Quando chegámos ao hotel, a senhora da receção ficou a olhar muito para nós, porque estávamos de mãos dadas. O Diogo olhou para mim e sorriu-me.
Diogo: Boa noite - disse, sorridente, para a senhora.
Senhora: Muito boa noite. Posso ajudar em alguma coisa?
Diogo: Queres alguma coisa para comer, amor?
A senhora ficou a olhar para nós, espantada.
Eu: Não, obrigada - disse, beijando-o.
Senhora: Eu sabia!
Quando reparou que eu e o Diogo ficámos a olhar para ela, ficou muito atrapalhada.
Senhora: Desculpem, mas é que eu via-vos tão próximos e achava estranho vocês não serem um casal. Desculpem.
Diogo: E não éramos - disse, a sorrir - Boa noite.
A senhora fez um sorriso de orelha a orelha.
Eu: Boa noite, até amanhã.
Senhora: Boa noite meninos, aproveitem a vida enquanto são novos.
Subimos as escadas. Quando estávamos no corredor que ía levar ao nosso quarto, tentei imaginar qual seria a reação dos rapazes quando lhes contássemos.
Diogo: Sabes o que é que devíamos de fazer?
Eu: O quê?
Diogo: Nós devíamos de fingir que estávamos chateados com eles. Assim eles pensavam que tinham estragado tudo entre nós. O que é que achas, amor?
Eu: Até mereciam, mas temos que lhes contar, amor.
Diogo: E vamos... Quando eles menos esperarem, nós beijámo-nos - disse, dando uma pequena gargalhada.
Eu: Estou a imaginar a cara deles - disse, soltando uma gargalhada.
Diogo: Estás pronta?
Eu: Sim, espero não estragar tudo. Ainda por cima eles, a esta hora, devem de estar todos acordados.
Abrimos a porta do quarto e o barulho invadiu o corredor.
Diogo: Guida, eu já te disse que a culpa não foi minha. Pergunta-lhes...
Controla-te, não te podes rir.
Eu: Ninguém me tira da cabeça que tu fizeste de propóstio, que tu lhes pediste. Foi ele que vos pediu para levarem as nossas roupas, não foi?
Paulo: Não, Guida, foi nossa a ideia. Ele não sabia de nada.
Diogo: Vês? Não acreditas em mim...
Eu: Pois não, não acredito. Porque será?
Está-me a custar estar a dizer-lhe isto... Mas é por uma boa causa.
Diogo: Guida, ouve em o que é que estás a dizer... Não achas que estas a exagerar?
Eu: Não, não acho. Já comecei a ficar um bocadinho farta disto.
Os rapazes estavam a olhar para nós de boca aberta. Eles nunca nos tinham visto discutir.
Rúben: O que é que se passou?
Diogo: Nada!
Paulo: Não parece...
Eu: Sabem o que é que se passou? Vocês levaram as nossas roupas, foi isso que se passou.
Rafael: Foi só uma bincadeira.
Diogo: Muito estúpida por sinal, não é? Quer dizer, nós ficámos ao frio.
Paulo: Desculpem, nós pensávamos...
Eu: Pensavam o quê?
Rúben: Que podia ser uma oportunidade para resolverem as coisas.
Eu olho para o Diogo e tento transmitir-lhe que achava melhor terminar a conversa por ali. Já estávamos a fazê-los sentirem-se culpados. E, se calhar, se não fossem eles, eu e o Diogo ainda não éramo namorados. Eu e o Diogo somos namorados, ainda não acredito.
De repente, o Diogo puxa-me contra ele e dá-me um beijo. Fez-se silêncio no quarto. Quando olhámos para eles, eles estávam de boca aberta.
Rúben: Eu é que não estou a perceber nada...
Diogo: Rapazes, apresento-vos a minha namorada - disse, com um sorriso enorme.
Paulo: Mas vocês ainda há pouco estavam meios chateados...
Eu: Era para vos fazer sofrer um bocadinho - disse, soltando uma pequena gargalhada.
De repente, todos estavam em cima de nós, num abraço de grupo. Só conseguia ouvir «Parabéns!».
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Who am I?
RomanceMargarida é uma rapariga de 18 anos. A sua vida muda completamente com um rapaz, Diogo. Conheciam-se desde pequeninos, no entanto, nenhum dos dois tinha coragem de dar o primeiro passo. Ambos se amam muito, mas, será que são inseparáveis? Será que...
