Mateo
Amanda só podia estar louca, ela não teria coragem de atirar em mim, não porque me amava ou algo do tipo e sim porque era boa. Nunca foi igual a mim ou a seu pai, mas quando apontou a arma para sua cabeça eu gelei, sabia que não era suicida mas as pessoas mudam com o tempo. Quando ela puxou o gatilho fechei os olhos, não ia conseguir ver a mulher da minha vida morta na minha frente esperei o som do disparo mas não ouvi nada. Foi nesse exato instante que Amanda começou a rir.
- Para um mafioso você é bem frouxo Mateo Ferraz.
- Você tá louca? Que que passou pela sua cabeça oca?
- Calma, foi só uma brincadeira. Não queria machucar ninguém então retirei as balas da arma. Você é um bundão. - ela ria sem parar.
- E voce é uma vadia, nunca mais faça isso, entendeu? - gritei socando a escrivaninha.
- Cadê seu senso de Humor senhor Ferraz, ontem você não estava disposto a me matar?
- Não consigo te perder de novo Amanda, você não enxerga isso?- gritei.
- Relaxa, não sou suicida. Mas pagaria mil reais para ver seu desespero de novo.
- Não zombe de mim. - ameacei.
Me joguei contra ela e prendi seus braços atrás das costas, apertei seu corpo ao meu e sussurrei rente ao seu pescoço.
- Não parece tão corajosa agora meu bem.
- Você está jogando sujo, me solta. - ela gritou.
- Não. Você quebrou as regras, agora vai ficar presa. Ao menos que dance para mim como castigo por sua malcriação.
- Nem pensar, ha tempos não faço isso.
- Não tô pedindo, estou mandando.
- Mas não preciso te obedecer. - ela disse petulante.
- Precisa sim, você está sob meu domínio.
- Por enquanto. Só por enquanto...
- Dance para mim porra? Estou mandando..
Soltei seu braços, Amanda sedutoramente fixou aqueles olhos verdes em mim, se virou de costas, retirou o elástico de seus lindos cabelos negros e começou a se mexer, ela era sexy e muito linda. Me sentei no sofá, não queria perder nenhum detalhe do espetáculo. Amanda bailava de costas e queria muito encostar meu corpo no dela, quando se virou ela sorriu. A desgraçada sabia que eu a desejava, aumentou ainda mais o ritmo e começou a tirar sua blusa. Esse era um jogo perigoso, continuou sorrindo, me levantei e a puxei para meu colo, ela mordeu o lóbulo da minha orelha e sussurrou:
- Satisfeito senhor Ferraz? Porque é só isso que terá de mim. - falou gemendo.
Aquilo me excitou, estava explodindo de desejo, puxei seus cabelos com delicadeza.
- Não mesmo. - sussurrei em seu ouvido - antes que ela pudesse se levantar agarrei sua cintura e beijei sua deliciosa boca, meu membro estava duro, precisava estar dentro dela, ouvir seus deliciosos gemidos clamando por mim, ela não queria se afastar pois não relutou quando a ergui no colo e a deitei no sofá.
Comecei a tirar sua roupa e vi desejo em seus olhos, estava louco, deslizei minha língua molhada pelo seu pescoço, ela se contorceu de prazer. Continuei o trabalho com minha língua, acariciei seus mamilos com delicadeza, nesse instante ela gemeu me deixando nas nuvens, tomei sua boca com fúria mais uma vez, mordisquei seu lábio inferior e senti sua respiração quente, não ia suportar. Deslizei minha mão entre suas pernas e encontrei a umidade que tanto esperava, estava pronta pra mim, continuei movimentando meus dedos e apreciei o quanto Amanda gostava daquilo, fixei meus olhos nos dela e provoquei:
- Você não vai desmaiar né?
- Se acha tão bom a ponto de me fazer perder os sentidos? - disse ofegante.
- Não é isso, é que pretendo te comer com força e sem parar - sorri maliciosamente - estou atrasado faz 10 anos não quero perder mais nenhum segundo.
Abri a gaveta da escrivaninha em busca de um preservativo, nunca deixando de captar seus gemidos inconstantes, encontrei a embalagem,quando estava pronto para possuí-la alguém bateu na porta interrompendo nosso momento. Que merda!
Não ia parar, continuei acariciando o meio de suas pernas, ela estava cada vez mais molhada, mas as batidas estavam constantes, algo estava errado. Amanda percebeu a movimentação e se levantou afastando-se do meu toque. Seu cheiro estava por toda parte, me olhando com desapontamento falou.
- Melhor você ir.
- Mas quero terminar, não te dei o prazer que merece.
- Talvez seja melhor assim, não quero me entregar para você.
- Não foi isso que notei alguns segundos atrás.
- Infelizmente meu cérebro e meu coração não trabalham juntos. Vai resolver seus problemas.
- Eu volto, prometo.
- Não precisa, não teremos nada além disso.
Ela abriu a porta do banheiro e a trancou, ia matar o desgraçado que impediu minha felicidade, Amanda tinha deixado meu corpo dolorido e meu coração despedaçado. Me recompus e abri a porta do loft com raiva, dei de cara com Patrícia, ela se jogou em meus braços e me beijou, se fosse outro momento a comeria com toda certeza, mas naquele só queria voltar para os braços do amor da minha vida.
- O que você quer? - falei com rispidez.
- Queria te ver e trouxe o café da manhã. - ela sorriu.
- Eu solicitei sua maldita presença aqui hoje? Que merda Patrícia! Já disse que não quero você aqui ao menos que seja solicitada. - gritei com raiva, meu corpo ainda doía.
- Porque você está me tratando assim? Desculpa se invadi seu espaço.
- Invadiu meu espaço? Você acabou de interromper algo muito importante, vá embora e não volte se não for chamada. - esbravejei.
- Você estava com outra? Sinto o cheiro de sexo de longe.
- Estaria se não tivesse sido interrompido, além do mais não te devo satisfações. Saia. - apontei para porta.
- Onde está a vagabunda? - ela quis saber.
- Não te interessa e ela não é vagabunda.
Notei que Patrícia encarava alguém, Amanda havia saído do banheiro, ela me olhava com descrença e direcionava um olhar de piedade para Patrícia.
- Desculpa, não sabia que ele era casado. - ela disse.
- E não sou! - gritei - eu e Patrícia só transamos algumas vezes, é o trabalho dela e pago muito bem.
Quando falei isso, os olhos de Patrícia se encheram de lágrimas, ela tinha sentimentos por mim e eu estava sendo um otário.
- Desculpa Paty, não queria te magoar mas a única mulher que amei e amo nessa vida é aquela ali. Nunca te dei esperanças de nada.
- Eu sei Mateo, vou embora. - ela falou tristonha - você tem sorte Amanda, ele sempre te amou. Está na hora de serem felizes. - falou encarando Amanda, as duas se entreolharam e Patrícia foi embora.
Olhei para a mulher dona do meu coração e ela chorava copiosamente, antes que pudesse me aproximar ela se trancou novamente no banheiro. Merda!
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Encontro Fatal
RomanceUma romancista falida começa a desacreditar do amor quando seus livros são um fracasso.Ela não se conforma que as pessoas prefiram noites vazias ao lado de qualquer um ao invés de lutarem por seus relacionamentos, mesmo tendo sofrido uma decepção am...
