.
— É bom te ver, Hansen.
— Agora me anuncia como tenente que eu quero fazer esses maricas se mijaram nas calças. – Eu gargalhei.
Depois de apresentá-la, eu mal virei às costas e ela já estava gritando. Até o Major estava com medo.
Depois que as provas ficaram prontas, as tranquei na minha gaveta e fui ver como estava o quarto que Hansen ficaria. Os atrasados estavam limpando. Eles fizeram menção em me honrar, mas eu neguei.
— Podem continuar. – Eles assentiram. Liguei a TV e ela estava sem sinal. Disquei o numero da TV a cabo. — Alô?
— Bom dia.
— Bom dia. Eu gostaria da liberação da linha a cabo do Quartel General, base 24 da cidade.
— Qual linha, Sra? – Os cabos começaram a se cutucar e um empurrar o outro para frente. Tapei o microfone do celular com a mão.
— Algum problema?
— Queríamos que liberassem a TV do refeitório, General Cabello!
— Não é liberada? – Eles negaram. Voltei a colocar o celular perto da boca. — Todas as linhas, Sra.
— Ok. Em alguns minutos o sinal voltará.
— Obrigada.
— Disponha.
Encerrei a chamada.
— Obrigada, General Cabello! – Assenti e voltei para minha sala.
Quando às seis horas chegou, acompanhei Dinah aos seus aposentos. Um quarto de luxo. Entreguei a chave da cozinha e uma lista telefônica, caso ela quisesse pedir algo.
— Agora que estamos fora do horário de serviço, vou fazer uma coisa que sempre tive vontade. – Ela disse.
— O que... – Ela pegou na minha bunda.
— Oh céus, Cabello. É durinha.
— Para com isso, Hansen. – Ela apertou mais e eu tentei me desvencilhar, mas ela correu atrás de mim e a agarrou mais forte.
— Que bundinha gostosa, Cabello. Sério mesmo. Porque ela é tão dura?
— Eu malho. Agora para!
— Tudo bem.
— Vou indo. Tenha uma boa noite. Até amanha!
— Você também. Até. – Eu virei as costas e ela deixou um tapão estalado em minha bunda. Olhei séria para ela e ela ergueu as mãos. — Você provocou. – Neguei com a cabeça e saí dali.
Cheguei em casa e Lauren estava sentada no sofá. Com a cabeça repousada na guarda.
— Algum problema, anjo? – Ela sorriu quando escutou minha voz.
— Não, amor. Só estou cansada. – Tirei meu casaco e a boina. Sentei na mesinha de centro e peguei um de seus pés, extremamente inchados. Comecei a massageá-lo. — Oh Camz!
— Você usou a almofada hoje?
— Eu tive uma reunião hoje. – Ela se recostou melhor. — Isso! Bem aí! – Sorri com o desespero dela. — Sua amiga
chegou?
— Sim.
— Agora você pode descrevê-la? – Caminhei até minha pasta e tirei o registro dela. O entregando para Lauren. — Huum... Ela é muito bonita. – Acho melhor não responder, peguei o outro pé e segui com a massagem. — Vocês ficaram no Iraque?
— Não. Não! Somos só companheira de guerra, Lo. Ela é uma pessoa legal. Você vai gostar dela.
— Huum... Não devo gostar das amiguinhas da minha esposa. Essa é a regra.
— Existem regras?
— Várias, amor. Várias.
— Eu nunca ficaria com a Hansen. Mesmo que não estivesse apaixonada por você. – Ela sorriu.
— Se saiu bem desta, Cabello.
Eu sorri e depois da massagem, preparei nosso jantar.
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We Found Love
FanfictionUma empresária e uma militar... Duas pessoas super centradas, sem vontade de curtir e vivendo para o trabalho. Talvez elas só estejam se distraindo, enquanto esperam... Camila G!P **Aviso Importante:** Não permito adaptações, traduções ou a conversã...
