Maria Fernanda
Eu já estava morta de cansaço, queria ir dormir mas era 5 da manhã e ainda tava tendo aquela reunião que eles vieram na intenção de fazer. Já estavam lá a duas horas e já tava quase fugindo daqui.
Quando finalmente eles estavam voltando eu vi que começaram a ir embora e nada do Digão aparecer, minha cabeça tava explodindo e eu tava só o ódio puro, iria embora sozinha se pudesse.
Neguinho chega chamando a Nayara mas eu o chamo.
— Ou — ele me olha — cade o Digão ?
— Pô ele saiu mas foi pra um quarto com uma mina ai — fico mais puta ainda, ele tá fazendo eu esperar de propósito, nem pra pelo menos me deixar ir embora.
— Me leva embora Neguinho — ele faz uma careta mas nega.
— Ele disse pra tu esperar — reviro os olhos.
— Que inferno, faz isso só pra eu ficar esperando que nem otária — os dois ficam me olhando e a Nayara se abaixa até ficar na minha frente já que eu estava sentada.
— Um dia isso acaba Nanda — Neguinho pega no ombro dela olhando em volta e ela se levanta desviando o olhar de mim.
Muito estranho.
Eles ficam comigo até o que se acha rei lá resolver sair do maldito quarto com a corajosa. Neguinho olha pra trás de mim e eu sei que é ele que está vindo, mexia minhas pernas tentando me contralar pra não fazer merda e não colocar a vida de quem eu gosto em risco.
— Eai, todo mundo pronto ? — ele fala quando chega atrás de mim.
— Não estamos aqui olhado pra lua a admirando, todo mundo da foi embora, e faz questão de nos deixar esperando aqui como se não tivessémos coisas mais importantes a fazer.
— Calma corna, esse chifre deve está te fazendo mal já que só sabe reclamar — paro de balançar a perna quando escuto uma voz familiar, viro pra trás para só agora ver o Digão de mãos dadas com Mayara, levanto a sobrancelha — oi Nanda.
— Mayara ?
— Em carne e osso querida — levanto da cadeira peitando ela.
— Não sou sua querida — viro as costas eu vou andando.
— Não fica irritadinha não, faz mal a saúde em, só esperou meia hora — um soco é só isso que eu queria dar pra essa mulher.
— Calma meninas tem pra todas — sinto ânsia de vomito com o comentário do Digão.
Todos saíram juntos, eu tava na frente andando até aquele maldito carro mas Digão e a invejosa da Mayara andavam devagar de propósito, andava pelo estacionamento com Neguinho e Nayara do meu lado.
— Ei, qualquer coisa a gente pode marcar de fazer alguma coisa, né ? — sorrio fraco pra Nayara, sei que ela está tentando me ajudar mas é impossível enquanto eu estiver perto dele, enquanto eu estiver vivendo nessa vida.
— Talvez Nayara, obrigada pelo apoio e foi um prazer te conhecer — ela sorri e abre os braços abracei ela feliz por ter feito uma nova amiga, abracei Neguinho também que mesmo achando que está cismado comigo sorriu.
Eles entraram num carro e foram saindo do estacionamento, Digão ainda estava com a Mayara e seguia pro carro dele normal, franzi o cenho com ele abrindo a porta pra ela.
Era uma ferrari e só tinha dois lugares.
— Eu vou dirigindo Digão ? — falei tentando ter uma resposta e ele ri.
— Não, se aperta lá com a Mayara.
— Não — ele me olha quando já estava abrindo a porta do motorista — ou ela vai apé seilá se vira ou eu — ele me encara.
— Você vai entrar nesse carro querendo ou não anda — ele abriu a porta do motorista e me encarou feio — Nanda não me faça fazer besteira — cruzo os braços e bato pé, um carro para do nosso lado.
— Quer que eu leve ela Digão ? — Neguinho pergunta e eu não desvio o olhar do Digão.
— Não ela vai aprender a me respeitar e eu to mandando entrar na porra do carro então tu vai entrar.
— Qual é o problema deu ir com eles — aponto pro carro e de longe no fim do estacionamento eu vejo aquela van parada, não ligo e volto a olhar pro Digão.
— Você nunca vai aprender não é — ele se aproxima mas eu dou uma passo pra, ele dá outro passo e consegue pegar meu braço — eu disse que vai nesse carro e é nesse carro que tu vai caralho — ele me puxa até a porta do outro carro e me joga lá dentro.
— Ai — Mayara reclama do meu lado quando ele me empurra pra cima dela, ele fecha a porta com força e depois entra no carro.
— Fica de boa ai Neguinho, falou — ele disse ligando o carro e metendo o pé no acelerador, passamos pela van que estava parada.
Saimos do estacionamento com ele igual um foguete. Me segurei no banco e aguentava a Mayara rindo alto e gritando.
— Cala a boca — grito pra ela que para de rir e me encara.
— Vem fazer — minha mão coça pra dar um tapa, mas me controlo — Tão sonsa, nunca muda, continua burra — agora eu não aguento mais , burra ? burra não, levantei a mão e meti o tapa na cara dela, ela abriu a boca chocada e veio pra me bater também, começamos as duas nos estapiar ali e o Digão começou a gritar com a gente.
— Parem com essa porra ai — ele colocou o braço pra tentar nos separar — para caralho
— Sua invejosa, qual o seu problema em tudo o que é meu você quer — ela gritou e pegou no meu cabelo.
— Eu ? será que não é o contrário não — puxei o cabelo dela e bati nela de novo.
Digão parou o carro no meio da estrada de chão e desceu do carro, abrio a porta e me puxou pra fora, Mayara cai e se levanta e vem pra me bater.
— Para com essa porra — Digão entra na minha frente e empurra a Mayara — eu te arrebendo Mayara — ela me olha puta da vida.
— Digão, que foi ? — Neguinho para do nosso lado estava atrás de nós na mesma estrada pra pegar a BR.
— Leva a Nanda até lá em casa, pega — ele pega no meu braço e me puxa até o carro dele, ele abre a porta traseira e me joga lá — Chegar lá em casa me espera dentro do quarto, ta entendendo ? eu to no meu limite, tu vai aprender a se comportar nessa porra — ele bateu a porta — Neguinho vai direto pra minha casa ouviu to confiando em tu caralho, vou deixar aquela peste na casa dela — Neguinho acente — e tu — aponta pra mim — sem gracinha tu também — fico quieta pelo menos não vou estar perto da Mayara.
(Revisado)
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Acaso Proibido
Fiksi Penggemar📍𝑀𝑎𝑛𝑔𝑢𝑖𝑛ℎ𝑜𝑠 - 𝑅𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝒥𝑎𝑛𝑒𝑖𝑟𝑜 O proibido é sempre mais gostoso Maria sabe disse mais do que ninguém, mas será possível continuar esse romance que vale a vida do seu amado? É possível se esquecer de alguém que te faz se sentir t...
