CAPÍTULO 32

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Cecília

— Quer dizer então que você é na verdade de CDD e é do CV?

— Minha linda foi por uma boa causa — eu fitava o Leleco que estava de braços cruzados na minha frente.

Eu estava saindo da minha casa ontem quando esse filha da mãe me sequestrou, isso mesmo, ele me trouxe a força pra casa dele em outro lugar que descubro só hoje ser Cidade de Deus uma favela do Rio, além de descobrir que ele é de facção rival e que estava no morro apenas para ajudar o chefe dele que antes como o conhecia de Rezende hoje se intitula com Coringa, eu to muito confusa.

— Você... — começo a estapiar ele — como você faz isso, pra que me trouxe pra cá?

— Eu queria te proteger meu bem, se a ADA resolver invadir lá vai ser tiro pra todo lado.

— E não era mais simples me falar isso tudo seu louco — ele parece pensar.

— Você não iria aceitar, foi mais facil, e você não foi sequestrada olha tá na minha casa — olho em volta vendo novamente a casa dele. É linda, bem organizada pra um homem.

— Eu vou pra minha casa — vou atrás da minha bolsa.

— Não, Manguinhos ainda pode ser invadida.

— Sempre teve esse risco lá, no entanto eu sempre morei lá — vou indo em direção a porta mas ele para na minha frente.

— Não vai não — levanta sua mão e passa na minha bochecha, fecho os olhos apreciando aquela carícia — quero que fique aqui, comigo em CDD — Abro os olhos e o encaro.

— O que? Claro que não minha familia toda em Manguinhos..

— Manguinhos não é longe assim pô, quinze minutinhos de moto.

— Eu não vou vir morar aqui, não tenho ninguém aqui.

— Tem eu.

— Leandro...

— Não foge de mim — respiro fundo e abaixo minha cabeça, ele não e conheçe não sabe de nada de mim, muito menos já viu meu corpo se ele soubesse não faria metade das coisas que faz... — olha pra mim meu bem — ele pega no meu queixo e levanta minha cabeça e eu ainda de olhos fechados sinto seus labios encostando nos meus, ele pega na minha nuca me proporcionando o único beijo que me faz derreter toda de todos que já experimentei esse é sem dúvidas o melhor, ele pede passagem com a língua e eu concedo, pega na minha cintura e aperta, eu também subo meus braços até seu pescoço, me envolvo em seu beijo delicioso enquanto o sentia me levando até algum lugar, ele me da impulso pra subir numa mesa e eu faço, coloco minhas pernas em volta da sua cintura, mas mantenho uma distancia pra ele não sentir meu único seio. Da tanto medo dele me tratar tão mal, já que eu gosto tanto dele.

Sinto ele colocar as mãos por dentro da minha camisa e suas grossas mãos tocar minhas costas, ele começa a subir as mãos, estou tão imerça a seus beijos e seus toques que não me liguei que ele estava subindo as mãos diretamente para meus seios, quando ele entra uma das mão por dentro do sutiã e toca nele eu empurro ele descendo da mesa que estava.

— Não faz mais isso, nunca mais — digo indo atrás da minha bolsa.

— O que eu fiz? Cecília espera ai — ele corre até mim — o que eu fiz?

— Não toca mais em mim — Falo olhando em seus olhos e ele franze o cenho — Não quero que faça mais isso.

— Me desculpa — ele fala colocando as mãos nos bolsos — eu não queria que você se sentisse mal, eu jamais iria fazer algo que você não queira Cecilía — Ele me fala com cuidado, sinto uma vontade imensa de chorar, eu não tenho coragem de mostrar pra ele, não tenho coragem por que eu sei o que vem depois disso, minhas lágrimas começaram a cair e eu me sentei no sofá dele tentando parar, ele se agacha na minha frente e segura meu rosto — seja lá o que tiver acontecido eu jamais te forçaria a algo, e se precisar conversar saiba que estarei aqui pra te escutar a qualquer momento.

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora