parte 9

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ponto de vista rafael

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ponto de vista rafael

FAZ DIAS QUE NÃO À VEJO. O que me deixa um pouco decepcionado comigo mesmo, pois eu deixei claro que não desistiria. Na verdade eu liguei pra ela algumas vezes mas quem atendia era a Rayane, dizendo que Cíntia saiu ou tava no banho.

Não posso mais ficar esperando. Tenho que tomar uma atitude e é isso que vou fazer. Hoje lavei meu carro e comprei comida bem cedo, gostaria de ter o resto do dia reservado só pra cuidar de açaí.

Subo de elevador e me olho no espelho. Por um lado esse inverno é benéfico pra mim. As mangas longas cobrem minhas cicatrizes horríveis. Tomar banho se tornou algo estranho por conta disso. Mas não devo ficar remoendo isso pra sempre, então é melhor eu enfrentar as coisas de frente. Mesmo que eu tenha que ver essas marcas todo santo dia.

Rayane atende a porta e me olha com surpresa, mesmo que ela já tenha liberado minha entrada à portaria.

— Oi. Ela não tá aqui agora. — ela diz num desânimo.

— Poxa. Você sabe pra onde ela foi?

— Sei. Eu insisti pra ela me dar o endereço, caso eu precisasse buscar ela. — ela pega dois papéis e copia o que está escrito em um no outro. — Aqui. Mas não brigue com ela, tá? — ela me entrega.

— Tá bom. — pego o papel e fico um tempo olhando pra ele. — O Rubens não deu mais sinal de vida, né?

— Pois é. Isso foi um baque até pra mim. A Cíntia tava se iludindo muito com ele. — ela se encosta na parede e cruza os braços, na tentativa de se esquentar com seu cardigã.

— A minha vontade é de encontrar aquele verme e encher ele de porrada. — resmungo, quase amassando o papelzinho em uma das minhas mãos.

— Rafael, se acalma. Violência não resolveria isso. Você mais do que ninguém devia saber.

— É. Talvez. — dou de ombros. — Bom, eu vou lá. Tchau e valeu por tudo. — me despeço dela, que acena simpaticamente.

Não conheço a cidade 100%, então resolvi jogar o endereço no Google e ver pelo menos se tem imagem desse lugar onde Cíntia foi. Pelo que apareceu na minha pesquisa, é um boteco. Juntei as sobrancelhas sem me lembrar de uma única vez que Cíntia disse gostar desse tipo de lugar.

Não é saudável ficar julgando sendo que faz anos que não nos víamos até dias atrás.

Estaciono na porta do local, e na entrada já tem um monte de caras mal encarados. Penso em esperar a ferinha aqui onde estou, mas vai saber o que pode estar acontecendo lá dentro? Entro de cabeça baixa, obviamente incomodado com os olhares de todo mundo.

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