CAPÍTULO 6

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Maria Fernanda

Segunda-feita

Voltando a minha rotina de estudos e trabalho ao normal.

Não tinha ido a aula já quinta nem na sexta mas fui trabalhar.

Levantei cedo para ir pra faculdade amanhã seria minha apresentação do TCC e já estou quase surtando de ansiedade.

Sai de casa atrasada, com o remédio novo que a psicóloga me receitou eu estou dormindo muito bem, e hoje quase não acordo.

Desço a rua correndo pra pegar logo o ônibus se ele já não tiver passado.
Estou chegando quando um ônibus passa, corro pra conseguir alcançá-lo mais ele passa direto.
Paro na parada ofegante, e sento no banco

— af — murmuro frustrada

— Foi quase — olho pro lado vendo uma menina

— Ah é

— Você é a Maria Fernanda não é? — olho pra ela assustada

— Como sabe ?

— Bom meio que você é famosa né, primeira dama — ela fala aquilo é eu não sei por que ainda me surpreendo

— Não sou primeira dama de nada, o dono do morro que é um maluco — ela ri e eu desvio o olhar procurando meu celular

— Se ele é num sei, o que eu sei é o que dizem por aí — fala e eu só balanço a cabeça em negação — vejo que não gosta desse status que ele te dá mas por que não meio que aproveita?

— Como assim ? — olho pra ela

— Tipo você não tem nada com ele, mas mesmo assim parece que se você pedir qualquer coisa ele te dá, por que não se aproveita disso ?

— Não é a primeira pessoa que me diz isso sabia? Mas vou te explicar o porquê — me viro de frente pra ela — não quero dar motivo pra ele estar em cima de mim, se eu aceitar isso ele vai começar a achar que estou "cedendo" e vai querer sei lá o que comigo, eu vou estar entrando no jogo dele, e eu só quero que ele se foda — explico e ela levanta as sobrancelhas

— entendi — me viro novamente — não tem receio de como Xinga ele, não tem medo dele fazer algo com você? — com essa eu sorrio e olho pra ela

— Comigo ? Sinceramente se ele me matasse seria um livramento — ela arregala os olhos

— Sabe quantas meninas queriam estar em sua pele ?

— Elas são problemáticas, escuta o que eu vivo não não conto de fadas algum, muito menos alguma novela, isso aqui não tem final feliz — digo em um tom amargo e ela acena

— Eu sinto muito

— Tudo bem — vejo a hora e a primeira aula já ests quase acabando — ei não perguntei seu nome

— Marcela — ela estende sua mão e eu aperto

— Prazer Marcela — ela sorri e eu também

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora