Lucas
Assim que deixei Amanda no jardim me dirigi para o escritório, peguei o telefone e disquei o número de Macêdo, o plano contra o Ferraz já estava em andamento, Conrado havia me dito que ligaria para o desgraçado e combinaria a entrega das drogas para o sábado às 20 horas. O telefone da delegacia tocou algumas vezes antes dele atender.
- É o Lucas, prepare seus homens, quero no mínimo três viaturas no cais abandonado no sábado às 20 horas, está tudo esquematizado.
- Tudo bem? Você quer ele vivo ou morto?
- Agora tanto faz, Amanda será minha de toda forma, se ele tentar escapar atire para matar.
- Você quem manda chefe.
Desliguei o telefone rapidamente e fiz a ligação mais importante desse dia, respirei fundo e disquei os números sem nenhum peso na consciência, o homem do outro lado da linha atendeu imediatamente:
- Rodrigo Salazar falando.
- Muito prazer senhor, não nos conhecemos pessoalmente me chamo Lucas Matarazzo, sou braço direito de Raul Gonzalez, estou ligando para prestar minhas condolências pela morte precoce de su filho.
- Agradeço o apoio. - ele respondeu rispidamente.
Percebi que o homem não queria papo, respirei fundo mais uma vez e fui direto ao ponto:
- Estou ligando por que sei quem matou seu amando filho, não foi assalto seguido de morte senhor.
- Você está blefando? Isso é um trote?
- Claro que não, eu nunca brincaria com uma coisa dessas, além do mais sou um homem de negócios.
- Entendi senhor Matarazzo, me diga quem foi o assassino do meu amado filho que lhe darei o que quiser em troca.
- No caso é a assassina, ela se chama Amanda Gonzalez filha de Raul Gonzalez, ela é a culpada pelo assassinato a sangue frio de Pedro Salazar.
- Vou matar essa desgraçada. - ele falou com ódio.
- Sei que deve ser difícil ouvir isso, ainda mais nesse momento que quer vingança, deixe-me cuidar dela para você, vou fazer os homens de Raul se rebelaram contra ele e depois tomarei o cartel Gonzalez como meu, prometo te entregar a vagabunda e o velho assim que meu plano estiver concluído, tem minha palavra de honra.
- Não sei se posso confiar em você. - ele questionou.
- Ouso dizer que sou sua única alternativa, os capangas não vão querer servir a um homem que é alvo da polícia.
- Mas porque não pode me entregar a vadia agora? - ele questionou.
- Por que tenho assuntos pendentes com a vagabunda, sabe como é, a vadia feriu meu ego.
- Entendi. - ele respondeu - vou te dar um voto de confiança, mas se pisar na bola eu mato todos, inclusive você.
- Você não vai se arrepender. - sorrir e desliguei o telefone.
A sensação de vitória tomou conta de mim, eu mataria o Mateo, tomaria o cartel de Raul, colocaria Amanda como minha escrava e submissa e quando me cansasse dela a entregaria para o Salazar, além de tudo teria o apoio eterno da polícia. Não tinha como o dia ficar melhor.
Saí do escritório e fui procurar Marga eu merecia um pouco de diversão depois de tanto trabalho, a encontrei na cozinha sozinha, sem pensar a puxei para um beijo quente e safado, levantei seu maldito avental e a comi ali mesmo no balcão.
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Encontro Fatal
RomanceUma romancista falida começa a desacreditar do amor quando seus livros são um fracasso.Ela não se conforma que as pessoas prefiram noites vazias ao lado de qualquer um ao invés de lutarem por seus relacionamentos, mesmo tendo sofrido uma decepção am...
