CINQUENTA E SEIS (Parte três)

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Do outro lado do pátio, o galahfinu movido pela fúria parecia dançar desengonçado, balançando seus quatro braços no ar na tentativa de acertar um dos oponentes que o atacava. A essa altura, Asher já estava lhe rodeando novamente disparando incontáveis flechas.

Subitamente um dos golpes aleatórios do gigante acertou em cheio Estéfano que tentava se aproximar e o arremessou contra o solo. Enterrado no buraco criado pelo impacto, o shomer ainda zonzo tentava se recuperar quando percebeu uma sombra surgir sobre ele e antes que pudesse pensar em reagir já estava sendo esmagado por um dos pés do galahfinu.

Por mais que tentasse, suas forças não eram suficientes para conseguir erguer o enorme pé que o carimbava contra o chão.

Ao ver a situação do colega, Asher tentou desesperadamente se aproximar para ajudá-lo, mas quando estava quase alcançando o solo, a criatura lhe acertou um soco que o fez voar a dezenas de metros de distância.

Por uma pequena e única fresta, Estéfano conseguia enxergar o que estava ocorrendo na superfície e já sentia seu corpo começar a implodir com a pressão quando viu aquele ser com seis grandes kfai atravessar velozmente o céu negro e fincar seu tridente com toda a força que possuía no pé do gigante.

Imediatamente o galahfinu tombou no chão segurando com as quatro mãos o pé ferido.

O ar frio ardeu os pulmões ao invadir o peito de Estéfano e quando se deu conta um braço esguio e musculoso estava lhe erguendo da cova que haviam lhe enfiado.

- Espere um pouco. – Estranhou o shomer surpreso ao verificar a pessoa que o ajudava. - Você é...

- Gael! – Interrompeu Asher, voando de encontro ao colega.

O inesperado abraço quase levou os dois ao chão.

- Pare com isso Asher, não podemos perder tempo com saudosismo nesse momento. – Reclamou Gael tentando se desvencilhar do outro.

- O guillen tem razão. – Concordou Estéfano. – Precisamos unir forças para derrotar essa criatura gigante.

- E como faremos isso? – Questionou Asher.

- Temos que tentar derrubá-lo. – Respondeu Gael. – Se conseguirmos acertá-lo em um dos pés novamente ele cairá e ficará mais suscetível ao ataque de nós três.

- Será mais difícil acertá-lo no mesmo lugar novamente. Essas criaturas aprendem rápido com os erros e provavelmente irá se proteger mais. – Retrucou Asher.

- De qualquer forma temos que tentar. Eu ficarei no solo e tentarei derrubá-lo. – Respondeu Estéfano. – Para isso precisamos criar uma distração. Você subirá em suas costas e fincará sua kasini com toda a força que conseguir reunir. – Disse se voltando a Gael. – Tente acertar o pescoço, enquanto você lhe dará cobertura voando à frente da criatura e lhe acertando o maior número possível de flechas.

- Uma verdadeira força-tarefa. Não vai ser nada fácil. – Verificou Asher.

- Não mesmo. – Concordou Estéfano. – Estamos todos entendidos?

- Hai, então vamos logo porque ele já conseguiu se levantar. – Constatou Gael ao notar a sombra que se erguia sobre eles.

Gael então correu para arrancar sua kasini que ainda se encontrava presa no pé do monstro e tratou de seguir Asher que já subia para encarar a criatura de frente. Estéfano por sua vez iniciou uma corrida para alcançar as pernas do galahfinu destroçando qualquer outra criaturas que surgia em seu caminho.

Elafium: A guerra ocultaOnde histórias criam vida. Descubra agora