39. Selena

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Camila Cabello|Point Of View

Acho que o plano de guardar segredo não vai funcionar. Quando cheguei ao apartamento dela, coloquei-a no carro e dirigi pra longe. Deixei o carro perto de uma trilha e andei até o meio dela.

— Onde estamos Camz?

— Floresta rica.

— Já ouvi falar. – Subi no tronco de uma das árvores e me sentei. Estendi a mão pra ela. Ela pegou sem hesitar.

— Olha essa vista. – Falei depois que ela sentou no meu colo. Dava pra ver toda a cidade daquele ponto.

— Camz... É lindo.

— Precisava ficar sozinha com você.

— Mas nós vivemos sozinhas.

— Lo, estou recebendo ameaças. – Alcancei meu celular pra ela e mostrei as mensagens.

— Camz... Quem pode ser?

— Não faço a mínima idéia. Meu pai e eu estamos quebrando a cabeça. Nossas casas estavam cheias de câmeras e grampos.

— Como entraram lá?

— Não sei. Checamos as câmeras e nenhum movimento suspeito.

— O que vamos fazer?

— Não sei. Mas vou ficar mais calma se puder ficar sempre com você. Não quero que pense que é por ciúmes... Não me perdoaria se algo acontecesse com você. – Ela se aconchegou em meus braços.

— Nada vai acontecer.

— Espero mesmo. Se alguém tocar em um fio de cabelo seu... Não respondo por mim.

— Vai ficar tudo bem. – Ela entrelaçou nossos dedos. Ficamos mais de hora sentadas ali.

— Não sinto mais minha bunda.

— Mas você vai ter que me descer daqui.

— Claro. Fique de pé nesse galho. – Ela ficou e eu pulei da árvore.

— Camz! Quer se matar?

— Ela não é tão alta assim. Agora vem. – Fiquei de costas para árvore e bati nos ombros. Ela pulou nos mesmos e me abaixei para ela descer.

— Droga. Esqueci minha aliança no apartamento.

— Sem estresse. Vamos buscar. – Dirigi até o apartamento dela. Entramos no prédio. Aproveitei para conversar com o porteiro.

— Os dedetizadores já foram?

— Sim, faz uma hora. Está a menina da Tay aqui.

— A Selena?

— Sim. Faz 15min que ela chegou.

— Ela sabe que a Tay não está? – Ele deu os ombros e fomos para o apartamento dos pais dela e ele estava vazio.

— Vamos agir com naturalidade. – Eu falei.

— Mas por que...

— Depois te explico. – Ela assentiu e fomos para o andar dela. Selena estava esperando o elevador. – Sel? Como está?

— Bem. E vocês?

— Estamos levando. – Falamos juntas.

— O que faz aqui? – Lauren falou.

— Estou procurando a Tay. Vocês a viram?

— Ela está com meus pais de folga. Voltam semana que vem. Ela não avisou?

— Não. Queria fazer uma surpresa. Mas vou indo.

— Até.

Ela saiu e Lauren foi pegar a aliança.

Quando estávamos no carro.

— Lo, quando eu estava namorando a Naya, o Marechal Gomez, pediu para que eu fosse acompanhante de Selena na festa de aniversário de casamento dele.


Flashback On

Quando eu cheguei à mansão do Marechal, ele me recebeu.

— Tenente Cabello, que bom que pode vir.

— Não deixaria o Sr. na mão.

— Sei disso. Tem uma adolescente surtando no quarto. A terceira porta a direita no fim da escada. – Assenti e fui até lá. Bati na porta e ela abriu. Sorriu largamente quando me viu.

— Você veio...

— Eu prometi. Não? – Falei sorrindo e ela me abraçou. Descemos e fomos jantar. Ela estava radiante e me apresentava pra todo mundo. Depois do discurso do pai dela, ele liberou a pista de dança. Quando estávamos dançando, ela beijou meu pescoço. – Vamos com calma, pequena. Seu pai disse que era só pra te fazer companhia.

— Tenente o que mais eu tenho que fazer pra você me notar?

— Eu vi você crescer... Isso é loucura

— Você e seus pudores. Eu sou apaixonada por você desde sempre. – Ela tentou me beijar, mas eu a impedi.

— Eu tenho namorada.

— Há há! Naya? Aquela patricinha mimada?

— Ela não é assim.

— Duvido muito que ela te apresente para os pais dela, mas vou esperar você ver com os próprios olhos que ela não te merece. E espero que você lembre-se de mim quando estiver solteira. – Ela tocou meus lábios. – Eu mataria por um beijo seu.

— Desculpe. – Eu falei e continuamos dançando.

Flashback off

— Porque você nunca me contou?

— Ela e eu convivemos de forma amigável, ela nunca mais tocou no assunto. Achei que tinha ficado pra trás.

— Ela está mexendo com as pessoas erradas. Ela vai se arrepender se algum dano ocorrer com você ou com Tay.

— A pequena vai ficar arrasada.

— Não basta a guerra e tudo que passamos.

— Vamos passar por essa, amor. Na verdade já tenho um plano, vou aproveitar que depois de amanhã é feriado.

— Precisa da minha ajuda? – Pensei um pouco.

— Não, mas vou precisar do QG. Amanhã resolvo isso.

— Será que ela já colocou mais câmeras lá? Mas no seu apartamento, como ela entrou?

— Eu o empresto para Tay fazer de motel.

— Que nojo!

— Mas ela limpa ele depois. Se for mesmo a Selena, não quero nem pensar em como a Tay vai ficar.

— Primeira vez que ela vai partir o coração.

— Que droga.

— Calma. Precisamos manter a calma. – Ela beijou minha bochecha e me puxou para um abraço. Ficou acariciando meu braço e beijava o topo de minha cabeça às vezes. – Vamos ao escritório?

— Mas você não trabalha hoje.

— Para ver o engenheiro.

— Nossa. Tinha esquecido.

Depois da manhã inteira acertando os detalhes da nossa casa, fomos para o meu apartamento. Estávamos vendo um filme. Depois de uns minutos, Lauren estava sentada no meu colo e de frente pra mim. Minhas unhas maltratavam a carne de seu bumbum.

— Oh céus. Vocês não param de trepar nunca? – Eram Tay e Selena.

— O que você faz aqui, pirralha?

— Sel foi me buscar. Disse que estava com saudades. E resolvemos passar aqui antes de ir. – Lauren saiu do meu colo e colocou uma almofada sobre minha ereção.

— Venham assistir um filme conosco. – Sel sentou ao lado de Lauren e Tay foi à cozinha. Provavelmente fazer pipoca.

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