CAPÍTULO 33

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Maria Fernanda

Se passaram cinco dias depois do acontecido, eu nunca me senti tão livre como estou me sentindo, sabe aquela sensação de liberdade? Parece que me deram asas.

Na verdade aconteceu muitas coisas nesses cinco dias, vou começar pela Allana. Foi difícil contar pra ela que o Digão tinha morrido, primeiro que ela via o pai como um herói coisa que não era nem aqui nem na China, mas como essa era a imagem que ela tinha eu não estraguei, manti dizendo o que ela acreditava até por quê já não faz mais sentido falar mal dele pra filha ela só iria sofrer mais ainda. Ela chorou muito, dizia estar sozinha e não conseguir mais viver por que ele era única pessoa que ela tinha, ela falava que não deu nem tempo de viver um tempo juntos, fiquei muito mal por ela, Allana não merecia nada do que viveu só teve problemas na vida e perdeu todas as pessoas que ela amava. Ela também não era cega, disse pra mim que sabia que meu "casamento" com seu pai era infeliz e que ele disse uma vez pra ela que apesar das brigas me amava muito, eu e ela éramos as únicas que ele daria a vida.

Ao passar os dias ela estava mais calma, por que dizia que queria ir embora de volta pro sítio em que morava, eu disse que se ela quisesse ela poderia, mas que aqui ela teria a mim e que eu faria de tudo pra protegê-la e cuidar dela, nos choramos muito nesse dia, eu acho que ela viu que poderia contar comigo por que no outro dia disse que iria ficar e perguntou se poderia morar comigo, aceitei claro era o que eu mais queria.

Nos outros dias aconteceu o que mais temia, a ADA veio aqui em Manguinhos, isso por que alguns soldados que ainda eram fiéis de Digão fugiram daqui e chegaram e um dos outros chefes da facção, eles vieram e mataram bastante soldados que era do Coringa como ele é chamado agora...

Ainda por cima procuraram por mim e pela Allana, só não nos encontraram aqui por que estávamos fora do morro por que nesse dia a Allana tinha dado uma crise de choro gigantesca, e eu queria muito ajudar assim que perguntei se ela queria sair pra ir algum lugar e ela disse sim, não perdi tempo e fomos e ainda levei meus tios e a Júlia foi conosco.

Levei ela no aquário e foi ótimo ver ela dando um sorriso aqui e outro ali, estava triste mas pelo menos se distraiu um pouco, até a Júlia que também estava mal se distraiu.

A Júlia é outra que está super estranha, depois daquilo tudo estava na cara que o Rick é de facção rival ao CV também, perguntei a ela mas ela não quis falar, eu respeitei e só disse que quando quisesse conversar eu estaria aqui.

Bom voltado a facção ADA, eles iriam atrás de nós, mas o Rick conversou com eles e disse que estávamos de luto pelo Digão e que pela lei da facção existiria sete dias de luto pra mim e a Allana ou seja nos livramos por enquanto.

Conversei com Rick sobre isso e ele disse que eu deveria apenas dizer que também foi forçada a estar lá e presenciar o Coringa levando Digão pra outro lugar, só soube da morte dele quando avisou a comunidade, e ele disse que em relação aos outros soldados que acabaram dizendo que eu apontava uma arma pra ele ele falou que eu poderia falar que fui ameaçada a isso e que Digão tinha armado um plano pra pegá-los mas que deu errado pois logo Leleco tomou a arma de mim. Um plano bom seria difícil de não acreditarem afinal eu como "esposa" do Digão mesmo com as brigas não "teria o por que" de matá-lo, mal sabem mas é isso que direi a eles.

— Nanda que brigadeiro? — Allana aparece na sala com uma panela cheia de brigadeiro de colher.

— Quero — ela se senta no sofá e me dá uma colher.

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora