O castigo de Amanda

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Amanda

Nunca em toda minha vida fui tão humilhada, o apresentador olhava para os homens presentes na boate e os lances só aumentavam de valor. O desespero tomou conta de mim e comecei a chorar, por sorte a máscara escondeu minhas lágrimas. Percebi que havia uma briga na multidão, forcei os olhos embaçados e vi que Mateo socava o rosto de um homem careca com muita raiva.

Tenho absoluta certeza que hoje seria minha morte, quando os olhos dele encontraram os meus, senti minha espinha gelar. Seus olhos eram puro ódio e medo? Ele estava com medo? Mateo caminhava desesperado rumo ao palco, quando viu que o leilão se finalizava gritou:

- Um milhão de reais.

A plateia o encarou com descrença e eu também, pensei que ele deixaria um dos marmanjos me arrematar como castigo, mas não. Ele me queria, ou pelo menos não queria que outro me tivesse. Meu bobo coração se alegrou. Nenhum dos homens quis aumentar a proposta, então o leiloeiro finalizou a venda, fui arrematada pelo amor da minha vida.
Fiquei feliz e ao mesmo tempo preocupada.

Desci as escadas correndo, talvez ainda conseguiria fugir. Mateo me puxou com força, apertando meu braço com violência:

- O que pensa que está fazendo? - cuspiu em minha direção.

- Fugindo de você. - gritei

- Não quero te machucar, então suba calada.

- Você não manda em mim, não sou sua propriedade.

- É sim. Acabei de te comprar por um milhão de reais.

Que saco! Ele tinha razão, pelo menos por essa noite eu era dele. Com raiva me suspendeu e me jogou em seus ombros como os homens das cavernas faziam, comecei a me debater mas era inútil. Chegamos ao loft e  me jogou no sofá com brutalidade, se posicionando acima de mim.

- Percebo que está melhor, pois dançava no palco como uma vagabunda.

- Você quis tanto essa vagabunda que pagou um milhão para tê-la. - provoquei.

- Se  não tivesse te arrematado você teria ido para cama com um daqueles homens? - gritou.

- Sim, não sou comprometida e faço o que quero

- Nao me provoque Amanda.

- E você não duvide de mim. - notei que Mateo estava com a mão apoiada na costela, parecia que tinha sido ferido - o que houve?

- Você me tira do sério - gritou.

- Não é isso, você está machucado?

- Só um corte, não se preocupe.

- Vem. Vou cuidar de você, sou sua essa noite esqueceu? Já que desembolsou um milhão de reais por isso.

- Não finja que se preocupa. Às vezes penso que seu pai te mandou de propósito para me destruir. Você é a única droga capaz disso. Por sua culpa acabei de perder o apoio que precisava para salvar a operação de hoje, mais um fracasso pra coleção. Meu pai deve estar se contorcendo no túmulo, um homem como eu não devia se importar com nada. Mas infelizmente me importo com você. Pelo visto me levará à ruína mais uma vez Amanda Gonzalez. - ele puxou o ar com dificuldade - Devia ter deixado o Conrado te comprar e te usar do jeito que ele quisesse, aliás você subiu naquele palco porque quis. Dançou como uma puta para aqueles homens e eles estavam no direito de te arrematar, mas meu tolo coração não ia aguentar, não consigo te imaginar nos braços de outro. Você é minha, mesmo que não aceite isso ou que não me ame,  estou aqui para clamar o que é meu por direito.

Os olhos dele eram pura tristeza, todas as vezes que se declarava pra mim meu corpo pegava fogo. No impulso o beijei, Mateo retribuiu o beijo com fervor, enlaçou meus cabelos em suas mãos puxando minha cabeça para trás.

Começou a salpicar beijos quentes no meu pescoço. Senti a umidade no meio das minhas pernas, meu corpo todo clamava por ele. Me puxou para mais perto e senti seu hálito quente sobre minha pele, Mateo inverteu nossas posições me deixando por cima. Retirou minha máscara com delicadeza encarando meu rosto, com suavidade acariciou minha bochecha. Senti sua virilidade tentando explodir na calça. Ele segurou meus seios com delicadeza sem nunca deixar de me olhar. Gemi baixinho o enlouquecendo. Retirei sua camisa e vi o corte em sua costela.

- Preciso fazer um curativo, você está sangrando. - falei preocupada.

- O curativo pode esperar. - respondeu tomando meus lábios mais uma vez.

Comecei a beijar seu peitoral musculoso com muito tesão, desci minha mão para sua calça e abri o fecho libertando sua ereção. Mateo me consumia com os olhos e naquele momento eu estava entregue mais uma vez. Me posicionou em seu colo e me invadiu com força, gemi de prazer.

Os olhos dele estavam com lágrimas. Manteve o ritmo lento gravando cada detalhe do nosso reencontro. Ficamos assim por alguns minutos e chegamos ao ápice juntos desfalecidos no sofá.

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