Amanda
Meu corpo todo doía, tive dificuldade para abrir os olhos, minha cabeça estava zonza, senti um odor forte de álcool, a claridade me atingiu com violência e minha cabeça doeu assim que firmei a visão. Percebi que dois homens me encaravam com curiosidade, eu não conhecia nenhum deles, pelo menos achava que não.
Tentei me levantar mas não consegui, o homem mais velho se aproximou e acariciou meu rosto, me esquivei de imediato, não era certo que um desconhecido me tocasse.
- Calma filha, sou eu, seu pai. - ele disse.
Se eu tivesse um pai eu deveria me lembrar, forcei minha mente tentando organizar as ideias, mas não continha nada na minha cabeça, o homem mais jovem não parava de me analisar, suas sobrancelhas arqueadas davam um ar perigoso para o seu rosto, respirei com dificuldade e falei:
- Pai? Se você fosse meu pai eu me lembraria.
- Você não se lembra de mim? - ele perguntou incrédulo.
- Infelizmente não. - falei verdadeiramente.
Ele me encarou com preocupação, as rugas envolta de seus olhos se acentuaram assim que afirmei que não me recordava dele.
- Qual é o seu nome? - quis saber.
Busquei na memória qualquer pista sobre minha identidade, fechei meus olhos vasculhando meu cérebro, a única coisa que tive como resposta foi um verdadeiro nada, eu deveria saber meu nome, não deveria? Depois de várias tentativas falhas, percebi que não me recordava de nada.
- Eu não sei. - falei desolada. - o que houve comigo? Porque estou aqui? Vocês são da polícia? - eu quis saber.
- Você sofreu um acidente de carro gravíssimo, ficou entre a vida e a morte, estava em coma a dois meses, talvez a perda de memória seja uma sequela reversível. - o rapaz mais jovem falou com rispidez.
- Quem é você? - eu quis saber.
- Seu noivo meu amor, pensei que ia te perder, me afundei no sofrimento sonhando com o dia em que veria seus lindos olhos verdes de novo, felizmente você sobreviveu. - ele disse se aproximando da maca.
- Eu sou sua noiva? - perguntei abismada.
- Sim. Temos um relacionamento maravilhoso, nos amamos demais. - ele falou acariciando meu rosto.
Senti uma onda elétrica percorrer meu corpo, a sensação foi péssima, me encolhi na cama quando o rapaz beijou minha boca com suavidade, pensei que quando amasse alguém o coração o reconheceria apesar de tudo, quando eu olhava para o homem que se dizia ser meu "noivo" o único sentimento que sentia era repulsa e nojo.
- É bom ter você aqui. - sussurrou rente aos meus lábios.
- Não sei o que dizer. - respondi com medo.
- Lucas? Você a está assustando. É muita coisa para assimilar. - o velho falou.
- Claro, vou procurar um médico para informar que minha mulher abriu os olhos. - Lucas disse e saiu.
Me senti aliviada quando a silhueta musculosa passou pela porta, o ar do quarto ficou respirável assim que me vi livre daquele homem pelo qual eu devia morrer de amores, o senhor pegou minha mão com carinho e destinou um olhar amoroso em minha direção.
- Fiquei com medo de te perder querida.
- Sinto muito não me lembrar do senhor. Como se chama?
- Raul Gonzalez. - ele respondeu. - sou seu pai e te amo muito. - falou chorando.
Senti verdade em suas palavras, acho que realmente poderíamos ser parentes, mesmo assim me manteria atenta, não contive a curiosidade e perguntei:
- Quem sou eu?
O homem me encarou como se tomasse coragem para me dizer algo tão simples e óbvio, se eu realmente era sua filha, não devia ter demorado tanto para me dizer meu nome, quando eu estava prestes a refazer a pergunta, ele me olhou nos olhos e disse friamente:
- Raquel. Seu nome é Raquel Resende Gonzalez.
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Encontro Fatal
RomanceUma romancista falida começa a desacreditar do amor quando seus livros são um fracasso.Ela não se conforma que as pessoas prefiram noites vazias ao lado de qualquer um ao invés de lutarem por seus relacionamentos, mesmo tendo sofrido uma decepção am...
