98. Bela esposa

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Camila Cabello |Point Of View

Ouvi barulhos e abri meus olhos, meus filhos corriam pela cabana e o assoalho dela era muito barulhento.

— Precisamos trocar esse assoalho e aumentar esse lugar. Deixar os quartos maiores. – Lauren leu meus pensamentos.

— Sim, precisamos trazer móveis novos para cá.

— Vou falar para Tay organizar isso para nós.

— Perfeito. – A abracei forte. — Idéia perfeita. Tudo que minha bela esposa faz é perfeito como ela. – Selei nossos lábios.

— Você que é perfeita. Céus! Nem acredito na sorte que eu tenho, tanto que me pergunto se estou sonhando.

— Não é sonho, mas algo perto do paraíso. – Ela sorriu e selou nossos lábios demoradamente, fazendo carinho no meu rosto. Depois nos afastamos um pouco, ficamos nos encarando e sorrindo.

— Papa! Eu trouxe alguns filmes para assistirmos. – Sebastian disse, ele tinha a irmã nas costas.

— Não acredito que vamos assistir filmes de guerra a noite toda. – Lauren disse e eu gargalhei.

— Não, Mama. Trouxe vários tipos, mas se a Papa quiser de guerra, temos que obedecer a ela.

— Hoje não, garotão. Vamos ver esses romances melosos que sua mãe gosta, pois o dia tem que ser calmo. Filmes de guerra me agitam.

— Ok, papa. Vou separar eles.

Assenti e assistimos um, no meio do outro, Sebastian se encarregou do almoço e ele mandou muito bem.

Lauren Jauregui |Point Of View


Estava revisando os balancetes de junho e tomando um chá. O domingo na praia foi tão bom que é terça e já estou pensando em voltar lá. Meu telefone tocou.

— Sra. Lauren, tem um senhor aqui querendo falar com a senhora.

— Sobre o que se trata, Campbell? Não consegue passar para outro? Estou muito ocupada.

— Ele está falando que é seu sogro, Sra. – Escorei a testa na palma da minha mão. Não é possível que esse homem seja tão inconveniente.

— Deixo o entrar e peça dois seguranças para acompanhá-lo e ficarem na porta.

— Ele é perigoso, Sra?

— Sim. Fiquem em alerta.

O segurança abriu a porta e ficou o encarando, ele entrou e o segurança não parou de encará-lo.

— Estou aqui na porta, Sra. Jauregui Cabello. Qualquer coisa é só chamar.

— Obrigada, Steve. – Alejandro ficou me olhando por um tempo. — Alejandro, se a Camila sonhar que você está aqui, nem sei o que ela pode fazer. Seja breve... Depois eu falo.

— Só quero uma chance, Lauren. Esse tempo longe me fez perceber o quanto Camila é importante para mim.

— Que discurso medíocre, mas vindo de você...

— É sério, Lauren. Estou sendo muito punido e ficar pensando em tudo não está me fazendo bem.

— Ahhhh... Acho que temos um ponto aqui. Está se sentindo culpado, com a Camila te perdoando quem sabe você não durma melhor à noite.

— Duvido que Camila não sinta minha falta. – Ele disse já perdendo a paciência.

— Ela sentiria falta de que? De um homem que só a diminuiu? Que nunca a achou boa o suficiente? Olha a vida dela, as pessoas a respeitam, ela ganhou a chave da cidade três anos seguidos pelo serviço impecável dela, ela faz o que ama, tem amigos que realmente a valorizam, tem meu pai e Pedro como figuras paternas. Tem dois filhos que são doentes por ela. Tem a mãe e a irmã ela. Agora me diz você... Porque ela sentiria sua falta?

— Esqueceu de mencionar a bela esposa. – Tentei filtrar a raiva e o nojo que senti.

— Eu sabia que você não tinha mudado. – Ele sorriu.

— Camila pode me ajudar a voltar daquele lugar nojento, Lauren. Só ela pode me tirar de lá. Se eu me demitir, perco meus direitos, mas se eu voltar para cá e me aposentar, tudo ficará bem. Só ela pode me ajudar.

— Quem diria, não é? Precisar justo da filha negligenciada.

— Olha tudo que ela conquistou. Se eu fosse um pai tão ruim ela teria ido mal, não? Eu acompanho a vida dela, Lauren. Eu sei o quanto ela está indo bem. E ela tem você... Como você consegue, Lauren? Dois filhos e todos esses anos e me parece mais linda que quando namorava Camila.

Antes que eu abrisse minha boca, Camila quase derrubou a porta da minha sala e acertou um soco em Alejandro.

— Você está bem, amor? Ele te fez alguma coisa? – Ela perguntou me olhando preocupada.

— Não, Camz. – Ela o ergueu e o colocou contra a parede.

— O que você quer com a minha mulher?

— Queria ajuda para você me aceitar.

— Eu tentei ser boazinha com você, mas não vai ter outro jeito.

— O que você vai fazer?

— Some daqui... Agora. Você vai saber logo.

— O que você vai fazer, Camila?

— Seguranças! – Eu disse e logo os dois armários entraram na sala e pegaram Alejandro.

— O deixem bem longe. – Camila disse e eles assentiram. Ela me abraçou e beijou meu pescoço. – Ele te fez algo, amor?

— Estou bem, Camz. Como você soube?

— Sua secretária me chamou.

— Santa Campbell.

— Vim o mais rápido que pude. – Ela me encarou, tocou meu rosto.

— Ele não se aproximou, amor. Eu estou bem.

— Ele que tentasse algo... – Ela bateu na minha mesa. – Ele vai me pagar...

— O que você vai fazer?

— Não se preocupe, não vou sujar minhas mãos. – Ela beijou minha testa.

— Não vale à pena.

— Eu sei. – Ela me deu um selinho demorado. – Precisamos esquecer esse imbecil.

— Concordo.

— Hoje chegou a carteira do nosso pequeno, estava no correio.

— Já? – Ela fez uma careta e assentiu.

— Vou levar ele para escolher um carro. Quer ir? – Olhei a pilha de relatórios na minha mesa... Foda-se. É meu pequeno.

— Vou sim. Deixa-me fechar aqui e já desço.

— Vou agradecer a Campbell. – Assenti e ela me beijou, algo intenso, até demorei para retribuir, mas logo minhas mãos voaram para a nuca dela, tirei sua boina e ela agarra minha cintura com força. A língua dela serpenteava de maneira tão delicada minha boca, que fracamente eu soltava pequenos gemidos. Eu briguei com todas as forças para a falta de ar não atrapalhar, mas tive que me afastar e repousar minhas mãos em seu peito para me equilibrar.

— Fiquei com tanto medo, Lauren.

— Está tudo bem, amor. Ele não seria tolo de me machucar, sabendo quem é a minha guardiã.

— Bem, seria eu? – Ela disse em um tom infantil e eu gargalhei.

— Seria sim. – Selei nossos lábios e ela pegou a boina, ajeitando sobre o coque extremamente bem feito dela. Foi até a
recepção falar com Campbell e eu fiquei organizando minhas coisas.

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