CAPÍTULO 59

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Maria Fernanda

Sento na cama procurando uma série ou um filme legal pra ver, era de madrugada ainda, 4 da manhã e o rádio do Léo tocando, precisavam dele.

Não consigo dormir então bora ver série.

Coloco num filme pra chorar que era a cinco passos de você, já assistir mas fiquei com vontade de ver de novo.

Quando o filme já estava quase na metade meu celular vibra, pego pensando que possa ser o Léo mas não era de um número privado que eu já sabia de quem era.. Mello

"Oi minha linda, a chave chegou até mim, você como sempre perfeita e bem pontual, sempre soube que estava do nosso lado, espero te ver em breve um beijo"

Engulo em seco com a mensagem, a ideia de que pode acontecer alguma merda por minha causa me apavora, mas ele me ameaçou e a Allana e ainda ao Léo, eu precisava fazer isso, foi necessário, e ser for pra deixar a gente em paz faria de novo.

Deixo o celular de lado e volto a focar no meu filme o que foi impossível depois do que recebir. Ficava toda hora olhando pro celular querendo saber onde estava o Léo, se eles fizessem algo a ele, mas prometeram não é possível que vão fazer algo de errado.

Pelo amor de Deus Maria, você está lidando com bandidos é claro que ele pode fazer isso.

Mas tento não pensar no pior.

Às 6 levantei pra tomar um café e sem notícias do Léo. Perguntei aos seguranças mas eles também não tinham informações de nada.

A Allana veio acordar pelas 10 e eu olhava pra fora esperando alguma novidade, meu peito dizia pra eu avisar ao Léo mas eu tenho medo dele impedir e acabar virando uma guerra.

— Mãe, meu pai faz isso várias vezes ele não fica de olho no celular quando está muito ocupado não se preocupe — Allana disse tomado café enquanto mexia no celular, eu encostada perto da porta olhando pela jenela esperando ele aparecer.

— Eu seu filha, tá tudo bem — não tá tudo bem, estou com um pressentimento péssimo e não consigo não pensar no pior.

Eu não queria mas tive que ligar pra falar. Pego o celular e ligo pro Willian, na quinta chamada ele atende. Willian era um infiltrado do Mello.

— Fala patroa.

— Para de chamar assim, onde você tá?

— CDD.

— Ainda?

— Não, já fui em Caju e voltei relaxa.

— Hum, sabe do Léo?

— Bom... — escuto um ruído de confusão atrás e meu coração acelera.

— Que confusão é essa aí?

— Aí, depois te ligo.

— Não se atreva — ela desliga na minha cara e eu quase jogo o celular na parede de ódio. Vou na frente de casa e chamo um dos meninos meninos ficavam aqui na frente.

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora