CAPÍTULO 39

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Allana

Se tem uma coisa que eu amo é chocolate, nossa isso foi a melhor coisa que eu já experimentei em toda minha vida juro.

— Allana você vai da dor de barriga — minha mãe me alerta quando já estava terminado de rapar a panela de brigadeiro — Você tá é com lombriga só pode.

— Mãe isso aqui é bom demais.

— Eu sei mais você tá comendo demais, ao invés de ir pra baile vai passar a noite é no banheiro — Largo a panela na pia e coloco água pra amolecer e mais tarde eu poder lavar.

— Eu já parei ó — levanto as mãos em rendição e ela ri.

Maria Fernanda foi uma das melhores pessoas que já tive o prazer de conhecer, ela é minha mãe ou melhor a segunda né por qud já tive a primeira que sempre foi incrível pra mim. Quando ela morreu foi meu fim era minha melhor amiga. Minha vó era uma mulher que era incrível só era mais rigída que minha mãe não deixava eu fazer muita coisas, mas eu sei que era pro meu bem e por causa do meu pai.

Meu pai eu nunca tive muita conversa com ele antes da minha mãe falecer, apenas quando minha mãe morreu eu comecei a ter uma boa comunicação comunicação ele, minha vó odiava ele então pra ele saber se eu estava bem ligava diretamente pra mim todos os dias as cinco da tarde.

Quando minha vó morreu me vi totalmente sozinha denovo, poxa era a minha única família ali perto de mim e foi aí que meu pai resolveu me trazer pra perto dele.

Eu não sou boba, sei que ele era traficante, minha vó me explicou desde cedo o por que de nossas vidas serem assim por causa dele, minha mãe não gostava dele também minha vó dizia que no começou foi bom mas depois ele se transformou em outra pessoa, isso tudo minha vó que me contava por que eu era muito nova quando perdi minha mãe, então quando perguntava do meu pai pra minha vó ela só falava coisa ruim dele, eu não o via assim por que em ligações ele sempre era gentil e sempre perguntando se eu estava bem, como andava minha vida e se eu queria alguma coisa.

Foi nessas conversas que ele me falou da Fernanda, perguntei se ele era casado e ele disse que era, que a esposa dele era linda e que um dia eu iria conhecê-la e que ia gostar muito dela. Não posso mentir dizendo que gostei disso, poxa minha vó falava que ele tratava minha mãe mal e depois vem essa mulher e ele trata bem, eu não sabia o que pensar tinha apenas dez anos quando ele falou dela pra mim então não entendia muito bem.

Quando cheguei no Rio me deslumbrei, sim fiquei impressionada eu nunca tinha visto prédios assim, tanto gente morando num mesmo lugar, sempre morei em lugares isolados, tipo chácara ou fazenda nunca em um apartamento ou uma casa comum. Eu quero conhecer cada cantinho do Rio de janeiro por que simplesmente esse lugar me encantou.

Eu não tive muito tempo pra conhecer meu pai, ele morreu uns três dias após eu chegar, eu senti isso como um baque por que sempre se era tirado de mim pessoas importantes pra mim, queria ter tido a oportunidade de conhecê-lo e tirar minhas próprias conclusões de quem era ele. Eu sei que as pessoas aqui não gostava dele, e a Fernanda então? Tá na cara que ela odiava meu pai, ela nunca me contou nada específico mas eu sabia que o casamento dos dois era uma droga, talvez de fachada, eu não sei.

Mas pensando no que ele já fez por aqui era de se esperar ser odiado assim.

A Clara, uma amiga que me aproximei muito esses dias me falou tudo que ele fez nesses tempos, impostos altíssimos, tráfico de pessoas, de drogas e armas as ordens da facção que ele não seguia por exemplo roubo e até estupro ela disse que ele não fazia nada pra mudar isso.

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora