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Nicolle

Sábado.
Acordei com aquela preguiça típica de fim de semana, embora aqui no colégio nem desse para chamar de "fim de semana" de verdade, já que continuávamos presas dentro desses muros enormes. Só podíamos sair no final do período — e ainda assim, apenas se passássemos em todas as matérias. Regras chatas, mas enfim.
Abri os olhos devagar, estiquei os braços e olhei para a cama de Alex. Estava perfeitamente arrumada, como sempre, com uma pilha de comida ao lado, que dava até raiva. Ela nunca mudava: livros, anotações e comida espalhada, parecia um padrão da vida dela. Bufei. Nem Alex nem Char estavam no quarto. Só eu, perdida nos meus pensamentos, tentando me convencer a levantar.Acabei me arrastando até o banheiro e decidi tomar um banho demorado. A água quente escorrendo pela pele parecia lavar não só o sono, mas também a irritação que carregava desde a semana. Jason. Só de pensar já revirava os olhos. Agora eu era par dele, e Charlotte tinha ficado com Michael. Angel arranjou um tal de Jay, e Alex continuou com aquele inútil do Daren. Sério, o colégio adorava brincar com a nossa paciência. Mudaram os pares e, para mim, não fez diferença nenhuma: só mudou a cara do babaca que eu tinha que aguentar durante a aula. Depois do banho, fiquei em frente ao espelho por alguns minutos, pensando no que vestir. Não precisava ser nada muito elaborado, era apenas um sábado comum. Então escolhi algo simples, mas maravilhoso, claro porque eu nunca seria pega mal vestida, mesmo entre quatro paredes de colégio. Coloquei a roupa e me joguei na cama, encarando a pilha de comida na de Alex.
Sorri maliciosa.
Bom... já que ela não está aqui...
Me servi sem culpa. Uma mordida, duas, três... estava tão distraída aproveitando que nem percebi o tempo passar. Dez minutos depois, a porta se abriu com estrondo.
As três apareceram juntas, Charlotte, Angel e Alex e seguravam um bolo enorme nas mãos.
Que feio hein, senhorita Carter — disse Alex, fingindo estar ofendida, com aquela voz doce que só ela tinha. — Comer a comida que não lhe pertence...
Fiquei com a boca cheia e arregalei os olhos. Ia responder alguma coisa atravessada, mas não deu tempo.
Feliz aniversário, Nick! — as três gritaram ao mesmo tempo, sorrindo.
Quase engasguei. Olhei para o bolo, depois para elas, e uma memória bateu forte. Céus... é hoje. Meu aniversário. Eu tinha me esquecido completamente.
Vocês... — murmurei, sem graça. — Obrigada, gente.
Alex sorriu radiante e acrescentou:
Temos uma surpresa para você, Nick.
Antes que eu pudesse perguntar, Charlotte se virou para a porta e anunciou:
— Podem entrar!
E então... meus pais entraram no quarto.
Senti meu coração dar um pulo tão forte que por pouco não chorei na frente de todo mundo. Corri até eles e os abracei com toda a força que consegui. Fazia semanas que não os via, e só de sentir o cheiro do perfume da minha mãe e o aperto firme do meu pai, parecia que todas as coisas ruins tinham sumido por um instante.
Obrigada, gente. Vocês são maravilhosas — falei, olhando para minhas amigas que tinham armado tudo.
Minha mãe alisou meu cabelo e sorriu com aquele jeito acolhedor dela.
Preparem-se, garotas. Nós vamos sair para comemorar o aniversário da Nicolle.
Eu e as meninas trocamos olhares confusos, com cara de tacho. Mas antes que qualquer uma pudesse reclamar sobre a impossibilidade de sair do colégio, minha mãe completou:
Consegui uma autorização especial. Mas só hoje.
— O QUÊ? — quase gritamos juntas.
Sair do colégio em pleno fim de semana era praticamente um milagre. Meu coração batia acelerado. Eu já estava pronta, então fui para a sala de estar com meus pais enquanto as meninas corriam para o quarto e se arrumavam. Uma hora depois, elas apareceram. E eu juro: estavam todas deslumbrantes.
Alexandra entrou primeiro. Ela usava uma blusa branca de tecido leve, meio transparente, por cima de uma regata preta básica, combinando com uma saia xadrez em tons de cinza e preto. Nos pés, claro, seus inseparáveis All Star preto e branco, os tênis que já eram quase uma extensão dela. O cabelo estava solto, caindo em ondas suaves sobre os ombros. Típico dela: nerd com estilo.
Logo depois, Angel apareceu. Ela tinha escolhido um vestido vermelho curto, justo na medida certa, que destacava suas curvas de forma provocante. Por cima, jogou uma jaqueta jeans oversized, como quem não se importa mas no fundo, todo mundo sabia que ela tinha pensado em cada detalhe. O cabelo preso em um coque bagunçado e alguns fios soltos no rosto davam aquele ar rebelde e encantador.
Então veio Charlotte. Charlotte apostou em uma calça jeans skinny preta, rasgada nos joelhos, e um cropped branco de manga comprida, que deixava à mostra um pedaço da cintura. O cabelo estava preso em uma trança lateral que realçava o formato do rosto, e ela completou com um par de botas pretas de cano curto. Estava simples, mas muito estilosa.
Quando vi as três juntas, não consegui evitar sorrir.
Minhas meninas estão lindas — falei, orgulhosa.
Angel deu uma risadinha e respondeu:
Quem vai brilhar hoje é você, aniversariante.
Saímos todas juntas, acompanhadas dos meus pais. O caminho até o portão parecia diferente. O coração de cada uma de nós batia mais rápido, afinal, sair era raro, era liberdade. Quando os seguranças abriram os portões e sentimos o vento de fora, a sensação foi indescritível.
Era como respirar de novo.
Entramos no carro dos meus pais e seguimos em direção à cidade. Eu me encostei na janela, observando as ruas passando rapidamente, e por um instante me esqueci de todos os problemas: Jason, Daren, os pares irritantes, as Cats com seus namorados exibidos. Nada importava. Hoje era meu dia.
E eu tinha minhas amigas comigo.
O carro se movia suavemente, e eu me deixei levar pelo conforto do banco, sentindo o sol da manhã bater no rosto através da janela. O ar fresco entrava, misturando o cheiro de cidade com aquele perfume de liberdade que só o lado de fora do colégio podia proporcionar. Ao meu lado, minhas amigas não paravam de falar, mas dessa vez não eram reclamações ou discussões sobre aulas e pares; eram risadas, planos para o dia e piadas internas que só nós entendíamos.
Então, Nick, o que você quer fazer primeiro? — perguntou Angel, jogando os cabelos para trás com um sorriso maroto.
Eu nem sei, gente... — respondi, rindo. — Só sei que quero aproveitar cada minuto.
Alex riu baixinho, apoiando o braço no banco e observando a rua passar.
Bom, você vai brilhar, não importa onde estivermos — disse ela, com aquele ar tranquilo que só ela tinha, meio orgulhosa, meio zombeteira.
Charlotte, sempre prática, começou a sugerir lugares: uma cafeteria que ela adorava, uma livraria que tinha uma seção enorme de quadrinhos e mangás, e até uma sorveteria famosa na cidade. Nós discutimos as opções animadamente, cada uma defendendo seu lugar favorito, e no fim concordamos em começar pela sorveteria. Afinal, era verão e nada parecia melhor do que sorvete com amigas e liberdade temporária. Chegando lá, o cheiro doce de cones recém-preparados e chocolate quente nos envolveu imediatamente. Eu podia ouvir o tilintar das colherinhas de metal nos potes de vidro, o som das máquinas de sorvete funcionando e as risadas de outras pessoas na rua. Era um ambiente simples, mas parecia mágico para mim.
Escolhemos nossos sabores com cuidado, cada uma com seu estilo. Angel foi direta, escolhendo chocolate amargo com pedaços de brownie; Charlotte ficou com morango e creme; Alex, sempre meticulosa, escolheu baunilha com calda de caramelo e uma pitada de canela. Eu, é claro, optei por algo divertido: sorvete de pistache com pedaços de chocolate branco. Cada colherada era um pequeno pedaço de felicidade.
Sentadas na calçada, sentindo o sol aquecer nossas pernas e observando as pessoas passando, começamos a falar sobre tudo e nada. Minhas amigas compartilhavam histórias engraçadas das últimas semanas, e eu ria até sentir dor nas bochechas. O barulho da cidade misturava-se com nossas vozes, criando uma espécie de música própria.
Nick, você está radiante hoje — disse Charlotte de repente, olhando diretamente para mim. — Sério, parece que nada pode te atingir agora.
Sorri, sentindo meu coração aquecer. Não era só sobre o aniversário, era sobre o sentimento de estar cercada por pessoas que realmente se importavam. Era sobre sentir-se viva, mesmo dentro das paredes rígidas do colégio. Quando terminamos o sorvete, decidimos caminhar pelas ruas próximas, explorando pequenas lojas e bancas de rua. Alex ficava encantada com livros e quadrinhos, Angel parava em cada vitrine de roupas só para rir de algo bizarro que via, e Charlotte anotava mentalmente todos os detalhes da nossa pequena aventura. Eu me sentia leve, quase flutuando, como se o peso da semana tivesse sido completamente eliminado.
No caminho de volta para o carro, paramos em uma pequena praça. O sol já estava alto e as sombras das árvores proporcionavam um refresco bem-vindo. Sentei-me no banco de madeira, observando as folhas se moverem suavemente com o vento, enquanto meus pais conversavam baixinho entre si, sorrindo ao me ver tão feliz.
Está gostando, Nick? — perguntou minha mãe, inclinando-se para acariciar meu cabelo.
Muito — respondi, olhando para ela com um sorriso genuíno. — Nunca me senti tão bem em um aniversário.
Meu pai se aproximou, me abraçando por trás e apoiando o queixo no meu ombro.
Você merece, filha — disse, com aquela voz calma e firme que sempre me tranquilizava. — Aproveite cada segundo.
Senti um calor gostoso no peito, e pela primeira vez em muito tempo, percebi que não precisava me preocupar com nada. O passado, os problemas, os pares irritantes — tudo parecia distante. O que importava era o agora, o riso das minhas amigas, a presença dos meus pais, e a sensação de que, por um dia, o mundo inteiro estava a nosso favor. O dia ainda estava começando, mas eu sabia que seria memorável. E conforme nos levantamos para voltar ao carro, rindo e reclamando do calor, senti uma certeza tranquila: aquele aniversário não seria apenas mais uma data no calendário. Seria lembrado como o dia em que a Nicolle, apesar de todas as regras e muros ao redor, se sentiu realmente livre. Depois da praça, seguimos para um pequeno parque próximo ao centro da cidade. O calor do sol já começava a ceder, e a brisa suave balançava os galhos das árvores, espalhando um cheiro fresco de grama e terra úmida. Eu podia ouvir o som distante de crianças brincando, cachorros latindo e o farfalhar das folhas; tudo parecia fazer parte de uma melodia calma e alegre, só para nós.
Vamos andar pelo lago? — sugeriu Angel, apontando para um pequeno lago rodeado de patos e cisnes.
Assenti imediatamente. O lago tinha algo de mágico. A superfície refletia o céu azul com nuvens dispersas, e o brilho do sol fazia a água cintilar, criando um efeito quase hipnotizante. Sentamos à beira, pendendo os pés na água, sentindo o frescor em contraste com o calor do dia.
Alex, como sempre, trouxe seu lado prático à tona.
Olhem, tem patos! — disse, tirando um pacote de pão da bolsa. — Vamos alimentá-los.
O som dos patos grasnando enquanto mergulhavam o bico nos pedaços de pão era engraçado. Angel ria tanto que quase deixou o celular cair no lago. Charlotte tirou fotos de tudo, capturando os momentos mais espontâneos, como o pato que insistia em seguir Angel ou a expressão surpresa de Alex quando um pato quase pegou seu dedo junto com o pão.
Sentei-me no banco, observando minhas amigas interagindo com tanta naturalidade. Senti uma pontada de gratidão. Era raro momentos assim: genuínos, sem regras, sem preocupações, apenas nós quatro juntas.
Nick, olha isso! — Angel apontou para algo à distância. — Parece uma barraquinha de sorvete artesanal!
Nos levantamos e caminhamos até lá. O dono da barraca era um senhor idoso, simpático, que nos recebeu com um sorriso caloroso e sugeriu que experimentássemos os sabores do dia. Eu escolhi um de frutas vermelhas com chantilly, Alex pegou um sorvete de pistache, Charlotte foi de chocolate branco com pedaços de biscoito, e Angel se jogou no caramelo salgado. Sentadas novamente à sombra de uma árvore, saboreamos o sorvete, conversando sobre coisas aleatórias: planos para a escola, filmes que queríamos ver, músicas que estávamos viciadas. Cada risada parecia ecoar mais longe, como se o parque inteiro estivesse conspirando para fazer nosso dia especial.
Em certo momento, senti o peso do tempo desaparecer. Não havia preocupações sobre pares irritantes, aulas, ou regras chatas do colégio. Só havia aquela sensação deliciosa de liberdade, amizade e pertencimento.
Nick, precisamos tirar uma foto juntas — disse Charlotte de repente, pegando o celular.
Nos agrupamos, abraçando-nos de forma espontânea. Sorri para a câmera, mas no fundo, sentia que aquele instante ia ficar gravado na memória de uma forma mais intensa do que qualquer foto poderia capturar.
Quando o sol começou a baixar, decidimos caminhar de volta para o carro. O céu estava pintado em tons de laranja e rosa, refletindo nos prédios da cidade, criando um efeito quase surreal. Cada passo era acompanhado pelo barulho das nossas risadas, misturado ao som distante do trânsito e do vento passando pelas árvores. No caminho de volta para o colégio, minhas amigas começaram a comentar sobre fazer uma pequena surpresa à noite, já que ainda tínhamos autorização especial para ficar fora até tarde. O coração bateu mais rápido. Mesmo que fosse apenas uma pequena aventura, o dia ainda tinha espaço para se tornar épico. Ao chegarmos, senti que aquele aniversário não era apenas sobre presentes ou bolo. Era sobre sentir-se viva, sobre cada momento que escolhemos aproveitar, sobre amizade e família. E, olhando para o céu que já escurecia, com as luzes da cidade começando a brilhar, soube que aquele dia ficaria marcado na minha memória para sempre.
Obrigada, gente — disse, olhando para minhas amigas e depois para meus pais, que me observavam com sorrisos orgulhosos. — De verdade.
E enquanto entrávamos no colégio, ainda com o coração acelerado e os sorrisos presos no rosto, eu sabia que o resto da noite guardava surpresas ainda maiores. Porque, afinal, aquele aniversário estava só começando.
A noite caiu devagar, e o colégio começou a se acalmar. As sombras cresciam pelos corredores, mas eu ainda sentia meu coração pulsar de excitação. Minhas amigas e eu nos reunimos no quarto, trocando olhares conspiradores. Algo estava prestes a acontecer, e ninguém queria revelar nada antes da hora.
Vocês realmente planejaram alguma coisa sem eu saber, né? — perguntei, tentando soar casual, mas com a voz traindo meu entusiasmo.
Alex apenas sorriu, cruzando os braços e inclinando a cabeça.
Talvez... — disse, deixando a frase no ar.
Charlotte segurou meu braço e me puxou para fora do quarto.
Venham! — ordenou com um sorriso malicioso. — Mas nada de gritar ou estragar a surpresa.
Seguimos pelo corredor silencioso, tentando não fazer barulho. A sensação era de aventura, como se estivéssemos invadindo o colégio à noite, cada sombra parecia mais profunda e cada passo ecoava pelos azulejos frios. Chegamos a uma porta que normalmente estava trancada. Charlotte tirou uma pequena chave do bolso, a girou na fechadura e abriu a porta com um estalo suave. Dentro, uma luz suave e âmbar iluminava o espaço. Balões flutuavam pelo teto, fitas coloridas pendiam das paredes e uma música calma preenchia o ambiente, criando um contraste perfeito entre a formalidade do colégio e a magia da surpresa. No centro da sala, um pequeno bolo com velas já acesas esperava por mim.
Senti meus olhos brilharem.
— Vocês... — consegui apenas murmurar, emocionada. — Isso é... inacreditável.
Angel deu um passo à frente e me entregou uma pequena caixa embrulhada com cuidado.
— Aqui, Nick. Um presente só nosso.
Abri devagar, e dentro havia um colar delicado, com um pingente em formato de lua crescente. Era simples, mas parecia carregar toda a essência da amizade delas.
— É lindo — sussurrei, emocionada, sentindo um aperto no peito. — Muito obrigada.
Alex sorriu.
Sabíamos que você ia gostar. Mas espere, a noite ainda não acabou.
Saímos da sala e seguimos para o jardim interno do colégio. A lua cheia refletia na água da fonte, e o perfume das flores noturnas pairava no ar. Minhas amigas haviam colocado pequenas lanternas ao redor do jardim, criando um caminho iluminado que parecia ter saído de um conto de fadas.
Uau... — murmurei, caminhando devagar, sentindo cada detalhe: o frescor da grama sob os pés, o cheiro das flores, o som suave da água e da brisa noturna. — É perfeito.
Charlotte riu baixinho.
Perfeita é você, aniversariante. Mas nós queríamos que sentisse que cada detalhe foi pensado só para você.
Angel pegou minha mão e me puxou para dançar suavemente sob a luz das lanternas. O momento era íntimo, mágico, e mesmo no meio do colégio, eu senti que estávamos em um mundo só nosso.
Hoje é só sobre você, Nick — disse Angel, olhando nos meus olhos. — Nós queremos que se sinta especial, porque você é.
Respirei fundo, sentindo um calor confortável invadir meu peito. O mundo inteiro podia estar lá fora, mas naquele momento, só importava aquele jardim, aquelas luzes e minhas amigas.
Depois de um tempo dançando, nos sentamos à beira da fonte, com as pernas balançando sobre a água. Rimos, conversamos sobre lembranças antigas, pequenos segredos e planos futuros. Cada frase, cada gesto, parecia reforçar o laço que tínhamos construído ao longo dos anos.
Então, no silêncio confortável, olhei para o céu. A lua cheia brilhava intensamente, refletindo nos meus olhos, e senti que, de alguma forma, tudo estava certo. O colégio podia ser uma prisão, mas aquela noite me lembrava que a liberdade podia estar nos pequenos momentos, nas risadas, nos abraços, nas surpresas e no carinho genuíno de quem nos ama. E enquanto as velas do bolo começavam a se apagar sozinhas, eu soube, com certeza, que aquele aniversário ficaria marcado para sempre, não só pelo presente ou pela festa improvisada, mas pela sensação pura de estar cercada por quem realmente importa.

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