CAPÍTULO 11

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Maria Fernanda

Acordei e o quarto estava totalmente escuro, me levanto indo até o banheiro lavando o rosto me olho no espelho respirando fundo, volto ao quarto para ver a hora, eram dez pra sete. Digão não especificou o horário pra voltar portanto ficaria aqui até mais tarde isso se eu resolvesse que iria ficar por aqui.

— Oi meu amor — minha tia vem até mim né abraçando quando apareço na sala e meu tio já chegou do trabalho também — Deu pra descansar um pouco?

— Deu tia obrigada por tudo que vocês fazem por mim — a abraço e meu tio levanta e abraça nos duas

Mais tarde a julia chega e pedimos pizza para o jantar, mais uma vez me sentir bem aqui cada vez mais sinto que não posso desistir por eles.

Pelo menos não ainda ...

Não sei o que o futuro me reserva sei que Rezende me fez promessas de que iria me ajudar, mas não é que eu não acredite e só que apenas muda se Digão  resolver me deixar em paz ou morrer como ele mesmo disse até morto vem atrás de mim.

Ou seja significa que ele deixaria alguém encarregado de me matar se ele morrese, resumindo vida sem final feliz, ou melhor vida sem final. De qualquer jeito será trágico.

Quando deu dez horas Rezende me mandou uma mensagem perguntando se estava ainda na minha tia e se poderia vir me ver e eu disse que sim.

Logo ele chega aqui ainda comeu alguns pedaços de pizza que não aguentamos comer e colocaram um filme de comédia e estamos nos cinco assistindo a tia e o tio em um sofá abraçados e eu, Ju e Rezende em outro Júlia está do meu lado e Rezende deitou em meu colo enquanto mexo em seu cabelo. Percebo os olhares insinuadores da Julia para minha mão no cabelo dele.
Ela pode achar que seria algo, mas não o carinho em que ele cuida de mim faz com que tenhamos uma boa amizade.

Não poderia ser mais que isso.

Escuto o celular de Rezende apitar, abaixo olhar o vendo cochilar e sorrio de lado, ele pega o celular ainda de olhos fechados e eu o observo forçar sua visão na luz forte do celular, ele rapidamente endurece a expressão e eu já sei o que é.

É ele

Ele levanta o olhar pra mim e nos olhamos por alguns segundos ele me diz silenciosamente que chegou a hora de voltar ao pesadelo.

— Ele né — todos da sala me olham para saber o que estou falando e Rezende só acena, ele se levanta e a Julia já agarra meu braço

— Não — ela diz quase chorando

— Ele tá mandando levar ela — ele olha pros meus tios e a tia Márcia vem até mim enquanto o tio Carlos apoia a cabeça entre as mãos

— Fala com ele de novo Rezende isso não pode ser real é um pesadelo — a julia pedia chorando

— o Rezende e os meninos já fizeram o possível e o impossível Júlia está tudo bem, ei — levanto seu rosto e seco suas lágrimas — ta tudo bem ta eu vou mais amanhã estou de volta.

— Ele vai te fazer mal — Eu não tenho dúvidas mas eu queria que eles ficassem bem e a julia é surtada se ela resolve bater de frente com ele igual já tentou uma vez ele a mata e não é isso que ninguém quer

— Me prometa que não vai se meter nisso julia

— Impossível não me meter — levanto e ela leva tá junto

— Você já viu do que ele pode fazer com você né, ele não vai me matar, mas você ele vai, portanto não se mete nisso — ela resmunga de mal gosto pelo menos vai estar segura — Eu amo vocês, amanhã posso vir de novo ?

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora