A primeira vez...

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Amanda

Me tranquei no banheiro com o coração acelerado e o corpo pegando fogo, se não tivéssemos sido interrompidos teria me entregado para Mateo, estava em chamas, parecia que ele ainda me tocava, apesar de selvagem era delicado e sabia os pontos certos para me dar prazer, estava nas nuvens, me sentia assim todas as vezes que fazíamos amor.

Dez anos antes...

- Estou com medo. - falei com a respiração ofegante.

- Me conte,talvez consiga te ajudar. - ele respondeu.

- Nunca me entreguei para ninguém,você será o primeiro, sei que é experiente, talvez seu amor acabe quando me possuir e perceber que não sou aquilo que deseja.

- Shhiii - ele me silenciou colocando o dedo nos meus lábios . - Você é a única coisa que quero, sei que vou gostar porque te amo. Mas não quero te machucar, a primeira vez para uma mulher pode ser muito dolorida, preciso ter certeza que está realmente pronta.

- Estou e quero isso mais que tudo.

Mateo de forma carinhosa tomou meus lábios, o beijo costumava ser selvagem na maioria das vezes, mas nesse instante foi delicado e cheio de amor. Ele muito gentilmente começou a tirar minha blusa, sempre depositando beijos quentes rente ao meu pescoço, estremecia cada vez que seus lábios tocavam minha pele, me posicionou de costas e pude sentir sua virilidade, notei que me desejava. Aquilo só me deu mais certeza que estava pronta. Mateo soltou meus cabelos enquanto sussurrava em meu ouvido: " Eu te amo Amanda, tenho medo de te tocar e você sumir, as vezes penso que inventei você na minha cabeça".

Sorri quando ouvi aquilo, ele costumava dizer que minha beleza era de outro mundo e que havia me criado em sua mente, continuamos ali por algum tempo, não tínhamos pressa, quando me virou, nossos olhares se cruzaram não resisti e acariciei seu belo rosto fazendo uma declaração de amor velada, esperava que meus olhos transmitissem tudo que eu sentia , me deitou na cama e beijou cada centímetro do meu corpo, quando viu que estava molhada e solícita me possuiu. No início senti uma dor como se alguma coisa me rasgasse, ele manteve o ritmo lento e o desconforto foi passando.

Mateo nunca deixava de olhar nos meus olhos, era quase impossível mante-los abertos, acelerou um pouco mais as estocadas e gemi de prazer. Quando estava no ápice, senti uma corrente por toda minha alma e explodi, notei que ele também sentiu pois caiu trêmulo sobre meu corpo nu. Ficamos assim por um bom tempo, estava plena, havia me entregado para o homem da minha vida...

Ouvi a gritaria que lá fora e notei uma voz feminina perguntando onde estava a vagabunda. Não podia acreditar, Mateo era casado e eu quase me entreguei de novo. Sequei as lágrimas que teimavam em escorrer pelo meu rosto e sai do banheiro, a mulher não tinha cara de esposa, sua roupa azul era extremamente vulgar, ela me lançou um olhar duro que me fez estremecer.

Pedi perdão e disse que não sabia que ele era casado, nesse momento Mateo gritou com raiva e se declarou pra mim, disse que eu era a única mulher que havia amado, essas palavras me atingiram como uma bala. Ele estava mentindo mais uma vez com o mesmo propósito de anos atrás, só queria me levar pra cama. Entrei no banheiro e comecei a chorar, as lembranças do passado me destruíram mais uma vez, o banheiro pequeno estava me sufocando, não conseguia respirar direito, puxei o ar desesperada mas meus pulmões não respondiam ao comando num ato impensado comecei a esmurrar a porta, precisava sair dali.

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