Camila Cabello | Point Of View
— Esperem. As acompanho até o carro. – Falei andando até elas.
— Não precisa.
— Faço questão. – Ela revirou os olhos.
— Não precisamos de babá.
— Grossa! – Murmurei, mas elas ouviram. A garota sorriu abafado.
— O que você disse?
— Disse que você é grossa! – O vermelhão de seu rosto voltou.
— Escuta aqui... Soldadinho de chumbo, eu não sou seus marionetes. Respeita-me! – Tirei minha boina e sorri. Achei uma graça dela me chamando de Soldadinho de chumbo.
— Esse xingamento... – Levei minha boina ao peito. – Me destruiu. – Falei sorrindo e a garota gargalhou. Já a olhos claros bufou.
— Você é muito petulante... Sua idiota!
— Chega de frescura vocês duas. – A garota mais nova falou. – Obrigada... – Ela me fitou.
— Tenente Cabello.
— Obrigada tenente Cabello. Realmente seu encarregado estava me incomodando.
— Tudo bem. Fico feliz de ter ajudado.
— Não fez mais do que sua obrigação, deveria estar cuidando desses idiotas.
— Que violência, Laur. – A garota falou rindo.
— Agora vamos. – A olhos claros disse puxando a mais nova pelo braço.
A partir dali, comecei a punir todos os que flertavam. Não queria ser afrontada por outra moça louca e autoritária. E linda. Muito linda. Sorri lembrando que recebi um apelido novo.
Lauren Jauregui |Point Of View
Estava dirigindo para casa, Tay tinha um sorrisinho nos lábios.
— O que houve?
— O que você achou da tenente?
— Achei uma petulante, convencida e... Droga! Eu a odiei. – Tay sorriu mais.
— Acho que você está dando muita importância para alguém tão petulante.
— Arrogante. Chamou-me de grossa! Você ouviu? – Tay gargalhou.
— Vocês são tão lindas. Ela é linda... Você é linda... Vocês combinam!
— Você... É louca. Isso é insano.
— Você tem que admitir que ela é sexy.
— Tay! O que é isso?
— Estou falando sério.
Tay ficou me importunando até chegar em casa. E depois do banho dela, continuou. Ela foi jantar comigo, só para implicar mais. Eu sonhei com a tal tenente, de tanto que ela falou nesta petulante.
Camila Cabello | Point Of View
Meu pai como punição, me fez ficar de guardinha da quadra da escola novamente. Minha paciência estava por um fio, fora isso, meus pais não falam comigo.
— Tenente Cabello! – Ele bateu continência. – Essa menina quer conversar com a Tenente. – Olhei e era a garota de ontem.
— Nos deixe sozinhas e vigie seus colegas. – Ele saiu e voltei minha atenção para a ela. – Algum problema?
— Não. Sim... Desculpe, estou nervosa.
— Não fique.
— Minha irmã... Quer dizer, vim me desculpar por ela. Ela é um pouco dura, mas é uma boa pessoa.
— Tudo bem. Foi divertido, gostei do soldadinho de chumbo. – Ela gargalhou.
— Você não tem intervalo? Podemos tomar um café? – Olhei para os lados.
— Acho que não tem problema. – Caminhamos até a cafeteria da esquina e nos sentamos.
— Então... Você é tipo a mais importante...
— Não. Sou a quase mais importante. Estou dois cargos abaixo do mais importante.
— Você não é muito nova pra isso?
— Tenho 23.
— Mais nova que minha irmã. Como você conseguiu?
— Eu sou bem inteligente, me sai bem em todos os dias a campo, fiz curso superior e meu pai serve ao exercito também. É suficiente para você?
— Não estou questionando, só pensei que velhos tinham cargos altos.
— Sim. O mais importante é o Marechal, esse sim tem que ir para a guerra e ser veterano na base.
— Sim... Sabe, eu amo muito da minha irmã, mas ela é uma pessoa fria com os outros. Acho que só eu consigo faze-la sorrir. – Fiquei atenta a conversa dela. – Na maioria do tempo, ela não se importa com nada, mas você a incomodou profundamente.
— Desculpe, eu não tive a intenção de...
— Não. Isso foi bom. – Olhei confusa para ela. – Você mexeu com ela... Eu sei disso.
— Ela falou algo?
— Ela não é do tipo que fala, tenente. Eu a conheço bem para estar afirmando isso.
— Realmente não entendo aonde você quer chegar.
— Você namora?
— Não... Você está pensando em...
— Só um encontro... Por favor.
— Acho que eu não sou o ideal para sua irmã. Ela parece ser culta e tem classe. Ela não iria querer sair com um soldadinho de chumbo.
— Eu realmente acho que ela iria querer sim, se ela não quiser... Eu a convenço.
— Não creio que seja uma boa idéia.
— Você não a achou bonita?
— Ela é muito bonita, mas não é isso, eu só não quero... Sei lá. Não sou boa com essas coisas de encontros. Sempre fico nervosa, sabendo que a pessoa me odeia, deve ser pior.
— Ela não te odeia. Eu posso te garantir isso. – A fitei por um tempo, qualquer ser humano acharia Lauren bonita, mas não creio que seja uma boa idéia.
— Não me sinto a vontade com essa idéia. – Ela escreveu em um papel, depois me entregou.
— Esse é meu celular, me ligue se concordar com minha idéia. Acho que vocês dariam mais que certo. Não sei o porquê, mas sinto isso. Eu amo minha irmã, sei que ela precisa de alguém que a tire do sério, como você fez ontem.
— Preciso voltar ao meu posto.
— Vamos então. – Saímos dali e caminhamos até o portão da escola. Nós despedimos com um aceno de cabeça e ela se misturou aos outros alunos. Ela é uma adolescente sonhadora, não devo me iludir com suas idéias malucas de criança.
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We Found Love
FanfictionUma empresária e uma militar... Duas pessoas super centradas, sem vontade de curtir e vivendo para o trabalho. Talvez elas só estejam se distraindo, enquanto esperam... Camila G!P **Aviso Importante:** Não permito adaptações, traduções ou a conversã...
