CAPÍTULO 77

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Leonardo

Olhei pra todo lado, havia muitos homens mortos, entrei em um corredor e atirei em dois caras, entrei em outro e dei de cara com Digão no fim do corredor. Sorri pra ele e apontei a arma pra ele.

— Ora, ora, ora, então a putinha tá viva — Digão fala e eu destravo a arma.

— Em carne e osso, agora putinha aqui é você depois deu mostrar o que eu vim fazer.

— Você não vai fazer nada, caralho é tão difícil assim ficar longe de mim ? — ri debochado da cara dele.

— Impossível viver no mesmo planeta com uma carniça com você.

— Que pena, vai ter que me aguentar — atiro na parede do lado dele e ele se assusta.

— Anda seu cuzão, engraçado que foi macho suficiente pra estuprar alguém né, agora pra bater de frente comigo.

— Vai se fuder, com uma arma na frente qualquer um pode me enfrentar, quero ver mano a mano.

— Tô pouco me fudendo pra isso, só quero que morra — atiro dessa vez na perna dele e ele se ajoelha gritando de dor.

— Ahhh seu filha da puta.

— Finalmente terei o prazer de te matar.

A porta do meu lado se abre e eu vejo a Maria, ela sorri grande e pula em cima de mim me abraçando.

— Meu amor — ela beija minha bochecha.

— Tá tudo bem, agora acabou — ela sorri e limpa uma lágrima que havia caído caído rosto dela.

— Sua traíra, me enganou — Digão fala sem força, o chão embaixo dele todo cheio de sangue.

— Em que mundo você achou que eu ficaria com você ? Nem morta — olho pro Digão e ele gemia de dor.

— Suas últimas palavras Digão — me aproximo dele pra atirar na sua cabeça.

— Vai pro inferno — coloco o cano da arma em sua cabeça.

— Eu te encontro lá — destravo a arma.

— Solta ele — escuto uma voz e olho pro lado, Allana chorava e um homem tinha uma faca no pescoço dela — ou eu mato ela.

Olhei pra Maria que estava perto deles e pedia pra ele não fazer isso.

— Solta ela você, e a talvez eu pense em não matar você — ele força a faca e vejo a Allana chorar.

— Pai... mãe... eu amo vocês.

— Para com isso Wilson, solta ela Você sabe o que ela já passou, não acha que não foi o suficiente ?

— Acha que eu ligo pra ela ? É só mais uma que comi — como é ?

— Que porra tu tá falando ? — falo alto e ele me olha, Digão pega no meu pé, chuto ele e atiro na mão dele e escuto ele gritar — não me toca não animal.

— Ele foi o estuprador da Allana — Digão murmura e eu encaro ele.

— Que grande desgraçado — Maria estava do lado dele conversando — a palhaçada acabou, solta ela.

— Solta o Digão — Respiro fundo.

— Qual foi, vai seguir esse cuzão até o fim é ?

— Sai porra — ele grita com a Maria quando ela encosta nele — ae Coringa, Solta ele, Allana sai intacta.

Vi neguinho aparecendo atrás dele.

— Beleza, fazemos a troca então — digo e ele acena.

— Se afasta do Digão.

— Solta a Allana — disse e fui pro lado me afastando do Digão um pouco.

Ele soltou a Allana e se aproximou da Maria a abraçando.

Quando o tal Wilson olhou pra trás viu neguinho apontando a arma pro ele, ohei pra baixo e apontei a arma pra cabeça do Digão que olho pra mim, atirei no meio da testa dele, na mesma hora escutei um grito.

Olhei pro lado e não entendi o que tinha acontecido, corri pra cima do cara que segurava a Allana de costas pra mim e a Maria olhava apavorada.

Cheguei por trás dele e atirei na sua cabeça e logo ele cai no chão mas Allana cai junto com ele e seu peito todo cheio de sangue.

Maria se ajoelhou chorando e neguinho olhava desacreditado pra aquela cena.

Na hora que eu virei eu nem acreditei, Allana estava com a mão no peito, e cima da faca que o filho da puta segurava.

Tirei ela de cima do cara e levei a um cama no quarto que a Maria havia saído.

— Não, não, não, não — dizia a mim mesmo — pega o carro neguinho.

Maria chorava compulsivamente, eu nem olhava pro rosto da Allana, eu não queria ver ela sem vida.

— PEGA A PORRA DO CARRO NEGUINHO — gritei e ele pegou no meu ombro.

— Não há mais o que fazer mano — sentei no chão e finalmente olhei pro seu rosto, ela olho pra mim e sorriu antes deu ver ela morrendo.

Maria gritou em cima dela e eu chorei.

Depois de anos, após ter perdido meus pais, mas perder um filho ? Parece pior, mesmo ela não crescendo comigo, eu criei um afeto, um carinho por ela tão grande...

— A gente precisa ir — neguinho fala do meu lado depois de um tempo — os cana já estão vindo.

Olhei pra Maria que estava abraçada ao corpo da Allana. Limpei meu rosto e me levantei do chão.

— Vem Maria — falei e ela se levantou, peguei Allana no colo e saí daquele quarto.

— Onde tá o Davi ? — Maria pergunta baixo.

— Com o Chocolate, dentro do carro já — ela acena e eu ando até a saída daquele inferno com a Allana nos braços.

— Chefe alguns fugiram e...

— Depois — falo passando por ele.

Chegando perto do carro coloco Allana deitada no banco de trás de outro carro.

— Não vão no carro que o Davi está ? — neguinho fala e eu o olho e vejo Maria entrando no banco de trás e levantando a cabeça da Allana e colocando em seu colo.

— Não — Olho pra ele — cadê o Davi ?  ele aponta pra outro carro e vou até lá.

Abro a porta do carro e vejo Davi na cadeirinha, tiro o cinto dele e pego ele no colo. Ele estava acordado e me olhou com os grandes olhos dele. O admirei por algum tempo, tão lindo. Meu filho.

— A gente te tem que meter o pé Coringa — Neguinho me fala do meu lado — Leleco tá lá no aeroporto esperando tu. Você tem que vazar daqui logo a gente vai separados, leva tua mulher e... teus filhos daqui — aceno olhando pro Davi ainda e depois pra ele.

— Obrigado Neguinho — fazemos um toque — Chocolate, vem com a gente — falo ele acente saindo de perto do carro e andando comigo.

Fomos calados dentro do carro. Davi o único que não sabia o que acontecia aqui, ele estava brincando com minhas mãos sentando no meu colo. Chocolate guiava o carro até o jatinho que nos levaria até o Rio de janeiro.

Olhei pra trás e vi a Maria olhando pra Allana, ela ainda chorava fraco.

Eu falhei, disse que iria salvar as duas, e não pude nem ao menos as proteger.

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Últimos capítulos gente 😭

A obra chegando ao fim, e queria relembrar o quão estou grata pelo acompanhamento de vocês.

Passa pro próximo que disponível.

(Revisado)

Acaso ProibidoOnde histórias criam vida. Descubra agora