parte 1

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— Puta merda! — Rafael xinga em voz alta, depois de eu derrotá-lo na contagem de pontos

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— Puta merda! — Rafael xinga em voz alta, depois de eu derrotá-lo na contagem de pontos.

— E eu ganhei de novo. — danço em comemoração, batendo minhas mãos no vidro da janela do carro dele.

Brincar de adivinhação deixa o clima mais tranquilo, penso.

— Parabéns, uva sem caroço. Agora você ganha uma grande quantidade de: nada! — ele ri tanto que o banco em que está sentado se mexe, fazendo uns barulhos de porta abrindo.

— E parabéns pro seu carro, que é uma merda. — dou de ombros, convencida.

— Merda? Cíntia, merda é esse seu cabelo que de iogurte passou pra açaí. — ele aponta pro meu cabelo bagunçado.

Eu arrumaria, mas perdi o último pente que tinha enquanto corria de umas crianças. Quem perde pente correndo de crianças?

— Licença, que açaí é muito bom. — aceito a crítica dele como um elogio.

— Não tava criticando, menina. Só falei. — ele abandonou o tom estressado, agora sua voz soa rouca e eu adoro.

— Faz uma careta. — digo rapidamente, pegando minha câmera no banco de trás e posicionando-a.

— Ah, não, Cíntia, qual é? Ai! Que merda, espera...Deixa pelo menos eu arrumar esse cabelo. — ele grunhe, levantando o topete com pressa.

Eu me ajeito no banco do passageiro e tiro a primeira foto, enquanto ele ainda arrumava o topete.
O loiro faz uma cara de reclamação e eu tiro mais uma. Ele tira a câmera das minhas mãos e me puxa pra um beijo logo em seguida.

— Eu to com fome. E você? — pergunto, quando finalmente nos separamos.

Eu sempre to com fome.

Eu também. Vamo comer. Hora do rango. — ele diz rapidamente, largando a minha câmera no banco de trás novamente.

Saímos do carro e andamos alguns metros até o armazém que vem nos sustentando desde a fuga. Achamos o lugar e os donos gostaram da gente e concordaram em nos dar comida, água e banho em troca de favores tipo: ajudá-los na arrumação de vez em quando.

— Eu comeria um bolo inteiro. — comento com Rafael assim que abrimos a porta de entrada e nos aproximamos das prateleiras.

— Eu prefiro pizza. De marguerita. Minha barriga samba só de pensar nisso. — ele brinca e eu dou risada.

É tão bom ser livre o bastante pra escolher o que comer de lanche, né?

— Dona Cida? — estranho a expressão sem-expressão de uma dos donos do armazém, que arruma umas caixas atrás do balcão de atendimento.

— Vocês. Que bom que vieram. Precisamos conversar. — ela respira fundo, ofegante.

— Pode ser depois que a gente comer? Eu to morrendo de fom-

— Estamos fechando. — ela diz de uma vez, e a minha garganta dá um nó. — Sinto muito. Não podem mais ficar por aqui.

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