10 anos depois
Mateo
Assim que cheguei em casa percebi que Amanda dormia profundamente, notei que sua respiração era ofegante como a anos atrás, eu sempre gostava de vê-la dormir, acalmava minha alma perturbada.
Ela se mexeu, seu rosto era lindo, notei que tinha uma faca debaixo do seu travesseiro, sorri ao presenciar a cena, ela usava um dos pijamas que havia comprado, sempre que via uma roupa que ela pudesse gostar a comprava e guardava com a esperança que um dia ela voltasse para mim, e cá está ela. Sei que não é por vontade própria, mas tê-la aqui independentemente da ocasião alegra meu peito.
Com delicadeza retirei a faca e a guardei na cozinha, era perigoso dormir com aquele objeto embaixo do travesseiro. Não consegui parar de observá-la, parecia que eu tinha 22 anos de novo, queria que nossa vida tivesse sido diferente, queria ter tido filhos e feito loucuras por nosso amor, mas ela não quis isso e agora ao invés de ser minha esposa ela era minha refém. Peguei meu celular e resolvi ligar para o desgraçado do meu ex sogro. Eu tinha certeza que ele já sabia que Amanda estava sob meu poder, há tempos desconfio que ele tem um infiltrado entre meus homens, só não descobri ainda quem é o traidor . Raul atendeu a ligação imediatamente.
- Como vai Raul? Tudo bem? Alguma novidade?
- Não tenho tempo Mateo, me diga o que quer sem rodeios.
- Não quer saber como sua amada filha está? Nesse momento a prendi num calabouço escuro e pretendo usar essa vagabunda de todas as formas possíveis, acho uma vingança válida já que você matou meu pai.
- Amanda está com você? - ele perguntou.
- Não se finja de besta, sei muito bem que tem um homem seu entre os meus, só não achei o filho da puta ainda, mas quando o encontrar o esquartejarei e mandarei os pedaços para você como presente. - ameacei.
- Se você tocar em um fio de cabelo da minha filha, incendeio essa maldita boate com você dentro.
- A segurança de Amanda só depende de você, quero que me passe o Cartel Gonzalez, você tem uma semana para resolver isso, se não eu a mato.
- Você não seria capaz, você a ama, sempre amou - ele zombou.
- Eu seria sim, e se fosse voce não duvidaria, sabe muito bem do que um homem amargurado é capaz. - provoquei.
- Eu quero vê-la, não confio na sua palavra. Quero ter certeza que ela está bem.
- De jeito nenhum, você pensa que sou trouxa? Não vou deixá-los sozinhos.
- A leve na reunião dos cartéis, prometo que não vou me aproximar. Só preciso ter certeza que ela está bem. Eu imploro. - Raul disse.
- Vou pensar, no mais você tem apenas uma semana, entrarei em contato novamente, vou acabar com você seu desgraçado.
Nem esperei ele responder e desliguei o telefone na sua cara, olhei para o sofá e Amanda ainda dormia, entrei no banheiro, tomei uma ducha rápida e me deitei ao seu lado. Senti seu calor e apreciei seu cheiro maravilhoso, nem notei quando caí no sono.
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Encontro Fatal
RomanceUma romancista falida começa a desacreditar do amor quando seus livros são um fracasso.Ela não se conforma que as pessoas prefiram noites vazias ao lado de qualquer um ao invés de lutarem por seus relacionamentos, mesmo tendo sofrido uma decepção am...
