Patrick estacionou o carro sobre a calçada de Gerard, desligou o som, se despreguiçou, desembarcou e acionou o alarme através de um dispositivo remoto.
Um bipe soava do veículo.
Logo ele passou pelo cercado seguindo pelo caminho até a porta. Por entre as persianas da parede de vidro da cozinha, Patrick percebia que o recinto estava iluminado. Ao meio de tantas casas escurecidas, Way parecia um insoníaco atormentado.
— Gerard? — Patrick chamou, soava mais como uma pergunta.
— Entra! — A voz deste ecoava como se ninguém precisasse dormir na vizinhança.
"Por que tão espalhafatoso? " Pensou Stump adentrando pela porta. Em seguida paralisou ao se deparar com uma cena inesperada.
Gerard estava trajando um samba-canção de cetim azul escuro com estampa de ursinhos, uma camisa branca larga e um par de chinelos pretos. Seus cabelos estavam bagunçados, e sua expressão era de nojo. Tinha em mãos uma vassoura de pelos sintéticos e cabo preto. No chão sob a mesinha de centro se encontrava uma sacola de lixo – de porte pequeno – aberta, e com as penugens em tom lilás da vassoura Gerard empurrava lentamente um dos pratos laminados para ponta da mesa, em direção a sacola.
Patrick franziu o cenho e então esboçou um sorriso. Não esperava o deparar daquele jeito, de alguma forma aquilo era engraçado ainda mais quando Gerard parou o que estava fazendo para fitá-lo como um fedelho sobressaltado.
— O que você está fazendo? — Patrick perguntou sorrindo. Adiante fechou a porta e caminhou até o grande sofá no centro da sala.
— Estou tentando tirar essa coisa de cima da minha mesa.
— Com uma vassoura?
— Está cheio de bichinhos Patrick. Você não quer que eu coloque a mão nisso né? Fico arrepiado só de olhar. — Gerard respondeu enojado tentando analisar o ângulo entre o prato e a sacola.
— É! Está bem nojento mesmo. Ainda não consigo entender como você deixou isso acontecer. — Patrick comentou se debruçando sobre o respaldo do sofá.
— Nem eu sei. Eu acho que fui abduzido pelo álcool. A bebida me cegou Patrick. Eu juro! Não vi isso acontecendo.
— Também né! Quando foi a última vez que você chegou lúcido em casa?
— Eu sei lá. Não lembro. Fui abduzido.
— Mas ontem você não bebeu. Podia ter dado a faxina mais cedo.
— Eu estava na sua casa. Esqueceu? — Gerard ironizou.
— Mas você foi embora à tarde.
— Ah, é! — Way deu um ar de sorriso sem graça.
— Você não veio para casa? — Patrick estranhou. — Onde estava?
— Onde eu estava? — Gerard se pegou surpreso interrompendo novamente o que fazia.
— É! Você pode me dizer? — Patrick prostrou-se um tanto curioso.
Gerard não podia simplesmente dizer que havia passado a noite no apartamento de Frank, com ele nu entre suas pernas. Não apenas pelo fato de ser surreal, mas também, porque contar aquilo para Patrick era estranho. Talvez por causa do jeito singular dele: um tanto paterno. As pessoas não saem contando para seus pais sobre as transas que tiveram. É esquisito! Era o modo como Gerard o enxergava, era o modo que o respeitava. Ele não conseguia fazer aquilo:
— Ah! Eu estava por aí. Estava uma noite linda para caminhar.
— Você caminhando. — Patrick cerrou os olhos. Não existia alguém mais sedentário que Gerard Way.
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TLIAC (Frerard)
FanfictionEM HIATUS REVISÃO: SINALIZANDO NO CAPÍTULO. 1ª temporada → O Pen Drive Direto da teoria do último, um pen drive causa mudanças no destino das mãos em que passa. Através de um golpe ambicioso, o caos ameaça a cidade de Crosfilt. Após um acidente in...
