Lucas
Foi triste presenciar a morte de Margarida, até mesmo eu que não tinha sentimentos me comovi quando vi seu corpo morto no chão, ela era uma puta gostosa e tinha seu valor. Mas um homem que colocava uma mulher à frente de seus negócios não era um vencedor, Mateo priorizou o amor e agora queimava no fogo do inferno.
Ordenei a Edgar que limpasse a bagunça e depois me encontrasse no escritório, ele seria útil, sua pontaria era impecável. Subi as escadas decidido que precisava me livrar de mais um empecilho, a desgraçada da Amanda ainda não havia aparecido, eu ia encontrá-la assim que colocasse fim na vida do desgraçado que estava no calabouço. Fui até meu quarto e peguei os dentes de Mateo, daria a notícia pessoalmente para Raul da morte de seu inimigo mortal.
Caminhei lentamente até a cela do meu amado sogro, ele se encontrava deitado no chão fazendo uma oração, parecia um dejavu, quando me livrei de Sebastian o desgraçado também fazia uma prece, como se Deus perdesse seu maravilhoso tempo atendendo as súplicas de homens como nós, era mais eficaz orar para o diabo. Respeitei o momento de fé do Gonzalez, assim que ele percebeu minha presença se assustou, contive o sorriso não queria debochar dele antes do seu fim:
— O que faz aqui seu desgraçado? — ele perguntou com raiva.
— Vim te contar uma novidade. — falei entusiasmado — veja, esse são os dentes do Mateo. O desgraçado morreu queimado ontem a noite, encontrei isso em meio às cinzas e quis guardar de recordação. — zombei— farei um colar para Amanda usar no dia do nosso casamento, a cerimônia será linda, digna de uma princesa, uma pena que você não estará presente.
— Você não vai encostar um dedo sequer na minha filha. — ele me ameaçou se aproximando da grade.
— Vou encostar todos os dedos que eu quiser, eu e mais quantos homens eu ordenar. Ela será meu objeto de prazer. Aquela desgraçada terá o que merece. — cuspi com raiva.
— Eu o mato antes disso. — ele gritou.
— Acho que não. — sorri sarcasticamente. — espero que Deus tenha perdoado seus pecados Raul Gonzalez.
— Do que você está falando? — perguntou incrédulo.
— Que seus dias na terra chegaram ao fim. Eu comando daqui. Faça uma boa viajem.
Saquei a arma da cintura e disparei diretamente em seu coração. A cena era linda, digna de um filme, o sangue escorria manchando o chão de vermelho. Ouvi o último suspiro de Raul e logo depois o silêncio dominou o lugar.
— O que você fez, Lucas? — ouvi uma voz me perguntando, estava tão concentrado que nem notei quando Oscar se aproximou.
— Dei um fim na era Gonzalez, agora do falta a filha da puta da Amanda. Mas ela será depois do casamento.
— O que faremos com o corpo? — perguntou
— ele merece um enterro digno de um líder.
— Não sabia que sentia tanto apreço por ele, temos um traidor aqui? — questionei.
— Claro que não. Mas é o certo a se fazer, evitará questionamentos futuros. — ele observou.
Eu não podia negar, Oscar era inteligente e pensava em tudo, o Gonzales teria que ser enterrado como um líder, assim as alianças que eram fiéis a ele se manteriam ao meu lado.
— Leve o corpo lá pra cima, direi que alguém o deixou na porta. Acredito que não ouviram o disparo e se tiverem ouvido, digo que foi você matando um pássaro por diversão.
Ninguém vai me contradizer.
— Sim senhor. — ele respondeu com obediência.
— Não deixe que o vejam. Se não terei que falar que você atirou no Raul. — ameacei
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Encontro Fatal
RomanceUma romancista falida começa a desacreditar do amor quando seus livros são um fracasso.Ela não se conforma que as pessoas prefiram noites vazias ao lado de qualquer um ao invés de lutarem por seus relacionamentos, mesmo tendo sofrido uma decepção am...
