Capítulo 24

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Estava a ser um dia espetacular. Só saímos da praia para irmos almoçar ao hotel. Logo depois voltámos para a praia, uma vez que tínhamos lá guarda-sol. O Diogo levou o telemóvel e, por isso, eu estava a ouvir algumas das músicas que ele tinha no telemóvel. Ele tinha lá imensas músicas dos Coldplay. Adoro essa banda, mesmo muito. Ainda bem que temos os mesmo gostos musicais. 

À medida que íamos ouvindo as músicas, íamos cantando. Os outros não pareciam estar incomodados, porque estavam a jogar cartas. 

Estava a ficar mesmo com muito sono e, por isso, acabei por adormecer. Quando acrodei, já eram 19 horas. Olhei para o lado, mas os rapazes já não estavam lá, só lá estava o Diogo. Pelos vistos, ele também tinha adormecido.

Comecei a tocar-lhe no braço, para ver se ele acordava. Mas sem efeito. Chamei-o, mas sem efeito. Dei-lhe um beijinho na bochecha e vejo-o a abrir os olhos.

Eu: Acordaste finalmente. O Rafael tem razão, pareces a Bela Adormecida.

Diogo: Não me acredito que adormeci - olhou à sua volta - Onde é que estão os outros? 

Eu: Não sei, mas não vais acreditar que horas são.

Diogo: Já deve de ser tarde, não está quase ninguém na praia...

Eu: São 19h.

Diogo: Queres ficar aqui mais um bocadinho, ou vamos para o hotel?

Eu: Podíamos ficar aqui só mais um bocadinho. Assim eles não nos chateavam...

Diogo: Vou só buscar o casaco, estou cheio de frio.

Diogo: Guida, tens aí as nossas roupas?

Eu: Não, porquê? 

Diogo: Porque não está aqui nada... 

Eu: Eles devem ter levado tudo. Fogo, que totós... 

Diogo: Vou ligar-lhes. - pegou no telemóvel e ligou-lhes.

Diogo: Estou? Onde é que estás, mano?

Estava a falar com o Rúben.

Diogo: É que vocês levaram as nossas roupas, não está aqui nada. Só mesmo as toalhas e o meu casaco.

Diogo: Estás a brincar comigo, é que só pode. Isso não está a ajudar nada. Eu disse-vos para me deixarem em paz!

Diogo: Tem calma? Eu estou cheio de frio e a única coisa que tenho é uma toalha e um casaco, obrigadinho... E se a Guida tiver frio? Respeito, Rúben! Está, depois falámos. Mas, caso mudem de ideias, e espero que sim, tragam-nos as roupas. Xau.

Ele desligou a chamada. 

Eu: O que é que se passou? 

Diogo: Foram eles que levaram as nossas roupas para o quarto...

Eu: Já tinha percebido, mas porquê?

Diogo: Não perguntes, Guida, não querias saber, a sério. 

Eu: Ok... Não fiques assim - disse, aproximando-me dele.

Diogo: Tens frio?

Eu: Só um bocadinho, mas é suportável.

Diogo: Toma o meu casaco.

Eu: Não quero, obrigada.

Diogo: Eu insisto. Se queres ficar aqui, ficámos... Não é por eles terem feito isto que vão estragar alguma coisa, não é?

Eu: Obrigada pelo casaco. Sim, é verdade. Se tivermos frio, deitámo-nos em cima de uma das toalhas e cobrimo-nos com a outra. Simples - disse, a sorrir.

E foi isso mesmo que fizemos, passado algum tempo. Estava mesmo muito confortável, abraçada a ele. Eu já não conseguia viver sem ele, eu não podia viver sem ele. 

As horas foram passando e, quando demos por nós, já era noite. 

íamos falando sobre quase tudo, como se fosse completamente normal dois amigos estarem abraçados, à noite, na praia.

Diogo: Estás com muito frio, princesa?

Eu: Um bocadinho. Mas não me importo. Prefiro ficar aqui, à tua beira - Quando disse isto, afundei a minha cabeça no seu peito, dando-lhe um beijinho lá. 

Who am I?Histórias para pegar e não largar. Descubra agora