CAPÍTULO 43

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Allana

Já era onze e quarenta e cinco, minha escola liberou quinze minutos antes por motivos de: a privada da escola começou a jorrar água e alagar o corredor "B" ou seja onde fica minha sala, não sei como, só os alunos foi se aproximando do banheiro e quando vimos a privada estava jorrando água, nem me pergunte o que era aquilo.

— Allana, bora lá pra casa do Gustavo? — a Isabela me chama.

— Não vou poder ir Isa, fica pra próxima.

— Aí sério? — concordo — Que pena.

— Pena mesmo — Fernando para do meu lado abraçando meu pescoço — queria ficar com tu hoje — tiro seu braço.

— Não vai rolar — sabe aquele cara chato que não se toca? Era o Fernando, menino não desgrudava me incomodava que só.

— Deixa de ser chato Fernando fica enchendo a menina — Roberta diz — Allana um dia tu vai ter que sair com nos, tu nunca vem.

— É, eu prometo que um dia eu vou tá — pego o celular da minha mochila — amanhã a gente se vê gente tchau — eles me dão tchau e eu vou pra frente da escola.

Liguei pra minha mãe que disse já estava aqui na frente, tava saindo quando já vi o carro dela e vi ela e o Coringa juntos no carro, franzo o cenho eles passaram a manhã juntos?

Não vou negar, shippo, parecem que se gostam eu não sei o que aconteceu mas a Nanda parece muito magoada com ele por algum motivo, apesar dele ser o causador da morte do meu pai eu consigo ver em nós uma família, coisa que não tinha saído de meu vocabulário a muito tempo, ele tem sido um cara bem legal sabe, eu gosto dele pelo menos já conheci mais dele do que do meu próprio pai.

— Oi gente — entro no banco traseiro.

— Oi — eles dizem juntos — por que saiu mais cedo? — minha mãe me pergunta.

— A privada explodiu e o corredor inundou — os dois me olham — mas tá tudo bem eles tiraram todos os alunos acho que desligaram o registro e vão ver agora o problema lá — eles confimam e minha mãe liga o carro.

— Tua mãe tá devendo aquele sorvete pra nós — Coringa pisca pra mim e eu sorrio concerteza era melhor um almoço com eles que festa isso me faz bem mais alegre.

— Nos vamos comer onde? — digo me enfiando no meio dos dois — restaurante na beira da praia por favor — junto as mãos olhando pros dois.

— Gosta de comer na beira da praia? — Coringa me pergunta.

— Nunca comi na beira da praia — ele levanta as sobrancelhas.

— Maria parte pra aquele restaurante lá perto de casa, lembra, do Leblon? — ela demora um pouco pra lembra mas quando lembra acena.

— Tá bom — vamos o caminho todo animados eu tava varada de fome e mais animada ainda pra comer olhando pro mar, isso seria incrível.

Quando chegamos descemos do carro e fomos em direção ao restaurante, era lindo tinha um ar de paz, Caribe sabe bem charmoso, sentamos uma mesa que ficava de frente pro mar, minha mãe sentou em um lado e eu sentei ao contrário estrategicamente querendo que os dois sentassem juntos e foi exatamente isso que o Coringa faz se senta do lado da minha mãe os dois na minha frente.

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora