E aí galera? Tudo bom com vocês?
Esse será o último capítulo do ano, dito isso, vejo vocês em Janeiro.
Aproveitem o cap e Boas Festas ❤️
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O pôr do sol nunca pareceu tão irritantemente cinematográfico. O céu tingido de laranja e roxo era quase bonito demais para a missão suicida que estava em andamento. Sanzu, enfiado em suas roupas táticas pretas, ajustou o comunicador no ouvido e segurou o gatilho de sua arma com uma calma fingida.
Por dentro ele tremia mais do que gelatina barata. Mas, por fora? Parecia um sociopata em controle absoluto – e era exatamente isso que ele queria que todos acreditassem.
A van seguia o carro de Utakya a uma distância segura, os faróis desligados para não atrair atenção. No banco do passageiro, Hirose estava tão tenso quanto Sanzu, mas tinha o cuidado de fingir um ar de indiferença. Talvez o uniforme policial que ele vestia ajudasse, ou talvez fosse a certeza de que, se algo desse errado, ele não seria o primeiro a levar um tiro.
O carro de Utakya atravessou os portões do presídio, seus dois capangas de plantão observando o ambiente com o tipo de vigilância preguiçosa que só pessoas bem pagas conseguem demonstrar. Quando o porteiro deu sinal verde para a van entrar também, Sanzu soltou um suspiro que era mais um gemido entediado.
O estacionamento exclusivo no subsolo parecia mais com o cenário de um thriller policial dos anos 80 – sombras longas, concreto sujo e uma iluminação precária que fazia questão de deixar todo mundo com cara de psicopata. Três carros estavam estacionados estrategicamente nas sombras, prontos para dar cobertura na fuga. Se tudo desse errado, pelo menos havia muito combustível para queimar em uma perseguição.
Sanzu ajustou o comunicador no ouvido e apertou o botão para falar com Utakya.
- Lembre-se, Utakya, - disse ele, a voz suave, mas com uma ponta de ameaça que parecia muito natural. - Se você desviar do plano, vai ser a última coisa que vai fazer. E eu nem vou precisar sujar as mãos. Hirose estará aí para te enfiar uma bala no meio da cara.
Utakya não respondeu de imediato, mas era possível ouvir sua respiração tensa.
Hirose desceu da van, ajustando a farda como se estivesse indo a uma cerimônia em vez de escoltar um pai desesperado. Ele foi até o carro de Utakya e fez um gesto para que ele saísse. O diretor obedeceu, parecendo um tanto resignado, como um gato que foi pego fazendo algo errado, mas sabe que ainda tem nove vidas para gastar.
Sanzu os observou pelo vidro escuro da van enquanto eles caminhavam até o elevador. Ele passou a mão no gatilho da arma mais uma vez, quase como um hábito nervoso, enquanto os dois desapareciam pelas portas metálicas do elevador.
Hirose estava suando tanto que parecia ter saído de uma sauna, mas, claro, ele fingia que aquilo era só o calor do uniforme. Era sua primeira vez participando de algo desse nível, mas sem pressão, só o peso da possibilidade de ser morto de maneiras cruéis caso algo desse errado.
Ele e mais dois membros da Bonten tinham uma missão simples: manter Utakya sob controle. Simples, exceto pelo fato de que Utakya tinha a estabilidade emocional de um palhaço em uma corda bamba.
Meses atrás, quando Hirose se juntou à Bonten para quitar a dívida de um primo irresponsável, ele pensou que seu papel seria limitado a servir drinks no bar e ouvir as histórias estranhas dos demais membros da organização. Mas ali estava ele, promovido a "braço direito de Sanzu Haruchiyo" – ou, como ele preferia chamar, "aquele que provavelmente vai morrer primeiro em qualquer operação."
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Egoístas
FanfictionSanzu Haruchiyo não era alguém normal, ou pelo menos era o que as pessoas que o conheciam diziam sobre ele. Violento, impulsivo e vice-presidente da gangue mais poderosa do Japão, Sanzu era um monstro do submundo de Tóquio guiado pela coleira por Ma...
