45. Crianças

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Camila Cabello|Point Of View

— Olá Mani. Está é Marina e este é Chris. – Eles ficaram conversando e Lauren foi para cozinha.

— Fui ajudá-la. Abracei a cintura dela e beijei a nuca dela. Depois deixei um chupão ali.

— Querendo me marcar, Camz?

— Sim. Estou com as pernas bambas de abstinência de você. – Ela virou e me abraçou, mordendo de leve meu pescoço.

— Não fale essas coisas... Ou te arrasto para o quarto e esqueço dos convidados.

— Não seria má ideia... Aliás tenho uma coisa para te mostrar. Já volto. – Fui até meu quarto e peguei as passagens. Na sala a conversa parecia animada. Alcancei para Lauren. — Lembra... Antes do Iraque. Prometemos um tour.

— Oh Camz! – Ela pulou no meu colo e rodeou as pernas em minha cintura. — Vai ser perfeito. – Ela beijou meu rosto inúmeras vezes. — Amo tanto você.

— Vocês não podem parar um segundo? – Tay disse entrando na cozinha.

— Olha Tay. Vamos pra Veneza no mês que vem.

— Que legal.

— E a ninfa? – Lauren perguntou.

— Estamos morrendo de fome. Todos.

— Ok. Estamos terminando de colocar a mesa. – Lauren caminhou até a sala. — Alguém bebe? Só refrigerante então? –
Eles devem ter acentido, pois ela colocou uma coca sobre a mesa.

O jantar correu bem. Depois de umas horas de conversa na sala, Marina decidiu que estava tarde e pediu para que eu a levasse em casa. Normani aproveitou a carona e os meninos ficaram sentados.

— Vamos meninos. Já deixo vocês em casa. Vem Lauren, não fique sozinha aqui.

— Os quatro sentaram no banco de trás e fomos à casa de Marina.

— Tchau Boo. Tchau Laur. O jantar estava divino.

— Obrigada.

— Até. – Ela desceu.

— Ela nem me deu Tchau. – Tay disse.

— Claro. Ela está caminhando devagar para você alcançá-la. – Tay pulou do carro e elas pararam na varanda da casa. Conversaram e Marina entregou o celular pra Tay, ela digitou algo e perguntou alguma coisa.

Marina sorriu com alguma coisa e assentiu, circulando o pescoço de Tay com os braços. Tay a puxou para perto e elas se beijaram. Ficaram um bom tempo se beijando e quando olhei pelo retrovisor, Chris e Mani estavam se beijando também. Mostrei para Lauren e ela sorriu negando. Escorou a cabeça no meu ombro, pegou minha mão e colocou sobre a cabeça dela. Fiquei fazendo carinho no cabelo dela. Olhei para o lado e Tay vinha cambaleando.

Deixei Normani em casa e a mesma coisa, Chris ficou um bom tempo com ela. Lauren dormia no eu ombro. Deixei os meninos em casa e depois voltei para minha. Lauren dormia como pedra.

Repousei ela no banco e desci do carro, abrindo a porta da garagem. Peguei-a no colo, subi as escadas e Sofi estava me esperando. Ela me ajudou a abrir a porta e levei Laur até a cama. Tirei as roupas dela, vestindo uma camisa social minha e a cobri, beijando a testa dela.

— Aconteceu alguma coisa, bonequinha?

— Papa vai também viajar com você.

— Vai?

— Sim. Eu disse que não queria ficar longe de você e ele aceitou.

— Que bom, bonequinha. Que tal um sorvete pra comemorar?

— Isso. Você é a melhor.

— Vem. Vamos à cozinha.

— Vamos. – Ela pegou minha mão e caminhamos pra cozinha. Sentei-a na bancada.

Peguei as caixinhas da comida e coloquei no lixo. Os potes de sorvete foram colocados na bancada, coberturas e balas e chantili.

— Chocolate? – Ela assentiu. — Creme? – Ela assentiu. — Morango você não gosta. – Ela negou.

Fiz uma taça enorme pra ela. Fiquei lavando a louça e ela conversando sobre a viagem. Guardei tudo, limpei a mesa e depois fomos jogar o lixo na lixeira em frente ao prédio.

— Eu queria um cachorrinho.

— Porque não pede ao papa?

— Ele disse que é muita responsabilidade.

— Isso é verdade. Se você tivesse um cachorro, não ia poder viajar.

— Não?

— Não.

— Vou pedir depois da viagem.

— É uma boa ideia.

— Lauren vai ter um filho?

— De onde você tirou isso?

— Mama disse que quando você casar com Lauren, não vai poder me dar muita atenção e vai ter filhos.

— Eu sempre vou te dar atenção. Você é minha bonequinha.

— Promete?

— Prometo! E quando eu prometo...

— Você cumpre.

— Posso dormir com você hoje?

— Pode, só avise a mama. – Ela assentiu e foi para o apartamento dela. Mama apareceu na porta e eu fiz positivo pra ela. Sofia passou pela porta, com o cobertorzinho, travesseiro e Scooby que dei quando ela tinha quatro anos. Ela estava de pijama e beijou a mama.

— Estou com soninho.

— Vamos deitar, pequena. – Peguei as coisas dela e coloquei na cama. Ela estava crescendo tão rápido.

— Aqui? – Assenti. Deitei no meio da cama e beijei a testa de Sofia. — Boa noite, Kaki.

— Boa noite, bonequinha. – Virei para Lo. — Amor? Lo. – Beijei o rosto dela e ela me abraçou. — Sofia está aqui.

— Aonde? – Ela disse abrindo os olhos.

— Aqui! – Sofia disse acenando.

— Oi amor. Deixe-a no meio da cama, Camz. Ela pode cair na beira.

Trocamos de lugares e Sofi abraçou Lo. Elas dormiram assim e eu fiquei admirando meus amores em seus sonos tranquilos.

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