Mateo
A morte de Raul mexeu comigo, mesmo odiando o desgraçado do fundo da minha alma eu tinha que agradece-lo, graças a ele, descobri que Amanda estava viva, eu precisava agir rápido, Lucas estava perdendo o controle, acompanhei minha amada até seu quarto, ela estava abalada, assim que chegamos, ela me olhou docemente e perguntou se podia confiar em mim, num vacilo eu revelei sua verdadeira identidade e a minha, de início senti que ela ficou feliz, depois revelou-se duvidosa, como ela podia pensar que eu estava do lado do Lucas? Desci as escadas tristonho, o desgraçado me ordenou que cuidasse dos preparativos da homenagem fúnebre, fiquei a tarde toda por conta disso.
A funerária buscou o corpo de Raul e marcou a cerimônia pro dia seguinte, Matarazzo me incumbiu de ligar para todos os cartéis informando a morte do líder, deu ênfase que eu não deveria chamar o Salazar, passei horas ligando para todos e nem percebi quando a noite caiu. Amanda permaneceu trancafiada em seu quarto, eu ansiava vê-la, mas não podia vacilar.
— Edgar? — Lucas me chamou assim que saí do escritório.
— Sim. — respondi.
— Vou sair. Não tire o olho da minha noiva, ela um tanto ardilosa. — observou.
— Claro, pode confiar em mim.
Vi a silhueta do homem desaparecer, essa seria minha oportunidade. Corri até a casa de Oscar para tomar um banho rápido, retirei a máscara e as malditas lentes que queimavam meus olhos.
Assim que finalizei voltei imediatamente para a mansão, queria ver Amanda, mas não podia bater na porta, ela não me receberia. Respirei fundo e escalei as paredes que levavam ate a janela do seu quarto, por sorte ela estava aberta. Assim que adentrei ao cômodo, vi que ela dormia profundamente, havia uma cômoda na porta, ela realmente tinha medo. Sentei-me ao lado de sua cama, velando seu sono.
— Eu queria tanto que você se lembrasse. — sussurrei
— O que faz aqui? — ela perguntou assustada.
— Desculpa, eu não queria te acordar.
— Como entrou? — perguntou.
— Pela janela, já estou indo embora. Não grita, por favor. — implorei — Só queria ver se estava bem.
— Porque? — ela perguntou.
— Porque eu te amo. — falei me aproximando do seu rosto — eu amo você Amanda Gonzalez. — declarei — mas não quero te assustar, eu...
Ela colocou o dedo nos meus lábios me impedindo de continuar, fechei os olhos absorvendo seu toque.
— Seus olhos são azuis. — ela constatou. — são os olhos com que sonho todas as noites.
Lembrei-me que esqueci de colocar a máscara e maldita lente, Amanda se aproximou de mim e beijou meus lábios com doçura. Eu retribuí o beijo com fervor, naquele momento eu me curava, estreitei o espaço entre nós e a deitei na cama, eu precisava de mais, queria mais.
— Você se lembra de mim? — perguntei ofegante.
— Minha mente não, mas meu corpo e meu coração sim. — ela disse me puxando para mais um beijo avassalador.
Comecei a salpicar beijos quentes em seu pescoço, Amanda gemia baixinho rente ao meu pescoço,retirei sua blusa e abocanhei um dos seus seios, seu rosto dominado de tesão me excitava, sonhei com esse momento inúmeras vezes na cadeia com a certeza que nunca mais a teria em meus braços, ela gemia baixinho me enlouquecendo, senti suas unhas nas minhas costas, eu queria mais, desci meus lábios e me afundei no meio de suas pernas, ela estava sem calcinha e muito molhada, deliciei-me com seu mel enquanto ela gritava meu nome. A penetrei com um dedo e ela se contorceu.
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Encontro Fatal
RomanceUma romancista falida começa a desacreditar do amor quando seus livros são um fracasso.Ela não se conforma que as pessoas prefiram noites vazias ao lado de qualquer um ao invés de lutarem por seus relacionamentos, mesmo tendo sofrido uma decepção am...
